| COTIDIANO | |
Tanques de resfriamento reduzem prejuízos de produtores de leite Problema da perda de leite que fermenta por causa do calor vai ser eliminado com o uso de tanques refrigerados |
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| Os peritos do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo participaram esta semana de um treinamento que visa facilitar o encontro de fragmentos em locais onde ocorrem crimes. O curso também teve o objetivo de aperfeiçoar o uso do programa Afis - utilizado para identificar criminosos por meio de impressões digitais. Ao todo, dez alunos participaram do treinamento, que teve o alemão Holger Boysen, da empresa Dermalog, como orientador. De acordo com ele, os conhecimentos adquiridos nos treinamentos vão ajudar a desvendar crimes, já que facilitam a classificação de impressões digitais e também agilizam o trabalho dos peritos, que antigamente tinham que ficar horas procurando nos arquivos do Instituto de Identificação para poder encontrar informações de pessoas suspeitas. “A precisão do programa Afis é muito grande”, comentou o alemão. “Se a polícia tiver uma pessoa como suspeita por cometer um crime e caso esse infrator tenha um ou dois de seus nomes identificados por uma testemunha, os peritos podem digitar o nome do suspeito no programa Afis, que aparecerão o nome completo, foto e outros dados da pessoa investigada, facilitando assim o trabalho da polícia para solucionar o crime”, explicou Evandro Pinheiro, coordenador da Montreal Informática. O Acre é o Estado mais completo em tecnologia biométrica da Região Norte. Esse tipo de tecnologia é usado para identificar as pessoas pelas suas medidas. O programa Afis é utilizado também pelo FBI e CIA, ambos dos Estados Unidos e outros diversos órgãos competentes de várias partes do mundo. O treinamento dos peritos do Instituto de Identificação teve início na segunda-feira e o encerramento foi ontem.Juracy Xangai Produtores de Leite de Plácido de Castro, Senador Guiomard e Porto Acre reuniram-se ontem na comunidade do T da Enco para assistir a apresentação do tanque de resfriamento de leite fabricado pela Metalúrgica Vapp. A utilização dos tanques de resfriamento é uma para manter o leite em melhores condições de consumo é uma exigência da Instrução Normativa 051 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) proibindo a comercialização do leite que não obedecer a nova regra. Ale dos representantes do Lacticínio Buriti e da Cooperativa do Pequenos produtores da Região do Baixo Acre (Coopel), a apresentação foi prestigiada pelo senador Siba Machado, secretário Estadual da Produção, Mauro Ribeiro e secretários municipais da agricultura dessas localidades, além de representantes da Embrapa, Ministério da Agricultura e Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal (Seater). Antônio Júlio Ribeiro, 58 anos, pai de 11 filhos morador do quilômetro 6 do ramal Novo Horizonte localizado no Projeto de Assentamento Dirigido (PAD) Peixoto, em Plácido de Castro, onde tem oito vacas leiteiras e cuida de outras 15 pertencente a seus filhos explicou que: “Só escuto falar desse tal tanque de resfriamento de leite, mas é a primeira vez que estou vendo ele de perto. Pra nós é novidade, mas o pessoal lá fora já está usando faz tempo”. Como o uso do resfriador é uma exigência legal, quem quiser continuar vendendo leite tem de adaptar-se a ela, mas os resultados vão beneficiar os próprios produtores, conforme esclareceu o próprio Antônio: “Já perdi muito leite, principalmente nos dias mais quentes, pelo menos duas ou três vezes por mês eles devolvem meu leite porque está azedando. A gente recebe, mas não perde não, preparamos requeijão, doce de leite e queijo”. Já o produtor Faustino Apolinário de Souza, 53 anos, pai de três filhos, morador do Ramal do Bujari no PAD Humaitá em Porto Acre onde cria 36 vacas de leite das quais está vendendo uma média de 35 a 40 litros de leite agora não verão, mas na safra produz mais de 80 litros. “O tanque de resfriamento é um equipamento que vai favorecer muito a gente, ele vai com mais qualidade e não tem perigo de estragar no dia que o caminhão não puder entrar no ramal. Mas ele é apenas parte do negócio, pois o mais importante mesmo é melhorar o pasto, formar capineira, o curral para produzir mais e com melhor qualidade. Minhas vacas são boas, mas preciso melhorar muito o meu gado. Leite é um bom negócio, não dá muito dinheiro, mas pinga todo dia”. Disputas de mercado O presidente da Coopel, Ezequiel Rodrigues Oliveira
lembrou que esta cooperativa surgiu no ramal da Enco e tinha como um
de seus principais objetivos construir um lacticínio, mas que
para receber pelo leite vendido à antiga Sila tiveram de assumir
seu patrimônio e hoje são produtores que vencem onde os
empresários falharam. Concorrente da Coopoel, o Lacticínio Buriti esteve representado por Eugênio Marino da Silva, 38 anos, 4 filhos que é técnico agrícola especializado em inseminação artificial e melhoria genética do rebanho leiteiro. “Meu trabalho é atender os 186 produtores que vendem leite para nossa emprese em Porto Acre, Plácido de Castro e Rio Branco. Nosso interesse aqui, está em ver como funciona este tanque para compara-lo com outras marcas a fim de fazer a compra de pelo menos oito deles para atender aos nossos fornecedores”. Correção de erros O senador Sibá Machado que também já foi colono no Pará e no Acre lembrou que por mais de 15 anos o Incra cometeu o erro de assentar milhares de família em áreas distantes e totalmente isoladas que inviabilizavam o escoamento da produção e condenavam os produtores a uma muito difícil, o que fez com que muitos abandonassem suas terras. “Essa política foi um desastre para as famílias e atrasou o desenvolvimento do Acre. Hoje defendo a desapropriação de terras junto às melhores estradas, floresta só para aqueles que desejam viver de atividades florestais”, declarou. Siba complementou: “A pecuária é hoje uma atividade econômica estabilizada no Acre. A produção leiteira surge como uma alternativa que já se sabe que está dando certo como atividade que gera renda e melhora as condições de vida do produtor rural. Fui produtor, conheço as dificuldades pelas quais passa o homem do campo e por isso apoio a estruturação da bacia leiteira como uma forma deficiente de ajudar a desenvolver o Acre valorizando o pequeno produtor”. Ele esclareceu que de cada 100 reais produzidos pela pecuária leiteira no Acre, 60 foram produzidos nos municípios de Plácido de Castro, Senador Guiomard e Porto Acre, o que demonstra a força do setor. Lembrou que, além da tecnologia, o problema essencial para garantir o sucesso do desenvolvimento econômico e social está em colocar dinheiro no bolso do produtor rural. “O governo do Estado e o governo federal vem ajudando com a criação de linhas de crédito, energia no campo e assistência técnica, mas o melhor mesmo é a declaração do presidente Lula de que quer passar pelo menos 10% do poder financeiro para as cooperativas de crédito, o que vai dar novo ânimo ao setor produtivo”. |
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