COTIDIANO

Bons resultados para a castanha

Cedida
Prefeita de Brasiléia, Leila
Galvão, discursa durante a realização do Festival da Castanha


Vanessa França

O 3º Festival da Castanha em Brasiléia confirmou a expectativa dos organizadores e do evento. A população e os visitantes compareceram e mais uma vez se sentiram prestigiados com a recepção e a programação.

As pousadas, hoteis, restaurantes e o comércio ficaram cheios e conseguiram uma boa renda no fim de semana. “Queremos fazer da castanha o diferencial no turismo da cidade. Temos duas cooperativas que exportam e geram renda para várias famílias e temos que aproveitar esse nosso potencial”, disse a prefeita de Brasiléia, Leila Galvão.

A estrutura do festival contou com 15 barracas de artesanato, dois restaurantes e 14 barracas de comidas típicas. A gastronomia foi o ponto alto da festa. Comidas a base de castanha atraíram e deliciaram os visitantes, que se surpreendiam com o sabor que a castanha pode dar aos pratos. “O Sebrae, em parceria com a prefeitura, realizou curso de culinária a base de castanha e isso despertou o interesse e a criatividade dos donos de restaurantes. Agora eles inserem no cardápio pratos que criaram e que são muito procurados”, informou a prefeita.

O último dia de festival foi refrescado por uma chuva que não tirou o brilho da festa. O encerramento ficou por conta da cantora Iana Sarah, que fez o publico cantar e dançar com um repertório variado.

A transparência da arte

Uma das atrações do setor de artesanato do 3º Festival da Castanha foi a “Artes Sanas”, da pernambucana Walderes Jezek. Depois de morar na Alemanha, no Chile e na Argentina, acompanhando o marido que trabalha num Centro de Cooperação e Tecnologia, Walderes traz ao Acre a técnica da vitrofusão, que consiste em trabalhar o vidro em altas temperaturas que variam de 700 a 800 graus Celsius. O resultado são peças com um colorido e um brilho bastante diferenciados. Com essa técnica, a artesã faz colares, brincos, pratos, cinzeiros e outros utensílios.

“Eu morava no Chile e com uma amiga resolvemos reciclar vidro. Tentamos algumas técnicas e então resolvi fazer um curso na Argentina. Faz seis anos que trabalho com isso e estou sempre testando novas técnicas, criando, e é assim que mantenho o diferencial e a criatividade no meu trabalho”, disse Walderes.

Cooperativa de sucesso

No estande da Cooperacre, cooperativa de beneficiamento de castanha de Brasiléia, o visitante teve a oportunidade de provar e quebrar castanha, como fazem os funcionários da fábrica, que hoje contam com 46 empregados.

O beneficiamento chega a 100 mil latas, mas com ações do Sebrae, Embrapa, WWF e Seprof, a cooperativa estima que em 2008 o beneficiamento chegue a 175 mil latas.

 

 
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