COTIDIANO

Apae-Acre mostra o que levará a Santa Catarina

Adolescentes da instituição apresentam hoje, na Concha Acústica, danças que serão apresentadas em encontro nacional

Regiclay Saady
Wellyton e Cecília falaram
sobre as apresentações a serem realizadas na Concha Acústica


Andréa Zílio

Junto aos professores da escola Dançando no Ritmo, alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) desenvolveram três espetáculos de dança - Tacacá, Seringueira e Gringo - que apresentarão em agosto no Festival Nossa Arte, que acontecerá em Santa Catarina e é realizado a cada três anos no Brasil, pela instituição. Mas antes de embarcarem, eles apresentam as performances hoje, a partir das 17h, na Concha Acústica, no Parque da Maternidade.

Além das danças, a programação conta ainda com a apresentação da banda de música do Centro de Apoio ao Deficiente Visual (Ceadv), roda de capoeira com alunos da APAE e show com as bandas Blush Azul e Marlton. O evento está sendo patrocinado pela Fundação de Cultural Elias Mansour, por meio da lei de incentivo a cultura, com a provação do projeto no valor de R$ 4 mil e 600, que prevê o pagamento das professora, compra de figurino, e outros gastos.

O presidente da APAE-AC, Wellyton Melo e coordenadora técnica, Cecília Lima, contam que o show na Concha Acústica tem como objetivo apresentar o que foi preparado para ser levado ao encontro nacional. Viajarão do Acre, doze adolescentes e jovens, de 12 a 25 anos, portadores de deficiência intelectual, acompanhados de três profissionais da instituição. O evento realizado pela federação nacional, acontecerá no espaço Beto Carrero World. Os alunos ensaiaram cerca de dois meses com os professores.

Dança é terapia – Mais que atividades de lazer, a dança e outras atividades artísticas são mantidas na Apae-AC, que atende 250 pessoas e atua com 80 profissionais desde professores à equipe de limpeza como terapia. Segundo Wellyton, essas atividades tem contribuído muito no desenvolvimento dos alunos. “A APAE atende crianças e jovens com deficiência intelectual, que é a síndrome de daw, a síndrome de erett, a paralisia cerebral e também pessoas com deficiência múltipla. E diferente do pensamento de antes, hoje nossa teoria é que todos eles são inteligentes e possuem habilidades, elas precisam ser estimuladas”, diz o presidente.

Alice também conta que a partir das atividades artísticas, os alunos melhoram a auto-estima, e o olha da população ao assistirem eles, fica diferente. “A população deixa de vê-los como incapazes, sentimento de pena, e percebem que são pessoas inteligentes, dotadas de habilidades”, comenta.

Contribuição é bem-vinda – Por esses motivos, os dirigentes da Apae-AC estão se esforçando para levar as crianças ao evento nacional, pois a federação disponibiliza hospedagem e alimentação, mas é preciso que a instituição no Estado consiga as passagens. Entre as atividades que realizarão para conseguir verba, está o Arraial da Apae, que acontecerá no dia 2 de junho, na própria sede instituição, com atividades culturais e vendas de comidas típicas, a partir das 17 horas.

Quem desejar ajudar a Apae-AC pode procurar os dirigentes na instituição, que fica na rua Major Ladislau Ferreira (rua principal), nº 67 - Conjunto Esperança. Telefone: 3227-3034

 

 
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Rio Branco-AC, 31 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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