
Quatro corpos deram entrada
no IML durante o fim de semana
Mortes foram por atropelamento, asfixia, afogamento e homicídio
J. Guimarães
Apesar de ter ocorrido somente um homicídio em Rio Branco durante o final de semana, o Instituto Médico-Legal (IML) recebeu quatro cadáveres vítimas de morte violenta como atropelamento, afogamento e asfixia.
Acidente de trânsito - Às 21h50 de sexta-feira deu entrada naquele órgão o corpo de Manoel Bezerra de Souza, 45, vítima de acidente de trânsito ocorrido no dia 22 de janeiro deste ano, no município de Epitaciolândia.
Manoel Bezerra foi atropelado por uma motocicleta e estava em observação no hospital Instituto Santa Juliana quando teve uma piora sexta-feira à noite e morreu.
Asfixiado - Camila Vitória Silva de Oliveira, 2, morreu asfixiada quando era conduzida pela família, domingo de manhã, ao pronto-socorro do Hospital de Base de Rio Branco.
A menina se engasgou com a alimentação e não resistiu a viagem de casa, no bairro da Base, até o hospital, onde já chegou sem vida. Seu corpo deu entrada no IML às 12 horas de domingo e foi liberado somente à tardinha, depois do exame cadavérico, que comprovou a causa da morte como asfixia.
Afogamento - Às 17 horas de domingo foi a vez de dar entrada no Instituto Médico-Legal o corpo de Erick Kaory Cavalcante, 15,vítima de afogamento ocorrido no açude de uma fazenda no quilômetro 118 da BR-364.
Ele teria sofrido uma crise de cãibra no momento em que tomava banho em companhia de amigos, no entanto não foi socorrido pelos colegas porque eles chegaram a pensar que Erick estaria simulando um afogamento ao pedir socorro.
Homicídio - Um tiroteio entre gangues rivais no bairro Ayrton Senna, domingo à tarde, resultou no assassinato do estudante Francisco Araújo Peres, 18, que residia na rua do Barro, naquela comunidade.
Francisco Araújo foi atingido com um tiro de pistola no tórax e morreu no local do tiroteio enquanto os amigos e os rivais fugiam. Seu corpo passou pelo Instituto Médico-Legal, às 17 horas, para a realização do exame cadavérico, e logo em seguida foi liberado.
Polícia prende dois acusados
da morte de estudante no Ayrton Senna
Integrantes do Comando de Operações Especiais (COE), conseguiram prender, segunda-feira de madrugada, o menor J.A.N.L., 16, e Antônio Sebastião Pires, 29, ambos residentes na rua do Barro, no bairro Ayrton Senna. Eles são os principais suspeitos de terem matado o estudante Francisco Araújo Pires, 18, durante um tiroteio, domingo à tarde, naquele bairro.
Com eles a polícia encontrou a pistola que teria sido usada no crime e cinco cartuchos, um já deflagrado, que segundo os policiais teria sido o utilizado para matar o estudante. A comprovação desta suspeita só acontecerá em quinze dias, quando sairá o resultado do exame de balística feito na arma.
Enquanto isso, os dois ficarão presos na 6a Unidade de Segurança Pública, no bairro Sobral, à disposição da Justiça.
A polícia está tentando identificar os outros participantes do tiroteio, mas até ontem à tarde ainda não tinha obtido sucesso. Mesmo assim, os agentes da 6a USP, que trabalham no caso, acreditam que prenderão, em breve, todos os integrantes das gangues envolvidas.
Rapaz tenta matar casal
Armado de uma escopeta Ricardo Siloeido da Silva, 23, residente na rua Vitória, bairro Conquista, tentou contra a vida do casal José Carlos Barreto de Almeida, 32, e Maria Auxiliadora Gomes da Silva, 27, domingo à noite, na rua Baguari, bairro Taquari.
Segundo a polícia, Ricardo chegou à residência do casal anunciando que iria matá-lo. Antes que as vítimas tentassem alguma defesa ele abriu fogo. A arma falhou, dando tempo ao casal se refugiar na casa de um vizinho.
A polícia foi acionada e chegou ao endereço a tempo de prender Ricardo e salvar a vida de José Carlos e da esposa, que também foram levados à delegacia para prestar informações sobre o caso. Eles disseram apenas que a ameaça de morte tinha sido motivada por uma rixa antiga.
O acusado foi autuado em flagrante e conduzido ao complexo penitenciário Francisco D’Oliveira Conde. Ele também se recusou a revelar o motivo pelo qual queria matar José Carlos e Maria Auxiliadora.
PF apreende 12 quilos de cocaína
A Polícia Federal apreendeu 12 quilos e meio de cocaína pura domingo à tarde, em Epitaciolândia. A droga pertencia a máfia nigeriana e estava a caminho de um dos aeroportos de São Paulo, conduzida pelos peruanos Carlos Alberto Gonzaga Linares, 25, e Flávio Aaran Toscano Morales, 30. Ambos foram presos em flagrante.
Eles tentavam entrar no Brasil com a droga escondida em dois abajures e no revestimento das bolsas de viagem, escondidas no bagageiro de um taxista fretado em Assis Brasil para conduzi-los até Rio Branco, onde tinham horário de chegada previsto para a noite de domingo.
O contrabando só foi descoberto porque um dos traficantes se demonstrou nevoso na hora de entrar na delegacia da Polícia Federal, em Epitaciolândia, para carimbar o passaporte, e os agentes resolveram revistá-los.
Depois de uma minuciosa vistoria na bagagem dos peruanos a polícia percebeu que as bolsas apresentavam uma proteção de plástico diferente, e ao rasgá-la encontrou o entorpecente.
Os acusados confessaram fazer parte da máfia nigeriana e que a droga seria entregue a um estrangeiro que os aguardava em São Paulo. Eles foram autuados em flagrante e conduzidos para o presídio estadual de Rio Branco, Francisco D’Oliveira Conde.