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FRASE
“Independentemente de qualquer especulação, eu não trabalhei para derrubar a Marina. Tenho com ela uma relação com sentimento de vida. Trabalhei para que ela ficasse onde está.” Jorge Viana Três meses Hoje se completam 90 dias que o professor Binho Marques assumiu o mandato de governador do Acre em substituição ao engenheiro florestal Jorge Viana. Esse é o prazo que os cidadãos comuns e os adversários concedem para que o administrador se ajuste no cargo e comece a desenvolver suas ações. A partir de agora, as cobranças serão maiores. Programas do Binho Influente assessor do governo informou à coluna que deverão ser anunciados nos próximos dias os principais programas que serão desenvolvidos no governo Binho Marques. São ações voltadas fundamentalmente para a inclusão social e o desenvolvimento comunitário, como fora prometido em campanha. E a reforma? Nesses 90 dias a reforma administrativa anunciada pelo novo governo não foi realizada na prática. Para se ter uma idéia, tem gente que foi anunciado como secretário titular e está exercendo o cargo de adjunto. Outros foram nomeados para áreas completamente distintas da que exercerão na prática. Apenas proporcional Por e-mail, o jornalista e quase advogado Jósimo de Souza chama a atenção, inclusive da coluna, para a interpretação que a imprensa está dando à decisão do TSE sobre o mandato pertencer ao partido ou à coligação. “O tema trata apenas de vereadores, deputados estaduais e federais”. É verdade. Portanto, é melhor parar de querer cassar senadores como Geraldinho Mesquita (PMDB) e Fernando Collor (PTB). Ambos venceram eleições majoritárias. Tarefa militante Jorge Viana terá missão dentro da Frente Popular. Ajudará o governo sem estar formalmente na equipe. Essa decisão foi tomada há poucos dias durante reunião no Seringal Cachoeira. O ex-governador também terá papel importante nas articulações para as eleições municipais. Interestaduais Moisés Diniz (PC do B) e Walter Prado (PSB) estão sendo chamados de deputados interestaduais. Depois de se envolverem para resolver o problema de terra em Lábrea, os dois agora voltam os olhos para a questão de Envira. Ambos os municípios são do Amazonas. Exemplo infiel Geraldinho Mesquita não perderá o mandato de senador com a decisão do TSE. Sua eleição foi majoritária. Eleito pelo PSB, o parlamentar, agora no PMDB, é o maior exemplo de infidelidade partidária do Acre nos últimos anos. Sozinho, Mesquita teria dificuldades para se eleger vereador em Santa Rosa do Purus, menor colégio eleitoral do Acre. Graças ao trabalho dos seus companheiros, ganhou oito anos de mandato. Caso e caso Dos quatro deputados estaduais que trocaram de partido e de coligação, dois vivem situações complicadas. Eleitos pelo PSDB e PPS, respectivamente, Hélder Paiva (PP) e Donald Fernandes (PSDB) terão sérios problemas caso a decisão do TSE seja mantida. Ambos saíram brigados das suas antigas legendas. Vida tranqüila Élson Santiago (PP) e N. Lima (DEM), que saíram do PMN e do PPS, respectivamente, vivem situação mais cômoda. Santiago fez a troca dentro da mesma coligação. Lima certamente seria aceito de volta no seu antigo reduto. Coral da Aleac Dentro dos próximos dias a Aleac terá o seu próprio coral formado por funcionários da casa. Um dos maiores incentivadores é o deputado Élson Santiago (PP). O curioso é que o parlamentar gosta de ver os outros cantando, mas não é fá de discursar. Até o coronel Nem o coronel Augusto escapou do “Mal de Viriato” na minissérie “Amazônia - de Galvez a Chico Mendes”. O todo-poderoso levou “chifre” duplo - foi traído pela esposa Risoleta e pela amante Anália. Medo de roubo Poucos funcionários da Aleac participaram do ato de assinatura do pagamento dos primeiros 50 funcionários que têm direito ao retroativo da ação de 11,98%, ontem, por um motivo que demonstra bem o medo que assola a população. Uma delas declarou que não iria prestigiar temendo aparecer na televisão, ser vista pelos bandidos do seu bairro e ser assaltada. “Falaram tanto nesse dinheiro que tem muita gente de olho grande”, comentou um dos presentes. Mordida no honorário O advogado dos funcionários da Aleac, Irineu de Oliveira, é o novo milionário na praça. Caso receba 20% a que tem direito de honorário advocatício, numa ação de R$ 9 milhões, embolsará R$ 1,8 milhão. O problema é que a mesa diretora está querendo diminuir esse percentual. É tanto que nessa primeira parcela foi feito o pagamento apenas de 15%. Com isso, o presidente do Poder quer forçar um novo acordo para beneficiar os servidores. Partido vivo Direto do Rio de Janeiro, onde leu a coluna por e-mail, o filho e assessor do deputado Donald Fernandes, Rodrigo Fernandes, telefonou para dizer que o pai foi mal interpretado quando disse que trocou de partido porque o PPS acabou. “Quando meu pai resolveu sair, realmente o PPS havia acabado porque se fundira com o PMN e o PHS”, explicou. Sem volta Comentando a posição de Donald Fernandes, que declarou preferir perder o mandato a voltar para o PPS, o presidente regional do partido, Edson Siqueira, respondeu: “Quem disse que nós o aceitaremos de volta?”. Siqueira apenas reproduziu a frase do presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissatti (CE), em relação aos parlamentares federais que trocaram o ninho tucano por outra legenda. Três chapas Edson Siqueira foi mais duro com Donald Fernandes: “Nosso partido montou três chapas para ele se eleger - duas para vereador e uma para deputado. Siqueira afirma que o PPS está mais vivo do que nunca, pois conta com dez vereadores, uma deputada estadual e um deputado federal. Planejamento fechado Esta semana foi fechado o planejamento estratégico da Aleac. A mesa diretora pretende dar choques de gestão e de modernização tecnológica. Todos os procedimentos legislativos serão informatizados. A casa também sofrerá mudanças na estrutura física. Escola destacada Dentro da nova configuração administrativa da Aleac, a Escola do Legislativo ganhará papel destacado e merecerá atenção especial. Será nela que os servidores serão submetidos a cursos voltados para melhorar seu desempenho. Especialista em ponderação “Um especialista em ponderação e diálogo”. É assim como o ex-ministro da Fazenda e agora deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) classifica o senador Tião Viana em seu livro “Sobre Formigas e Cigarras”, lançado recentemente pela editora Objetiva. No livro, Palocci faz um relato dos 1.181 dias em que se manteve à frente do Ministério da Fazenda no primeiro governo Lula, quando foi considerado o segundo homem mais forte da República. Formiga e cigarra Como caseiro, Francenildo Santos Costa também tinha atribuição de não deixar que as formigas se criassem na mansão do Lago Sul. Mas, por ter visto coisa demais, resolveu cantar como cigarra. Palocci caiu e quase derruba o presidente Lula. |
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