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Polícia Rodoviária Federal sofre com a falta de recursos Fernando Melo denuncia no plenário situação do órgão |
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Brasília - As internações hospitalares de vítimas de desastres automobilísticos no País consomem R$ 5 bilhões anuais, enquanto o orçamento da Polícia Rodoviária Federal não ultrapassa R$ 200 milhões. A denúncia foi feita ontem pelo deputado Fernando Melo (PT-AC) durante audiência pública da Comissão de Viação e Transportes, no plenário 11 da Câmara. “É preciso uma visão orçamentária real da situação rodoviária nacional”, desabafou para o plenário com cerca de 80 parlamentares, conferencistas e convidados. Os desastres rodoviários custam cerca de R$ 30 bilhões por ano, computando-se R$ 22 bilhões nas estradas e cerca de R$ 8 bilhões em ocorrências urbanas e rurais. A cada hora ocorrem quatro acidentes em rodovias brasileiras e 6,2% dos acidentados morrem, mostra um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), expôs a economista Patrícia Alessandra Morita, da assessoria econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. “Há 20 dias, em São Paulo,o governo federal entregou 360 carros à PRF, no entanto, isso representa apenas 20% da frota de veículos destinados à fiscalização da malha de 60 mil quilômetros de estradas no País”, lembrou Fernando Melo. Segundo ele, no Estado do Acre, de uma só vez em 2005 o governo distribuiu 150 viaturas para a fiscalização do trânsito e a segurança das pessoas. Menos velocidade - Melo não está satisfeito apenas com o funcionamento da Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Após ouvir o relato da economista, ele propôs a criação de outra frente, pela paz no trânsito. Considera “absurdo” o fato de os custos hospitalares representarem 25% dessas despesas e as perdas de produção em conseqüência dos acidentes, mais 43%. “Sem contar os danos em veículos, ambientais e as chamadas seqüelas invisíveis - transtornos pós-traumáticos e perdas emocionais dos parentes das vítimas. O deputado requisitou o arquivo eletrônico oferecido pela comissão. Nele consta o custo médio dos acidentes rodoviários: R$ 86,03 mil por vítima e R$ 418,3 mil em caso de fatalidade. Melo alertou a comissão sobre a necessidade de uma mobilização nacional “para que não se fique apenas em paliativos”. Nesse sentido, sugeriu que se crie uma lei determinando à indústria automobilística que fabrique carros cuja velocidade não ultrapasse os limites permitidos pelo Código Brasileiro de Trânsito. “Não vejo porque correr 200 Km/h, quando a velocidade compatível nas rodovias brasileiras é inferior”, justificou. |
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