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Acre na Copa de 2014 Governador Binho Marques vê disputa pela sede como bom exemplo de desafio para o Estado |
![]() Presidente Lula e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e os governadores do Estados que concorrem a subsedes da Copa de 2014, durante o anúncio da Fifa em Zurique |
“Durante o evento foi apresentado um vídeo com imagens do Brasil e boa parte imagens do Acre. Eram imagens da floresta, do manejo sustentável, do trabalho que está acontecendo no Acre, imagens do Arena da Floresta...”, relatou o governador. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Fifa, segundo Binho, entenderam que os 18 Estados que estão na disputa para sediar a Copa foram os que credenciaram o Brasil para ser escolhido como sede. “Fui convidado para esse evento, o que demonstra que o Acre continua na disputa numa boa colocação e muito bem respeitado”, afirmou. “A gente percebe a preocupação da Fifa com o desenvolvimento sustentável e é grande a possibilidade de se ter sedes na Amazônia e o Acre se credencia para isso: ser sede da Copa em um ambiente em que o mundo todo está interessado em ver preservado e com o desenvolvimento sendo distribuído com justiça social”. Veja a entrevista concedida por telefone a partir da sede da Fifa, na Suíça, ao Sistema Público de Comunicação. Quais os próximos passos para tornar o Acre uma das sedes da Copa? Binho: O Acre cumpriu todas as etapas técnicas, entregou o relatório completo muito bem elaborado. Dos muitos concorrentes, o Acre ficou entre os 18. Agora, há um longo processo que dura mais um ano. Nesse primeiro processo o Acre foi aprovado junto com outros 17 e daqui a um ano sobrarão 12. A comissão da Fifa que esteve no Brasil volta aos Estados em vários momentos analisando os diversos itens que são pré-requisitos para sede da Copa. O Acre tem deficiências como os outros Estados, mas com diferenças. Nós não temos infra-estrutura hoteleira, por exemplo, mas temos soluções apresentadas tecnicamente para isso. Temos, ainda, coisas que outros Estados não têm. Nossos indicadores de segurança são muito mais razoáveis; temos um estádio extremamente moderno, enquanto alguns Estados sequer têm estádio, mas tão-somente o projeto de construção. Temos também toda uma proximidade com países sul-americanos, como Peru e Bolívia, e a conclusão da Estrada do Pacífico acontecerá até 2010. Todos os Estados têm vantagens e desvantagens uns perante os outros e o Acre é o que representa a condição da maioria do povo brasileiro que vive em cidades de porte médio. Como o senhor imagina o Acre em 2014 caso o Estado seja escolhido como sede da Copa? O que nos separa de 2014 são sete anos. Se a gente for olhar o Acre que nós encontramos em 1999 era completamente diferente do Acre que nós temos hoje. Então, podemos imaginar mais um ciclo de desenvolvimento, de afirmação do nosso Estado. O desenvolvimento que tivemos nesses quase nove anos o teremos igual ou maior até 2014. Até lá, teremos a BR-364 concluída, a Estrada do Pacífico estará pronta também e teremos as obras do rio Madeira que irão impactar no Acre. As condições serão muito diferentes. Com o anúncio da aprovação da candidatura brasileira à sede da Copa do Mundo de 2014, nesta terça-feira, está criado o Comitê Organizador do torneio. Até o fim do ano que vem, esse comitê, em conjunto com a Fifa, escolherá as sedes responsáveis por abrigar os 64 jogos do torneio. De acordo com o consultor financeiro da candidatura, Carlos Langoni, ainda no primeiro semestre será realizado um detalhado estudo do impacto financeiro e social do torneio do Brasil. Segundo ele, também em 2008 começa a ser preparado o orçamento da competição, ainda que não seja definitivo. | |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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