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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 26 de junho de 2003
Sesc-Acre abre XX Festival de Quadrilhas

Grupos caipiras saíram em passeata
pelas ruas do centro de Rio Branco

Rose Farias

A abertura do XX Festival de Quadrilhas do Sesc, reuniu em passeata, na tarde de ontem vários grupos caipiras de Rio Branco. Fogo no Rabo, Fogo na Periquita, Escova do Banguela, Tchaca-tchaca na Muchacha, Juventude Jiquitaia, Quadrilha da Terceira Idade e Infantil saíram do Sesc-Centro em direção a sede do Bosque, convidando a população de Rio Branco para o tradicional festival caipira, que há 20 anos acontece sem interrupção.

O evento que se estende até o próximo domingo, parceria entre o Sesc-Acre e a Liga das Quadrilhas de Festa Junina do Município de Rio Branco costuma reunir nos quatro dias cerca de mil pessoas.

O festival é dividido em dois grupos, o de acesso, composto por cinco quadrilhas e o especial, com doze. Quem vencer no grupo de acesso além de premiado, sobe para o grupo principal.

O assessor de comunicação do Sesc-Acre, Herbert Carvalho explicou que as premiações servem como um incentivo aos concorrentes, mas que o significado maior é o resgate e difusão da cultura popular.

“O festival virou tradição. Existem quadrilhas que foram criadas com o festival como a Unidos da Estação. Para os concorrentes o que vale é participar e fazer bonito”, enfatizou Carvalho.

A premiação para o primeiro lugar é de R$ 700, segundo lugar R$ 500 e terceiro R$ 300.

INTEGRAÇÃO - Para a presidente da Liga da Quadrilhas, Francilene Santos, entidade que coordena o evento, o festival além de resgatar a cultura popular propõe a cultura da não-violência e a integração entre os bairros.

“A entidade foi criada há seis anos. Nós procuramos realizar um trabalho com as comunidades, ao todo são 17 bairros. De quinze em quinze dias a gente se encontra para mobilizar a comunidade a desenvolver um trabalho social. Não é apenas dançar quadrilha e resgatar a cultura, mas tentar também tirar o jovem da marginalidade”, disse.

Caipira na memória

Maria da Conceição, Dona Mariazinha (71) durante a passeata era uma das mais animadas caipiras. Há quatro anos ela brinca no festival, na Quadrilha da Terceira Idade do Sesc, que tem participação especial no evento juntamente com Quadrilha Infantil. Acompanhada do seu par, o “seu” Clarindo ela fez questão de relembrar os tempos de quadrilha quando adolescente. Para Dona Mariazinha o festival significa reavivar a memória.

“Acho ótimo. Brincava muito na adolescência. Para nós é como se estivéssemos revivendo o passado, quando participávamos dos grandes arraiais. Não deixo de brincar quadrilha, todo ano estou aqui firme e sempre arrumo um par bonitão. Já tão até querendo me roubar o Clarindo”, disse com ar sorrateiro.

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