
Família é indiciada por mais um homicídio
Os quatro pistoleiros já estão presos por cinco assassinatos
J. Guimarães
A polícia apresentou à imprensa ontem de manhã, na 2a Unidade de Segurança Pública, os irmãos Cleydivar Alves de Oliveira, 26, Cleimarques Alves de Oliveira, 31, Cleyton Alves de Oliveira, 27, e o cunhado André Luiz de Oliveira, 23. Eles são acusados de matar José Carneiro Braga, 59. O crime ocorreu no dia 16 de junho de 1998, mas somente agora foi elucidado.
José Carneiro foi executado com vários tiros dentro de casa, no quilômetro 8 da estrada do Quixadá, por quatro homens que invadiram sua chácara à noite alegando que iriam matá-lo porque ele teria enganado um traficante amigo do grupo. Depois de cumprirem a execução, na presença da família da vítima, os pistoleiros fugiram em duas motos.
Quatro anos depois, a polícia consegue elucidar o crime e descobre que os autores já estão na penitenciária estadual acusados de outros homicídios. Eles foram levados à 2a USP, indiciados por mais um assassinato, e mandados de volta para o presídio Francisco D’Oliveira Conde.
Cleydivar está preso desde fevereiro deste ano, quando foi descoberta sua participação no assassinato do conselheiro aposentado do Tribunal de Constas do Estado (TCE) Marciliano Reis Fleming, 63, o “Chiquilita”. O crime ocorreu no dia 2 de janeiro de 2001, a mando da própria esposa da vítima, Mercedes Freitas de Oliveira.
A polícia acredita que Cleydivar tenha matado mais de cinco pessoas somente em Rio Branco. De acordo com o serviço de inteligência da Polícia Civil, Cleydivar agia sempre em parceria com o cunhado André Luiz, que cumpre pena por tentativa de homicídio.
Os outros integrantes da família também são considerados elementos altamente perigosos, que matam por encomenda. Todos eles cumprem pena por assassinato. A pena de todos eles soma mais 150 anos de cadeia.
Assaltante perigoso é preso em blitz no Preventório
Uma simples blitz de trânsito, comandada pelo tenente Douglas, no Bairro Preventório, resultou na prisão de um dos maiores assaltantes de postos de gasolina de Rio Branco. Edvaldo Silva de Melo, 25, o “Lequinha”, residente na rua Leblon, bairro Floresta, responde a 12 processos por assalto e estava foragido da justiça acreana desde o ano passado, quando foi condenado a 7 anos de prisão.
Ele foi detido ao trafegar numa moto sem portar Carteira Nacional de Habilitação e a documentação de porte obrigatório da motocicleta. Ao ser identificado na delegacia de trânsito a polícia descobriu que se tratava de um assaltante perigoso e comunicou a prisão dele ao Grupo Antiassalto da Polícia Civil (GAPC).
Edvaldo foi conduzido à delegacia do GAPC e provavelmente amanhã seja encaminhado ao presídio estadual para cumprir a pena de 7 anos a qual foi condenado no final do ano passado.
Membro de quadrilha do Rio
de Janeiro é preso no Acre
O carioca André Luiz Inácio Moreira, 25, foragido da justiça do Rio de Janeiro por assalto a banco, foi preso no Acre terça-feira à noite por uma equipe da Polícia Militar de Rio Branco. Ele teria espancado a esposa Maria Janiele dos Santos Ismael, 19, e ela o denunciou, chegando, inclusive, a revelar para a polícia que o marido era assaltante de banco no Rio de Janeiro e estava vivendo há um mês em Rio Branco escondido da justiça carioca.
André foi identificado na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher e comprovado que realmente ele participava de uma quadrilha do Morro da Providência (centro do Rio de Janeiro), especializada em assaltos a bancos. Um dos roubos praticados pela quadrilha teria sido contra o Banco Real, em 1995, de onde levaram mais de R$ 5 mil.
André chegou a ser preso e condenado a 7 anos de reclusão em regime fechado. Ele cumpriu 4 anos e ganhou direito de passar o Natal em casa com a família, mas não retornou ao presídio e passou a ser procurado pela polícia do Rio de Janeiro. Preso no Acre, André será deportado para o Rio na próxima semana.