COTIDIANO

Capacitação para atendimento de vítimas de violência sexual

Treinamento visa fortalecer rede em benefício das mulheres

Marcos Vicentti
Gerlívia Maia é
coordenadora de Saúde da Mulher


Andréa Zílio

Prestar serviços às mulheres vítimas de violência sexual, com ações resolutivas que vão desde o atendimento emergencial para evitar a manifestação de doenças sexualmente transmissíveis até o atendimento psicológico, é algo que exige conscientização sobre os traumas que essas pessoas vivem e a necessidade de ações rápidas.

Partindo desse pressuposto, vários profissionais participam de uma capacitação para atuar de forma integrada. A idéia é formar uma espécie de rede que visa o atendimento à saúde como porta de entrada para essas vítimas.

A formação tem duas etapas e está sendo realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesacre), por meio da área técnica de Saúde da Mulher, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira etapa a abordagem foi feita para cerca de 30 profissionais que trabalham nesse tipo de atendimento e integram a rede. A segunda etapa foi realizada ontem, direcionada a 17 profissionais médicos da capital e do interior do Estado.

Iolanda Vaz, do Ministério da Saúde, diz que o objetivo da capacitação é dar suporte técnico ao profissional que lida com a mulher violentada sexualmente, e o trabalho em rede permite uma ação mais eficaz e rápida. Essa parceria entre o governo do Acre e o governo federal vem sendo feita desde 2004 para que a rede se consolide.

“Partimos de que a violência é um fenômeno social que atinge o ser humano em dor corporal, moral e emocional, e a rede permite que os profissionais atuem para tentar diminuir o impacto desse trauma. É uma atenção à saúde da vítima imediata”, comenta Iolanda, que veio ao Estado acompanhada da coordenadora nacional do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, Ione Brum, e da médica do serviço, Lília Takamoto.

A coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher, Gerlívia Maia, fala da importância da eficácia do trabalho. “Se a pessoa violentada não for atendida adequadamente, as marcas ficarão muito mais fortes. Se esses profissionais não estiverem integrados a essa concepção, o trabalho não flui da mesma forma e não tem o mesmo resultado.” A rede tem como principal objetivo ajudar as mulheres. A prioridade é elas, que são as vítimas, segundo os profissionais da rede.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 31 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 CHARGE
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE 20
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL