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Rio Branco - Acre, quarta-feira, 9 de abril de 2003
Técnico diz que jogador do seu time vem sendo perseguido pela Liga Portoacrense

De acordo com o suposto prejudicado, entidade não existe de direito e, assim sendo, não tem competência para punir ninguém

Raimundo Fernandes

Os cartolas do desporto do município de Porto Acre estão agitados. O clima entre ex-dirigentes da Liga Portoacrense de Desportos e a diretoria do time mais tradicional local, a Escolinha de Futebol, está tenso. Existe a acusação de que foi montado um complô para prejudicar o jogador Francisco Pereira (Sabonete), porque este não quer mais jogar pelo seu ex-time.

Segundo Jorge Audi, hoje técnico da Escolinha (time atual do Sabonete), que também já pertenceu ao time dos ex-dirigentes da Liga Portoacrense, o Norte Clube Brasileiro, tudo vem acontecendo de forma estranha e só pode ser pelo fato do jogador acusado não querer mais jogar na equipe de Carlos Augusto Aquino e Carlos Alberto Xepa.

Segundo Jorge Audi, houve um torneio beneficente no início do ano, ocasião em que o jogador Sabonete foi expulso. Houve uma tentativa de agressão e o árbitro registrou queixa contra o atleta na delegacia local. Quando este mesmo árbitro percebeu que sua queixa poderia servir como arma para quem não gostasse do atleta, foi à delegacia e retirou a denúncia.

Segundo ainda o denunciante, em outra oportunidade tentaram forjar um julgamento, até que no penúltimo encontro marcado os dirigentes da Escolinha constituíram um advogado e conseguiram fazer com que o julgamento fosse suspenso, o atleta enfrentou o seu ex-time e ganhou o jogo. Continuando, Jorge Audi afirma que na última quinta-feira, com dois outros membros e Carlos Xepa como jurados, Sabonete foi penalizado em dois meses de suspensão. Isso porque Xepa teve voto vencido, pois ele pediu foi um ano de suspensão.

“Não podemos admitir que fato com o esses continuem a acontecer numa cidade onde as pessoas fazem esporte por amor. Os desejos pessoais de quem quer que seja não podem estar além dos interesses do desporto.

“A liga não é regularizada, não existe de fato nem de direito, e as pessoas que se dizem desportistas não podem usar de poderes dentro da liga para se beneficiar ou tentar ajudar seu time, tanto no futebol ou no futsal. É preciso dar um basta nisso.

“Futebol se faz com dignidade, lealdade, compreensão e competência. Não se pode com o esporte coletivo, atingir interesses próprios, pois existe toda uma sociedade que prima pela coisa certa. Espero que os dirigentes da Liga Portoacrense de Desportos tomem isso como exemplo, pois atletas não podem ser desmotivados por interesses escusos.

“A Escolinha é uma equipe de tradição, tem uma diretoria exemplar comandada pela jovem Vânia Claudia e seu Artur Sena. É preciso pelo menos que eles sejam respeitados, como devem.

“O delegado dá um documento inocentando o jogador e os dirigentes da liga dizem que aquilo não vale nada. A acho isso uma falta de respeito e, acima de tudo, enfrentamento à competência de uma autoridade”, desabafa Jorge Audi.

Treinos

Chuva atrapalha preparação dos
times que irão disputar o Copão

Mais uma vez a chuva acabou atrapalhando o trabalho das equipes que irão iniciar no domingo a disputa do Torneio da Integração. Tanto o Rio Branco quanto o Vasco da Gama não puderam realizar seus treinos coletivos previstos para ontem, em virtude da chuva.

O estádio José de Melo ficou com seu gramado impraticável. Com o campo alagado, o jeito foi os jogadores do Rio Branco trabalharem apenas a parte física, sob o comando do professor Edson Maria. Esta manhã haverá um novo treinamento físico e, se tudo der certo, à tarde haverá um coletivo. Os jogadores têm demonstrado cansaço, pelo fato de estarem apenas fazendo treinamentos físicos e poucos coletivos.

Enquanto os coletivos não acontecem, os jogadores que estão entregues ao departamento médico vão se recuperando. Entre eles estão o médio Mundoca, o atacante Ricardinho, o lateral Luiz Carlos e o goleiro Máximo. Todos estes atletas estão nos planos do técnico Ulisses Torres para o jogo do próximo domingo contra o Vasco da Gama.

Fazendinha

Vasco da Gama pega duro sob
o comando do preparador Messias

Muita lama, água e um gramado impraticável. Nem isso fez com que os jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama deixassem de trabalhar ontem a tarde, na Fazedinha.

O preparador Messias Silva comandou um treino técnico, seguido de chutes a gol. A idéia é fazer com que os jogadores, principalmente do setor de ataque, possam estar com uma boa pontaria para o jogo de domingo contra o Rio Branco, na estréia dessas equipes no Torneio da Integração da Amazônia.

No elenco do Vasco existem bons valores, em se tratando de equipe caseira, como os goleiros Tidalzinho, Ferreira e Cley.

Além disso, a craques como Edilsinho, Siqueira, Jota Maria, Mamude e Neibe se juntam jovens como Léo, Andrey, Calafate, Petecão Júnior e Bigau.

É um time que, se bem escalado, vai dar muito trabalho aos seus adversário durante da disputa do Torneio da Integração.

Se a chuva deixar, o técnico Raimundo Ferreira comandará um treino coletivo esta tarde, quando será tirada a equipe base que ele pretende utilizar na partida de estréia, marcada para domingo, às 17h30, no estádio José de Melo, diante do Rio Branco Futebol Clube.

Na cabeça do treinador vascaíno, apesar do respeito que tem pelo adversário, o seu time deverá jogar na linha ofensiva, para tentar liquidar a partida ainda no primeiro tempo.

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