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Rio Branco - Acre, terça-feira, 11 de março de 2003
Velas contra a escuridão

Francisco Dandão

Amanhã é o dia. Por volta das 23 horas desta quarta-feira a gente já vai estar sabendo se o Rio Branco passou ou não para a próxima fase da Copa do Brasil. A missão é deveras difícil. É preciso meter quatro a zero no CFA, de Rondônia. Difícil, mas não impossível, como eu escrevi um outro dia.

A propósito, para a parte dos desesperançados que já jogou a toalha, eu vou dar uma informação que pode ser, de certa forma, animadora. Entrei domingo no site do jornal Diário da Amazônia, lá de Porto Velho, e não achei uma só linha falando do CFA. Do Ji-Paraná, sim. Do CFA, nadinha mesmo.

Sei lá como é que se poderia traduzir isso. Eles podem muito bem estar escondendo o leite (ou o jogo, tanto faz). Não publicam nada para deixar a gente no escuro. Mas podem também não estar dando moral para o time por falta de confiança (apesar da boa vitória na ida). Tomara seja isso.

Outra coisa animadora, no que diz respeito a uma boa apresentação do Rio Branco é a possível união de todas as torcidas locais em apoio ao time. Mesmo a maioria estando consciente das dificuldades da empreitada, existe no ar uma espécie de compromisso de incentivar até o último minuto.

Eu tive a certeza disso no sábado, quando encontrei o Badate na hora do almoço. Juventino saudável, vivíssimo de felicidade pela volta do seu time ao campeonato acreano, ele me dizia alguma coisa como: “Na quarta-feira vamos estar lá no estádio. O Rio Branco é o Acre e precisa de todo mundo”.

O Badate, aliás, além de dar uma prova de equilíbrio (coisa meio que rara em se tratando de torcedor), ainda demonstrou um interesse e uma fé inusitados, expressos na indagação: - O Rio Branco pega quem, depois do CFA? É alguma equipe de ponta? Alguma assombração?

Respondi-lhe que não sabia se Bahia ou Atlético da Paraíba podiam ser chamados de assombrações. Não sei a quantas anda a bola deles. O que eu sei é que na primeira partida, em João Pessoa, houve empate em 1 a 1. Imagino que dê Bahia. Talvez macumba, mas não assombração.

Por mim, o Rio Branco passando pelo CFA, que venha o Bahia. Nada contra os paraibanos. Mas é que o Bahia, campeão da Taça Brasil de 1966 e membro quase vitalício da primeira divisão do futebol brasileiro, é mais charmoso. O Bahia e seus orixás. Uma vela pra eles... E outra pra nós.

fdandao@zipmail.com.br
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