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Kampô é destaque no New York Times |
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Brasília – E o sapo Kampô, que os índios do Acre tomam para tirar o panema (azar), começa a ficar famoso no mundo inteiro. Desta vez, ele apareceu em forma de reportagem no New York Times, o jornal mais famoso do mundo, que trouxe em sua edição de ontem, terça-feira, um texto falando sobre as potencialidades médicas do sapinho verde da Amazônia, “que pode trazer prosperidade para uma tribo na Amazônia”. A reportagem sobre a Philomedusa Bicolor, nome científico do sapinho muito comum nos açúdes e igapós que cercam a floresta acreana, fala das substâncias retiradas do animal, que a tribo dos índios Katukina, do Acre, costuma usar para curar doenças. O jornal norte-americano fala das pretensões do governo brasileiro de utilizar a secreção do Kampô em pesquisa e no desenvolvimento de produtos farmacêuticos, conforme noticiou ampla reportagem publicada no final do ano passado por este Página 20, de autoria do jornalista Romerito Aquino. O jornal da cidade de Nova Iorque destaca que as propriedades médicas da secreção (gosma) do Kampô - a publicação denomina o sapo de campô - poderiam ser usadas em remédios feitos para combater males como hipertensão e derrames. A reportagem exemplifica a pesquisa da substância como uma das maneiras pelas quais o Brasil tem buscado combater a biopirataria, “o roubo de recursos biológicos dos nativos brasileiros para o uso comercial”. A reportagem do jornal norte-americano assinala, também, que “apesar de abrigar a maior floresta tropical do mundo e um dos ecossistemas mais ricos do planeta, o Brasil tem sido lento em desenvolver seu patrimônio genético - a fauna e a flora dentro de seu território e o potencial que estes oferecem de lucro”. O jornal New York Times conta, ainda, que compostos encontrados na secreção do Kampô já foram inclusive patenteados no exterior. Segundo a publicação norte-americana, a companhia ZymoGenetics, uma farmacêutica americana, já criou cinco patentes a partir da substância, mas ainda não conseguiu utilizá-las em produtos comerciais por não haver compreendido quais os seus potenciais. “É exatamente nesse quesito que o Brasil pretende surpreender”, afirmou o jornal, segundo publicou ontem a Agência Estado. |
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