| COTIDIANO | |
Saúde no terminal urbano Preocupados com o bem-estar, homens e mulheres tornam o trabalho de Raimunda Costa de grande importância |
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No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a prevalência da hipertensão arterial é grande. Entre os adultos, de 30% a 35% da população tem a doença. Na capital acreana é comum encontrar pessoas que também a tenham e lutam diariamente para apenas manter o controle. Por isso, o trabalho da técnica em enfermagem Raimunda Costa tornou-se um grande bem no Terminal Urbano. Ela assumiu o posto de uma amiga que atuava há dez anos no lugar e agora três vezes por semana vai ao terminal fazer medição da pressão das pessoas, cobrando o valor de R$ 1. Os clientes são freqüentes, inclusive alguns já são conhecidos da profissional, que comenta a luta diária dessas pessoas em manter o controle do mal que aflige tanta gente. Raimunda conta que atende em média 30 pessoas todos os dias que está no terminal. No início, sentiu vergonha de ir para o local, mas logo acostumou-se, e para muitos, é um verdadeiro anjo que permite que eles possam ter noção de como está a saúde, pois não seria fácil ir a um posto de saúde todos os dias em busca do serviço. “Me acostumei, principalmente, com os velinhos, eles que buscam mais o serviço, e também os camelôs, muitos passam mal aqui, e pelo menos saber como está a pressão ajuda para buscarem medicamentos que possam controlar a doença”, diz. A maioria das pessoas que buscam o serviço de Raimunda está com a pressão arterial elevada. Ela comenta que alguns tomam remédio para controlar a doença que não tem cura definitiva, já outros nem sabe do que se trata, esses, ela indica que procurem um médico. Além de ajudar os que a procuram, a técnica em enfermagem também se ajuda, melhorando sua renda, que segundo ela, não tem aumento há mais de 10 anos. Além da medição de pressão, ela também faz exame para detectar diabete, este mais caro devido o equipamento e produto usado. Cada exame custa R$ 10. Roger Fernando, 53, é um dos clientes de Raimunda. Ele trabalha próximo ao terminal, em uma panificadora e restaurante. O peruano que mora há dez anos no Acre fala que procura o serviço toda semana para que possa ter controle da doença, já que toma remédio há anos. “Ela faz um serviço importante aqui, eu tomo remédio, mas também preciso verificar a pressão”, diz. A doença – A pressão arterial, se não tratada de forma correta, provoca um risco bastante grande para os indivíduos. No caso de um portador de pressão elevada que esteja na meia idade, por exemplo, ele terá três vezes mais risco de desenvolver uma doença cardíaca e sete vezes mais risco de sofrer um derrame que uma pessoa com a pressão arterial normal, segundo dados divulgados pelo médico, coordenador do Programa da Hipertensão Arterial do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Armando da Rocha Nogueira. Roseli Ribeiro, 40, também cliente de Raimunda, sofre com a hipertensão e conta que o estresse e esgotamento físico só aumentam os problemas de sua doença. Acredita que a hipertensão seja o grande mal do século, e até sugere que o trabalho de Raimunda seja valorizado de outra forma. “Seria muito bom se Raimunda pudesse atender pelo próprio local onde trabalha e fosse paga por isso, dessa forma o serviço seria gratuito para a população, que sofre demais com essa doença”, diz Roseli. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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