
Rio Branco - Acre, domingo, 22 de junho de 2003
COURO DE PACA
Depois de perder algumas calorias com o manuseio de uma máquina de serrar madeira no assentamento Pedro Peixoto, o governador Jorge Viana aceitou convite do colono Alexandre Patto para saborear carne de paca junto com o agrônomo Raimundo Cardoso, superintendente do Incra.
Jorge Viana estava com tanta fome que até argumentou não existir impedimento legal para alguém comer carne de caça na casa de um colono.
Havia sobre a mesa uma panela com baião-de-dois, duas com carne de paca e uma quarta com farinha. Feliz, à cabeceira da mesa, Patto afastou as mãos sugerindo que o governador se servisse da iguaria.
Jorge Viana tirou os óculos, arrastou para perto duas panelas e começou a catar lentamente toda a carne de paca que havia nelas. Em seguida, empurrou as duas panelas na direção de Raimundo Cardoso.
Enquanto o governador se servia mais de baião-de-dois e farinha, o agrônomo não precisava tirar os óculos para se servir. Quando levou à boca o primeiro da suposta carne, fotógrafos e cinegrafistas começaram a registrar o almoço das duas autoridades na casa do colono.
O almoço demorou cerca de meia hora. E esse foi o tempo que Cardoso permaneceu mascando couro e não carne de paca. Ele teve medo de aparecer tirando o incômodo pedaço da boca. Quando o almoço terminou, longe do anfitrião, as duas autoridades chegaram a discutir:
- A carne era pouca, Cardoso. Não dava para dividir. Catei o que tinha de bom nas duas panelas e deixei o couro para você - justificou o governador.
- Você foi muito esperto, Jorge. Nunca imaginei que couro de paca fosse tão duro. Fiquei um tempão mascando e o bicho estava inteiro quando tirei da boca – explicou Cardoso.
A fome do superintendente do Incra foi saciada mais adiante, quando dividiu, na tampa de uma panela, macarrão e galinha com uma criança mais solidária que o governador. (Altino Machado)
SITUAÇÃO DA BR-364
Com o início da estiagem amazônica, muita gente em Rio Branco se prepara para percorrer a BR-364 até Cruzeiro do Sul. O governador Jorge Viana deverá anunciar a reabertura da estrada para o tráfego de veículo até o dia 10.
De sua parte, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) informa que, do quilômetro 0 até o 124 (no entorno de Rio Branco), a estrada está pavimentada, com trecho em obras de manutenção e restauração, em razoáveis condições de tráfego, apesar de alguns buracos.
Segundo o DNIT, o trecho entre Rio Branco e Sena Madureira está pavimentado. Entre os quilômetros 131 e 140, a pista dupla está em ótimas condições; existem muitos buracos entre os km 150 e o 257. A sinalização na estrada é considerada deficiente; regular as condições de tráfego; e se deve ter cuidado com as pontes de madeira dos km 158 e km 167. A carga máxima recomendada é oito toneladas.
O trecho entre Sena Madureira e Tarauacá é descrito pelo DNIT como leito natural, com buracos, erosões e atoleiros, sem sinalização. É preciso dirigir com muita atenção nas travessias de balsas. No trecho entre os quilômetros 483 e 530 existem obras de pavimentação, com tráfego ruim.
Depois da Tarauacá, no trecho que liga o Bom Futuro ao Rio Liberdade, existe no início obra de pavimentação. O DNIT descreve o trecho como leito natural, em obras de pavimentação, com buracos, erosões e atoleiros, sem sinalização, tráfego ruim. Adverte sobre o perigo de derrapagem e a necessidade de dirigir com muita atenção. Há travessia de balsa.
A BR-364, no trecho entre Rodrigues Alves e Mâncio Lima, é pavimentado do km 704 ao rio Juruá. Existem muitos buracos e sinalização deficiente. O tráfego é regular. No restante, alguns buracos e razoável sinalização. O tráfego é considerado bom. De Mâncio Lima até Cruzeiro do Sul a rodovia é pavimentada, está em boas condições de tráfego e com boa sinalização. (Altino Machado)