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Sebrae forma novos empreendedores no Juruá |
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No Vale do Juruá são os rios que comandam a vida. As balsas, enormes embarcações de aço transportam alimentos e todo o tipo de material. Há também milhares de batelões e barcos menores. Como os barcos são os carros, é preciso ter nos rios os postos de abastecimento de combustível para que ribeirinhos e pescadores não tenham que subir os barrancos para ir até a cidade: são os pontões, comuns no Vale do Juruá. Dioesse Gonçalves trabalhou durante muitos anos como empregado em um pontão em Cruzeiro do Sul. Quando foi dispensado do emprego montou o próprio negócio: um armarinho. Mas Dioeese queria ir mais além, e foi! Hoje ele é dono de dois pontões e acaba de comprar duas balsas para fazer transporte. “Tudo isso devo ao Sebrae e ao Banco da Amazônia”. O impulso para se tornar um empresário próspero veio da Oficina de Empreendedorismo que ele fez no Sebrae em 2001. A Oficina proporciona aos participantes, a vivência do dia a dia de uma empresa, com todos os problemas do mundo dos negócios. “Eu era uma pedra bruta e fui lapidado pelo Sebrae. Sabia o que queria, sabia que tinha potencial e coragem e o Sebrae me deu as ferramentas para eu seguir em frente que foi o conhecimento sobre o empreendedorismo, noções de como tratar bem o cliente, como fazer estoque, enfim, como tocar um negócio de verdade. O Sebrae fez ainda o projeto de R$ 55 mil para o Banco da Amazônia e adquiri o primeiro pontão e abandonei o ramo de armarinho. Hoje o segundo pontão e as duas balsas, são frutos deste primeiro negócio”, relata o empresário. Em Cruzeiro do Sul há outros três pontões, mas o mais procurado é do Dioesse, e o segredo é o diferencial no atendimento. Atualmente ele tem cerca de cem clientes fixos: pescadores, ribeirinhos e donos de balsas. O litro da gasolina e do óleo diesel custa o mesmo valor cobrado na cidade, mas Dioesse garante café, água gelada e balas e muita simpatia para quem abastece no posto dele. O agricultor Juscelino Silva Peixoto, que mora no Seringal Saituba, diz que nunca abastece o barco em outro local, por que Dioesse tem “o melhor atendimento do Rio Juruá. A gente pega sol no rio, chega cansado. Aqui tem água gelada, sombra e um amigo sempre disposto a ajudar”, relata o cliente do pontão. Atualmente Dioesse tem sete funcionários, mas logo vai aumentar o quadro porque as balsas necessitam de mão de obra qualificada. Ele faz questão de manter o quadro funcional totalmente regularizado. “Outro ensinamento do Sebrae: valorizar o funcionário com carteira assinada e todos os direitos”. O pontão é uma balsa sustentada por bóias internas que a mantém na superfície. As bombas de gasolina e óleo diesel são instaladas em cima da balsa. Por causa das bóias, quando o rio sobe ela sobe junto e desce também junto com as águas. |
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