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A rota é por aqui A arte imita a vida em filme que relata o submundo das drogas no Acre |
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O mais novo longa-metragem que será lançado hoje, às 19h30, no Theatro Hélio Melo é o filme que tem roteiro e direção do acreano Guilherme Francisco e retrata o tráfico de drogas na capital acreana e as principais rotas de entrada dela no país. “A Rota é Por Aqui” é uma história que envolve jovens, dramas familiares, prostituição e a rivalidade entre grupos de traficantes. Os lugares de circulação, onde a droga é guardada e o acerto de contas entre rivais. No filme, Pavão, personagem vivido por Guilherme, é um carioca que veio ao Acre para acertar contas com os comparsas que “vacilaram” com o seu grupo. Ao chegar, mata todos sem saber que eles já trabalhavam para outros traficantes. Também mostra a rebeldia de uma jovem de classe média-alta que acaba se envolvendo com o tráfico e prostituição. “Tudo o que retratamos no filme é baseado em fatos reais que acontecem todo dia na nossa sociedade. O que pretendemos com o trabalho é chamar a atenção das autoridades para o trânsito desenfreado das drogas no Estado e a posição estratégica que o Acre tem para o tráfico de drogas no país”, explica Guilherme. A escolha do tema foi baseada na observação da circulação evidente de drogas no Estado. Para compor sua história, Guilherme viajou durante seis meses pelos municípios de Brasiléia, Xapuri e Sena Madureira, e ainda para Bolívia, a fim de colher informações concretas para subsidiar seus personagens, ouvindo pessoas das localidades, amigos e policiais. Foram cinco meses de filmagens com um elenco de 23 artistas e uma equipe técnica de nove pessoas, entre câmeras, técnicos de iluminação e assistentes de produção, todos trabalhando de forma voluntária. O gasto total do longa, que tem 1h35 de duração, foi de R$ 30 mil, frutos de recursos dele e da esposa Shirley Regina, que também é atriz e servidora pública. Um eterno apaixonado O amor pela sétima arte acompanha Guilherme desde os 14 anos, quando ele começou a trabalhar como ator fazendo pequenas participações. O primeiro papel interpretado por ele foi no curta-metragem “Gatinhas e Gatões”, gravados em Super-8 com produção e direção do cineasta acreano João Manhãs. Já participou de 15 filmes, entre curtas e longas-metragens e documentários. Seu primeiro filme produzido foi “Quero Contigo Falar”, lançado em 2005 e que ficou em 2º lugar no VI Festival Acreano de Vídeo. Ano passado também foi premiado com o longa “Retratos da Vida”, que foi exibido em vários municípios, presídios e conferências por abordar como tema a violência contra a mulher. |
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