| COTIDIANO | |
Seringueiro denuncia invasão de terra no seringal Novo Andirá Sem-terra já derrubaram e desmataram árvores protegidas por lei |
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Morador do seringal Novo Andirá há mais de 30 anos, que fica localizado entre Porto Acre e a região sul do Estado do Amazonas, o seringueiro José Durval não sabe mais a quem procurar ou o que fazer para retirar de seu terreno uma centena de sem-terras que invadiram a propriedade na metade do ano passado. Durval, que vive da exploração de castanheiras e seringueiras, acusa os sem-terras de desmataram a área e derrubaram árvores que são protegidas por lei. “Os invasores já quebraram a tigela que usamos para retirar a seringa várias vezes. Procuramos todos os órgãos ambientais para tentar solucionar o problema, mas até agora nada foi resolvido. Dá vontade de fazer besteira”, afirma o seringueiro revoltado. Ele lembra que no ano passado chamou representantes do Ibama para irem ao local conter os desmates, o que foi feito, porém, no dia seguinte, os sem-terras desrespeitaram o embargo e disseram que o papel da notificação de nada importava. “Já busquei solucionar o problema no Incra, mostrando as tigelas quebradas pelos invasores, procurei também o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Porto Acre – o qual sou filiado –, e ainda o Conselho Nacional dos Seringueiros, mas todos só nos acalentam”, destaca Durval. As terras em questão supostamente pertencem à União, sendo assim, somente o Ministério Público Federal (MPF) pode intervir no conflito. Os seringueiros alegam que já fizeram uma denúncia no órgão sobre o desmate e derrubada de árvores, o que é proibido por lei. Entretanto, na ocasião, o procurador da República Marcos Vinicius de Aguiar Macedo estava completamente envolvido no processo eleitoral, e ficou de analisar o problema quando as eleições fossem encerradas, mas nada foi feito até o momento. Uma audiência pública estava marcada para acontecer ontem no município de Porto Acre para tratar da questão, mas não foi realizada devido à greve dos órgãos federais envolvidos no assunto. Sendo assim, um conflito armado pode ser iniciado nas terras a qualquer momento. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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