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POLÍTICA

Acre na Copa de 2014

Governador Binho Marques vê disputa pela sede como bom exemplo de desafio para o Estado

Marcello Casal JR - ABr
Presidente Lula e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e os governadores do Estados que concorrem a subsedes da Copa de 2014, durante o anúncio da Fifa em Zurique


O governador Binho Marques afirmou nesta terça-feira em Zurique, na Suíça, que a disputa do Acre para sediar em Rio Branco a Copa do Mundo 2014 “é um dos bons exemplos” dos desafios que o Estado enfrenta. “Fiquei orgulhoso do meu Estado, muito bem recebido na Fifa. Em todos os lugares o Acre foi bem recebido, disputando em pé de igualdade com outros, e eu estou otimista”, disse o governador em entrevista pelo telefone ao Sistema Público de Comunicação pouco depois de a Federação Internacional de Futebol (Fifa) confirmar o Brasil como sede do Mundial.

“Durante o evento foi apresentado um vídeo com imagens do Brasil e boa parte imagens do Acre. Eram imagens da floresta, do manejo sustentável, do trabalho que está acontecendo no Acre, imagens do Arena da Floresta...”, relatou o governador.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Fifa, segundo Binho, entenderam que os 18 Estados que estão na disputa para sediar a Copa foram os que credenciaram o Brasil para ser escolhido como sede. “Fui convidado para esse evento, o que demonstra que o Acre continua na disputa numa boa colocação e muito bem respeitado”, afirmou. “A gente percebe a preocupação da Fifa com o desenvolvimento sustentável e é grande a possibilidade de se ter sedes na Amazônia e o Acre se credencia para isso: ser sede da Copa em um ambiente em que o mundo todo está interessado em ver preservado e com o desenvolvimento sendo distribuído com justiça social”. Veja a entrevista concedida por telefone a partir da sede da Fifa, na Suíça, ao Sistema Público de Comunicação.

Quais os próximos passos para tornar o Acre uma das sedes da Copa?

Binho: O Acre cumpriu todas as etapas técnicas, entregou o relatório completo muito bem elaborado. Dos muitos concorrentes, o Acre ficou entre os 18. Agora, há um longo processo que dura mais um ano. Nesse primeiro processo o Acre foi aprovado junto com outros 17 e daqui a um ano sobrarão 12.

A comissão da Fifa que esteve no Brasil volta aos Estados em vários momentos analisando os diversos itens que são pré-requisitos para sede da Copa.

O Acre tem deficiências como os outros Estados, mas com diferenças. Nós não temos infra-estrutura hoteleira, por exemplo, mas temos soluções apresentadas tecnicamente para isso.

Temos, ainda, coisas que outros Estados não têm. Nossos indicadores de segurança são muito mais razoáveis; temos um estádio extremamente moderno, enquanto alguns Estados sequer têm estádio, mas tão-somente o projeto de construção.

Temos também toda uma proximidade com países sul-americanos, como Peru e Bolívia, e a conclusão da Estrada do Pacífico acontecerá até 2010.

Todos os Estados têm vantagens e desvantagens uns perante os outros e o Acre é o que representa a condição da maioria do povo brasileiro que vive em cidades de porte médio.

Como o senhor imagina o Acre em 2014 caso o Estado seja escolhido como sede da Copa?

O que nos separa de 2014 são sete anos. Se a gente for olhar o Acre que nós encontramos em 1999 era completamente diferente do Acre que nós temos hoje. Então, podemos imaginar mais um ciclo de desenvolvimento, de afirmação do nosso Estado.

O desenvolvimento que tivemos nesses quase nove anos o teremos igual ou maior até 2014. Até lá, teremos a BR-364 concluída, a Estrada do Pacífico estará pronta também e teremos as obras do rio Madeira que irão impactar no Acre. As condições serão muito diferentes.

Cidades-sede serão conhecidas no fim do ano que vem

Com o anúncio da aprovação da candidatura brasileira à sede da Copa do Mundo de 2014, nesta terça-feira, está criado o Comitê Organizador do torneio. Até o fim do ano que vem, esse comitê, em conjunto com a Fifa, escolherá as sedes responsáveis por abrigar os 64 jogos do torneio. De acordo com o consultor financeiro da candidatura, Carlos Langoni, ainda no primeiro semestre será realizado um detalhado estudo do impacto financeiro e social do torneio do Brasil. Segundo ele, também em 2008 começa a ser preparado o orçamento da competição, ainda que não seja definitivo.

 
 
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Rio Branco-AC, 31 de outubro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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