
Rio Branco - Acre, domingo, 8 de junho de 2003
Mudança de hábito
De vez em quando eu invento a oportunidade, aqui na Redação do Página 20, de tirar uma prosa com o jornalista Elson Martins, de quem ouvia falar bastante mas ainda não o conhecia "de vista" até uns meses atrás. Num desses bate-papos rápidos sobre nada-a-ver e futilidades, acabamos por enumerar uma generosa leva de termos do nosso acreanês que, pela indiferença ou pela globalização, acabaram se perdendo no tempo e hoje ressuscitam pela ousadia de um ou outro saudosista, como o próprio Elson, a escritora Florentina Esteves, o Antônio Klemer e, se não for de todo imodesto, este-modesto-amigo-que-vos-fala.
Daquela conversa, que não passou de meia hora, elencamos (que termo horroroso!) alguns termos que nesse limiar do século 21 não encontram mais uma migalha de espaço no mercado gráfico e oral. Vamos lá? Então vamos. A nossa conjuntivite, epidemia oftalmológica que vem assolando o país de cima abaixo, até antes da década de setenta tinha outra designação, digamos assim, um pouco menos elegante: chamava-se "dor-d'olho". Pouca gente lembra. Os sintomas eram os mesmos: aquela secreção amarelada no canto dos "zói", que parecem cheios de areia, ardendo e encarnados.
Da época dos Beatles para cá, ninguém mais foi acometido de "ramo", que a modernidade nomeou "derrame" - mais eufêmico, porém não menos perigoso. Na mesma balada, a nossa "pereba" virou "furúnculo", ao passo que a inconfundível "curuba", de aspecto nojento, deu lugar a "prurido" ou "irritação cutânea".
Aos poucos foram se juntando à confraria outros companheiros do jornal, com suas histórias e exemplos nem um pouco recentes. Recordamos a "fila" que deixou de ser "cobrinha", o aterro sanitário que antes se chamava "monturo" e o matadouro, conhecido por "curre". Não se vêem mais pessoas "despachadas": elas agora são extrovertidas, irreverentes, irrequietas. Ou, se preferirem, "malas", nas modalidades "com" e "sem alça". Sem falar no "broto" ("gatinha" para os contemporâneos), no... Bem, o espaço se acabou. Vamos deixar para a próxima? (Beneilton Damasceno)
ABASTECIMENTO
O primeiro vôo do avião Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB), transportando hortifrutigranjeiros e outros produtos para Cruzeiro do Sul, saiu ontem do Aeroporto Internacional de Rio Branco.
O Ministério da Defesa Nacional e a articulação de parlamentares da Frente Popular em Brasílía garantiram o transporte dos alimentos para a capital do Juruá. A Casavaj - Cooperativa das Associações dos Seringueiros e Agricultores do Alto Juruá será a entidade não-governamental responsável pelos produtos.
A aeronave vai abastecer Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Os principais produtos são tomate, cebola, beterraba, batata, repolho, cenoura e de outros produtos como ovos, frangos e lingüiças de vários tipos.
- Com isso, o governo do Estado nessa operação conjunta que envolve a Força Aérea Brasileira vai conseguir reduzir o preço desses produtos em até 113%, no Vale do Juruá - disse ontem o deputado Henrique Afonso.
Hoje, o quilo do tomate em Cruzeiro do Sul é vendido a R$ 6. A expectativa do deputado é de que este preço caia para R$ 2,50 o quilo, o mesmo ocorrendo com os demais produtos. (Itaan Arruda Dias, jornalista)
Desorganização e paciência
Apesar de todo o aparato de segurança, os organizadores esqueceram um importante detalhe na chegada da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. A organização da coletiva, que não era mais novidade, havia sido agendada com antecedência para ocorrer no aeroporto. Os repórteres, cinegrafistas e fotógrafos ficaram passando de uma sala para outra até que a organização do evento e a assessoria do governo decidissem onde realmente seria. No mais, valeu pela simpatia da dupla e pela humildade do cantor Zezé, que tem um pouco de sua história no Estado. (Andréa Zílio, jornalista)
MASSOTERAPIA
O professor Rubens Balestro, da Escola de Massagem S.O.S Corpo, dará uma palestra sobre massoterapia, que também será uma prévia do curso que acontecerá no próximo dia 14. A palestra, gratuita, será no auditório do hotel João Paulo (Av. Ceará 2090, centro), no dia 11, às 20 horas. O tema será “Como Resolver Problemas na Coluna”. (Andréa Zílio, jornalista)