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Rio Branco - Acre, domingo, 22 de junho de 2003

Esporte é parceiro da semana nacional antidrogas

Desde quinta-feira, 19, quando começou a 5ª Semana Nacional Antidrogas, uma série de atividades estão acontecendo na cidade para prevenir a população sobre o perigo das drogas. Como o esporte não poderia ficar de fora dessa luta, pois está ligado à saúde, ontem foi a vez da Secretaria Extraordinária do Esporte contribuir para a Semana, ao promover o evento Praticar Esportes Sem Usar Drogas, no Centro Poliesportivo da Estação Experimental.

O presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen), Mário Elder, que estava presente na coordenação das atividades, ressalta a importância de manter a juventude longe de anabolizantes. “Não podemos esquecer que o dopping e os anabolizantes, que muitos atletas utilizam para ficar mais fortes, também são drogas”, alerta. Antes de começarem as competições, os organizadores faziam a prevenção para garotada e, na entrega das medalhas, aproveitaram a oportunidade para ratificar a mensagem. O objetivo principal é mostrar às crianças que o uso de substância tóxicas vai diminuir a capacidade física delas, e não melhorar, como muitos pensam.

ABORDAGEM - “Procuramos falar a mesma linguagem do adolescente, para que ele fixasse a mensagem e nos compreendesse melhor”, explica Márcia Roberta Machado, uma das coordenadoras das atividades. Segundo ela, os meninos tinham um pouco de resistência quanto a abordagem, por pensar que seria um “papo chato”, ou “caretice”. Depois que a coordenação passou a se identificar mais com o público alvo, os adolescentes, conseguiram um efeito melhor. “Eles se encarregaram de repassar o alerta para os amigos”, diz Machado.

Para ilustrar a campanha e servir de exemplo para a juventude, a adolescente L. S., 14, participa de todas as atividades. Aos 12 anos, entrou no mundo das drogas ao sentir-se rejeitada pela mãe. Hoje, conta com a ajuda do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) para se manter longe do vício. “Está sendo muito difícil a minha recuperação”, afirma ela, que aceitou o convite de uma “tia distante” para experimentar maconha. Dali para a cocaína foi um passo. “É muito fácil de conseguir. É só querer”, revela.

Determinada a largar as drogas, procurou, por conta própria, ajuda do Ministério Público Estadual para tentar se recuperar. Depois de duas audiências, transferiram-na para o Caps, onde permanecia pela manhã – já que havia abandonado os estudos – para não ficar na ociosidade. L. S. diz que está há dois meses sem usar nada, voltou a estudar, mas reconhece que depende muito da força de vontade para se fortalecer e não ter recaídas, e sabe que é difícil. Mas não impossível. “Apanhei bastante, mas aprendi que as drogas não levam ninguém a lugar algum”, desabafa. (MB)

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