© Copyright Página 20 todos os direitos reservados
Rio Branco - Acre, quarta-feira, 9 de abril de 2003
Hora de botar moral

Francisco Dandão

A estatística exata eu não tenho (o presidente Manoel Façanha já publicou isso), mas é certo que na era do profissionalismo o futebol acreano só tem levado chumbo dos rondonienses. Numa proporção, provavelmente, até maior do que aquela das nossas vitórias da época do amadorismo.

Memoráveis, não resisto à tentação de afirmar mais uma vez, as tardes de domingo dos anos 70 e parte dos 80 no estádio José de Melo, quando os times do Norte (não somente os de Rondônia, mas também os do Amazonas, do Pará, de Roraima e do Amapá) tremiam diante dos nossos esquadrões.

Agorinha mesmo, já este ano, nós sofremos mais um revés, quando o Rio Branco foi desclassificado na primeira fase da Copa do Brasil para o CFA, de Porto Velho. Precisando ganhar em casa por 4 a 0 para seguir na competição, o Estrelão acabou ganhando só de 2 a 0 . E ficou para trás.

Tudo bem que o Rio Branco jogou bem melhor do que o CFA e poderia ter feito bem mais do que os quatro gols que precisava naquela noite contra o representante da capital da cassiterita. Mas isso não importa muito, no final das contas. Em futebol, o que determina o sucesso são os números.

Pois bem. Escrevo essas mal traçadas aí de cima a propósito do Torneio da Integração da Amazônia, marcado para começar no próximo domingo, dia 13, com uma das chaves acontecendo aqui na nossa capital. Rio Branco e Vasco nos representam. CFA e Cacoalense representam Rondônia.

Creio que está mais do que na hora de a gente retomar a antiga rotina de vitórias. Deixar escapar o título da chave, num torneio de três rodadas, com todo o apoio da torcida local, seria uma espécie de balde de água fria na nossa credibilidade, a essa altura mais do que abalada por tantos reveses.

Aliás, desta vez eu acho que dá.

É verdade que do atual time do Vasco eu sei pouquíssimo. Apenas que o Raimundo Ferreira está à frente da comissão técnica e que a equipe espera muito dos lampejos do meio campo Ciro e do faro de artilheiro do Edilsinho (filho do lendário Bruno Couro Velho). Talvez seja pouco.

Mas, quanto ao Rio Branco, jogando como naquela partida contra o CFA, aí eu duvido que possa ter para os rondonienses. Para mim é a hora do Estrelão começar a botar moral no pedaço. Pegaria muito bem para o Acre o título de 1º campeão do Torneio da Integração da Amazônia. Com certeza.

Amazônia
Colunas
Cotidiano
Expediente
Entrevista
Editorial
Estilo
Especial
Esporte
Política
Principal
fdandao@zipmail.com.br