| COTIDIANO | |
Sexualidade e Consciência Corporal Alto índice de gravidez na adolescência leva órgãos a buscar medidas que controlem a situação |
|
|
Preocupados com o alto índice de gravidez na adolescência em Rio Branco, representantes de órgãos ligados à saúde e a questão social do adolescente se uniram para traçar ações que visem conscientizar as comunidades habitadas pelas mais variadas classes sociais. No auditório da Escola Campos Pereira, 24 deles se reuniram ontem para participar de uma oficina sobre Sexualidade e Consciência Corporal, ministrada pela Coordenadoria Municipal da Mulher. A oficina iniciou com a apresentação do resultado de uma pesquisa realizada no ano passado, com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac). “Entrevistamos 1.473 adolescentes de 12 a 19 anos e vimos que a situação é extremamente grave. Muitas das meninas tiveram gravidez entre 15 e 18 anos ou iniciaram a vida sexual cedo demais, com 11 ou 12 anos, por exemplo”, destacou a coordenadora da Mulher, Graça Lopes. A pesquisa ainda está em fase de avaliação, segundo a coordenadora, mas superficialmente ela disse que já é possível perceber que o principal motivo que leva os jovens a despertarem interesse sexual muito cedo é a curiosidade, provocada pela falta de diálogo com a família. Outras deficiências, detectadas dentro das próprias comunidades, são a falta de abordagem sobre sexo nas escolas ou orientações mais eficazes nos módulos de saúde. “Esse é motivo de estarmos aqui reunidos, pois antes mesmo de levarmos a conscientização para as comunidades, temos que nos conscientizar primeiro. Precisamos saber de que forma vamos mudar esse quadro e quais estratégias teremos que adotar antes de fazer qualquer coisa”, disse. Esta ação faz parte do projeto “Promovendo o Direito à Saúde do Adolescente em Rio Branco” e conta com a participação das secretarias municipal e Estadual da Mulher, Secretaria da Juventude, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação, Fundação Garibaldi Brasil, Ufac, Conselho Tutelar, além de muitos outros apoiadores. As discussões se estendem até hoje com o objetivo de buscar uma solução imediata para o problema, segundo a coordenadora. “Diante da situação estamos trabalhando primeiramente com a possibilidade de elegermos um jovem que represente cada comunidade e então poderemos capacita-los para que eles mesmos façam a abordagem sobre a sexualidade para aquele determinado grupo. Parece ser uma idéia viável por ser mais fácil um jovem falar a mesma linguagem de outro jovem, de forma consciente”, antecipou a coordenadora. |
|
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |