COTIDIANO

Pesquisa revela variação no preço de material de construção

Dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Acre

Marcos Vicentti
Presidente da Fieac,
João Francisco Salomão


Whilley Araújo

Os materiais de construção subiram em média 4% no primeiro semestre de 2007. Com relação ao emprego no setor, os aumentos detectados aconteceram com maior intensidade nos meses de junho e julho, nos segmentos madeireiro/moveleiro e de minerais não-metálicos.

São esses alguns dos principais dados obtidos após a análise dos resultados das pesquisas que compõe o Sistema de Informações Industriais da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), divulgada ontem pelo presidente da instituição, João Francisco Salomão e pelo economista Carlos Estevão, durante entrevista coletiva.

Segundo o estudo, referente aos meses de março a agosto de 2007 e que inclui indicadores industriais, sondagem industrial, nível de emprego na construção civil e preços médios de material de construção, o semestre se encerra com leve aquecimento na atividade produtiva industrial de transformação, com destaque para os segmentos de madeiras/móveis e de minerais não-metálicos.

Em relação à indústria de construção civil, após expressivo crescimento verificado no emprego em anos anteriores, iniciou uma tendência de queda a partir de outubro de 2006. As pesquisas indicaram que essa tendência se manteve até janeiro de 2007, onde o emprego se estabilizou.

Com respeito à média de dias trabalhados na produção, no agregado da indústria o valor encontrado foi de 22,63 dias. Novamente essa variável apontou os segmentos de madeiras/móveis e minerais não-metálicos como os mais dinâmicos no semestre (foram os únicos segmentos que apresentaram média de dias trabalhados superior a 23 dias).

A pesquisa, que a partir de agora será divulgada mensalmente pela Fieac, apontou também que os principais problemas enfrentados pelo industrial acreano no 1º semestre de 2007 foram a alta carga tributária e as taxas de juros elevadas.

“A carga tributária gira em torno de 40% do faturamento, o que é algo bastante complexo, levando em conta que nem todos os industriais podem ter uma assessoria jurídica e contábil em suas empresas, e por isso acabam sendo penalizados com elevadas taxas tributárias e sujeito muitas vezes à multas”, frisou o presidente do Fieac, Francisco Salomão.

Para ele, a saída para o problema é continuar mostrando os prejuízos causados pela elevada carga tributária. “Temos que questionar essas taxas, até que sejam mudados o modo de recolhimento dos impostos e a aplicação dos mesmos”, salientou Salomão.

Com relação ao emprego no setor da construção civil, os dados indicaram queda nos meses de novembro de 2006 (-5,38%), dezembro (-18,4%) do mesmo ano, janeiro de 2007 (-9,88%) e março de 2007 (-3,68%). Em fevereiro e abril deste ano aconteceram aumentos (5,93% e 0,51%). Segundo técnicos da Fieac, a desaceleração no emprego da construção no final de 2006 e início de 2007 se deu basicamente devido à diminuição do ritmo das obras públicas levadas a cabo pelo governo do Estado.

 

 
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Rio Branco-AC, 30 de outubro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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