
Luis Carlos Moreira Jorge *
A fracassada greve contra a Prefeitura de Rio Branco vai ficar como um marco do funeral do sindicalismo bate-panela, que há muito já estava em estado terminal, contaminado pelo vírus da intolerância, do radicalismo, da agressão gratuita, da falta de substância e da ausência de um norte com propostas sérias e concretas para suas ações. Como na música de Belchior – nossos líderes/são os mesmos/de antigamente - as antigas lideranças sindicais, que tiveram seu auge com a fundação da ASPAC, não mudaram, são as mesmas caras manjadas e com os mesmos métodos, estagnaram no tempo, estão putrefatas. O Brasil vive uma democracia e ainda gritam slogans de Abaixo a Ditadura! O muro de Berlim caiu e não contaram ainda a esses falsos profetas do bem estar do servidor.
Acabou! Esse grupelho tem que entender que não tem mais força, se debilitou na sua inexpressividade e nas mesmices de anos a fio. A pouca mobilização que conseguem junto aos servidores é o atestado de óbito de seus métodos e o descrédito que conseguiram junto à categoria. A marca do tempo em suas faces não foi ainda capaz de lhes mostrar que acabaram, não passam hoje de figuras cansadas, cujo estertor se deu nesse último movimento grevista.
As ofensas, as agressões, o achincalhe dirigidos ao prefeito Isnard Leite e seus familiares em sua residência, longe de ser uma estratégia do bom combate, foi o suspiro final do sindicalismo radical, que há tempos já respirava artificialmente. Com a conduta belicista contra os familiares do prefeito só resta agora a extrema-unção.
A Prefeitura sempre esteve aberta ao diálogo, não foram poucas às vezes que a sua equipe sentou com esses senhores e algumas já provectas senhoras do sindicalismo, para mostrar a real situação financeira da prefeitura, os gastos que são efetuados, as limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os compromissos que se tem com a cidade e conseqüentemente com a grande parcela da população que não é parte integrante do serviço municipal, mas nada disso adiantou. Com as eleições para a presidência do Sinteac se aproximando, queriam na verdade, não ganhos para os funcionários, não assegurar conquistas, mas um palanque para se expor na mídia e projetar suas candidaturas. Esse era o grande mote que embalou essa greve, que por falta de motivos justos, já nasceu morta.
Não aprenderam com o tempo que perderam o prestígio com a categoria que representam e que nenhuma greve tem sucesso se não tiver dois componentes básicos: apoio da base e motivos justos para a sua deflagração. E essa última greve não tinha nenhum dos dois. Apenas e tão somente os de embalar os egos de seus condutores e aparecer para mídia como valentes, aguerridos, para procurar sedimentar suas candidaturas à presidência do Sinteac. Saíram do movimento muito pior ainda junto às bases do que antes do seu início, e completamente desmoralizados porque embalaram na mente dos servidores, que com pressão conseguiriam um reajuste salarial, que sabiam ser inexeqüível no atual momento. Nem mel e nem cabaça.
De todo esse episódio o que se espera e que esses senhores e algumas provectas senhoras do sindicalismo tirem uma lição: a intimidação, a pressão, a baderna, não funcionam mais como meios de se atingir um objetivo. São métodos ultrapassados e que jamais terão o condão de forçar o prefeito Isnard Leite a praticar uma ilegalidade que é a de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Se também tivessem o mínimo de conhecimento da personalidade do prefeito não teriam ido por esse caminho. Isnard não é de ceder a pressões, a ranger de dentes e à palavras de ordem.
E por isso tudo que aconteceu é que só resta dizer a esses senhores e senhoras que promoveram essa ópera-bufa:
Requiescant in Pace. Amen.
Luis Carlos Moreira Jorge - Secretário
de
Comunicação Social da PMRB