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Acre pode ter 21ª usina de biodiesel do Brasil Técnico da Brasil Ecodiesel chega nesta semana buscando áreas para os primeiros plantios de mamona e pinhão-branco |
![]() Nelson Silveira, em companhia do senador Sibá Machado, produtores e empresários, conheceu as instalações da usina de pesquisa montada pela Funtac para produzir biodiesel |
Representando a maior empresa produtora e fornecedora de biodiesel para a Petrobras, Nelson Silveira, presidente da Brasil Ecodisel, esteve ontem em Rio Branco a convite do senador Sibá Machado. Ele se reuniu de manhã com o governador Binho Marques, visitou a usina de pesquisa montada na Funtac e à tarde fez palestra para empresários, produtores e estudiosos no auditório do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Durante a palestra, Silveira destacou a importância crescente que o mundo começa a dar ao biodiesel como combustível sustentável, renovável e que causa menos danos ao ambiente. Ele enalteceu a sensibilidade política e social do presidente Lula, que criou no Programa Nacional de Biodiesel mecanismos que incentivam os pequenos produtores familiares a cultivar plantas produtoras de óleo e, ao mesmo tempo, isentam de alguns impostos e taxas o biodiesel que for fabricado a partir de grãos colhidos pela produção familiar. Presente em 20 Estados com cinco unidades extratoras de óleo e 20 usinas, das quais apenas sete estão ativadas e já produzem mais de 60% de todo o biodiesel brasileiro, a Brasil Ecodiesel já está presente em 436 municípios. Neles sua política está focada na sensibilização e orientação aos produtores familiares que passam a integrar essa cadeia produtiva, que começa no campo e termina no tanque dos carros e máquinas. A última usina, que custou R$ 33 milhões e foi inaugurada no fim de fevereiro em Iraquara (BA), tem capacidade para produzir 120 milhões de litros por ano. Agora seus olhos se voltam para o Acre. “Tivemos oito anos de muito trabalho preparando o Estado para atrair a atenção de grandes empresas como a Brasil Ecodiesel, que irá promover a geração de empregos e renda de forma ambientalmente sustentável e economicamente justa”, afirmou o governador Binho Marques. “Com ela poderemos promover um bom desenvolvimento produtivo e oferecer melhor qualidade de vida aos nossos produtores rurais, que sofrem há mais de 30 anos.” Nelson Silveira lembrou que o governo do Estado vem desempenhando uma política pública voltada ao setor produtivo, com foco nas ações comunitárias, fundamental para criar condições para o desenvolvimento. “O Estado diz para onde quer que a economia cresça, então cabe aos produtores, à sociedade organizada e à iniciativa privada fazer sua parte colocando a máquina para funcionar. É assim que promovemos o crescimento econômico do Estado e do país”, definiu. Com todo gás e os pés no chão Nelson foi enfático ao explicar que, embora o uso do pinhão-branco, mamona, girassol e outras variedades produza bons lucros, há uma preocupação para que ela não venha a ocupar as áreas que hoje se ocupam para a produção de alimentos. “A preferência para a agricultura familiar se explica no fato de que a terra das propriedades é subutilizada. As oleaginosas podem ocupar essas áreas e assim serão sempre geradores de renda complementar aos pequenos produtores familiares”, destacou. Ele esclareceu que, diferentemente da cana, em que sua exploração se torna antieconômica a mais de 50 quilômetros da usina devido ao grande volume e pouco peso da carga, os grãos do biodiesel têm peso concentrado e então o que vai variar é o preço do frete, mas não o interesse da indústria que vai garantir a compra de toda produção. Plantações intensivas - Entre as sete usinas da Brasil Ecodiesel, a primeira e a menor é a de Floriano, no Estado do Piauí, que tem capacidade para produzir 45 milhões de litros por ano. Para que o Acre conseguisse atender a uma usina como essa, precisaria cultivas pelo menos 45 mil hectares de pinhão-branco ou 90 mil hectares de mamona. “Nosso técnico estará vindo ao Acre na semana que vem para fazer as primeiras sondagens de áreas em que se poderiam começar os primeiros plantios de mamona e pinhão branco-ainda neste ano”, anunciou. Pinhão de graça O agrônomo Gabriel Ferreira, em viagem pelos Estados da Bahia e Minas Gerais, trouxe no ano passado 35 quilos de sementes de diversas variedades de pinhão-branco. “Com elas fiz 18 mil mudas, que estou dando de graça a quem ligar para 8112-2491 e queira testa-las em sua propriedade. Queremos saber quais são as variedades mais viáveis, espaçamento, solo a que melhor se adaptam e em três anos iniciar nossa produção de biodiesel no Acre.” Álcool na cabeça Quem participou da palesttra de Nelson Silveira, no Sebrae, foi Eziquiel Alves da Silva, gerente geral da Usina Álcool Verde, que já gera 250 empregos com seus primeiros 650 hectares de cana plantados. “Neste ano vamos completar o plantio de 5 mil hectares, que produzirão de 800 a 1.200 toneladas de cana, com as quais produziremos nossos primeiros 36 milhões de litros de álcool hidratado em 2008. “Ainda no ano que vem, mais sete mil hectares de cana serão plantados pela empresa. Também vamos fornecer mudas para todos os agricultores que estiverem interessados em produzir cana para ser moída na usina”, anunciou Eziquiel. Em 2009 serão plantados mais oito mil hectares, fechando uma lavoura total de 20 mil hectares. Até 2013 a meta é atingir os 35 mil hectares. “Sem álcool não existe biodiesel”, declarou Eziquiel. “O biodiesel é produzido a partir da mistura de algum tipo de óleo com álcool e um catalisador. Então nós, da Álcool Verde, nos animamos muito com a vinda do Brasil Ecodiesel para o Acre porque teremos nela uma grande parceira na produção de combustíveis ecologicamente corretos.” |
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