
O jornalista político da Rede Globo Alexandre Garcia deverá vir ao Acre em agosto. Ele participará de um seminário promovido pelo PL e falará sobre reforma política para os militantes liberais. A idéia, segundo o deputado estadual Nilson Areal, é dar base teórica para que os filiados e simpatizantes acreanos tenham condições de debater temas que estão na ordem do dia em nível nacional e estadual.
Reformas na Aleac
Tão logo comece o recesso parlamentar, o plenário da Assembléia Legislativa passará por uma reforma. A direção da Casa também pretende inaugurar, no dia 6 de agosto, a obra em machetaria do artista Marquesson Pereira contando a Revolução Acreana. Ainda no dia 6, será apresentada à sociedade a bandeira do Legislativo, escolhida por meio de concurso nas redes pública e privada de ensino.
Doutores da grana
Profundo conhecedor da máquina administrativa do município e do Estado denuncia à coluna que dez médicos lotados na Secretaria Municipal de Saúde ganham o equivalente a um secretário. E explica a mágica: os R$ 5,5 mil referentes aos cargos comissionados que ocupam no poder municipal são aditados aos cerca de R$ 3,5 mil que ganham por meio de convênio com o Estado. Enquanto isso, os professores do município continuam em greve.
Seringal na cidade
Nos próximos trinta dias, o Memorial dos Autonomistas vai se transformar num seringal. O local foi preparado para acomodar a exposição contando a vida e a obra de Hélio Melo. O piso, por exemplo, foi substituído por pranchas de paxiúba.
Ritmo de festa
A Associação Recreativa e Cultural Cafezar promove nesta sexta-feira, às 19h30, na sua sede, no loteamento Ipê, o Arraial Cafezar. Comidas típicas, jogos, brincadeiras, músicas, pescarias e outras atrações prometem agradar em cheio o público. Além do tradicional bingo da galinha, haverá um especial: com apenas uma cartela ao preço de R$ 10, o participante concorre a um microcomputador completo, última geração, além de dois televisores.
Resposta
Respondendo nota publicada na coluna ontem, o deputado Luiz Calixto (PDT) afirma que tem memória. Tanto que, segundo ele, são de sua autoria as emendas que acabaram com a verba secreta, colocaram recursos próprios para os Poderes e vincularam a liberação da verba da mídia à autorização da Assembléia Legislativa.
Hídricos
Relator do processo da Lei de Recursos Hídricos, o deputado José Luiz Tchê (PSDC) convidou ontem o secretário estadual de Meio Ambiente, Edegard de Deus, para dirimir dúvidas. Depois de tudo esclarecido, a lei foi aprovada.
Toma-lá-dá-cá
A partir do segundo semestre, a Assembléia Legislativa vai adotar a política de solicitar informações dos vários órgãos existentes na esfera estadual, seja do Executivo ou do Judiciário. O deputado Moisés Diniz (PC do B) defende a criação de uma central de requerimento para acompanhar as solicitações e a adoção das medidas judiciais cabíveis para quem negar os dados solicitados. A medida é tão-somente o uso das prerrogativas que a lei confere ao Poder e contrapõe-se na mesma intensidade ao bombardeio de correspondências que o Legislativo está recebendo de outros órgãos fiscalizadores.
Solidariedade
O secretário-executivo da Assembléia Legislativa, Carlos Augusto Coêlho, depois de receber solidariedade de amigos e colegas de trabalho, ontem recebeu mensagem de desagravo de vários deputados. Ele foi alvo de panfleto apócrifo por cumprir com fidelidade as orientações da mesa diretora. O líder do governo, Edvaldo Magalhães (PC do B), sugeriu que fosse feita uma investigação para identificar e punir os responsáveis com demissão. “O que fizeram é canalhice!”, comentou.
Contas de Cameli
Não entrou na pauta de votação na Assembléia Legislativa a prestação de contas do ex-governador Orleir Cameli. O relator da matéria, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), vai solicitar que a mesa diretora contrate uma auditoria independente para melhor subsidiar seu parecer.
Posição de bancada
Líder do PT na Assembléia Legislativa, a deputada Naluh Gouveia (PT), que luta contra Orleir Cameli, vai levar o assunto da prestação de contas para ser discutido no partido. Ela quer tirar uma posição de bancada. Vai ter trabalho: o deputado Padre Valmir Figueiredo já revelou que votará pela aprovação.
Voto declarado
Incitado pelo deputado Luiz Calixto (PDT), o deputado Sérgio Petecão (PMN) declarou seu voto: “Vou votar contra Orleir Cameli por minhas convicções”.
BB nas vilas
O deputado Helder Paiva (PSDB) quer que o Banco do Brasil instale unidades de atendimento nas vilas criadas em torno dos projetos de assentamentos. Como exemplo cita as vilas Campinas e do Incra. Um dos políticos acreanos com grande mineirice, Paiva é daqueles que visita as bases constantemente.
Suplente enganado
Comentários nos corredores da Assembléia Legislativa ontem davam conta de que o deputado Franesi Ribeiro (PFL) não foi comunicado sobre a realização das sessões extraordinárias. Exercendo o mandato como suplente, Ribeiro, que está em Cruzeiro do Sul, não dispensaria o dinheiro extra por livre e espontânea vontade. Foi o que disseram.
Dinheiro devolvido
O deputado José Luiz Tchê (PSDC) apresentou uma proposta ainda mais radical do que a do governo do Estado no tocante aos débitos que os servidores têm com o Banco do Brasil. Em vez da renegociação com taxa de 2%, ele sugere que seja feita uma revisão de todas as dívidas desde o início. Na sua avaliação, se isso for feito, ficará comprovado que os servidores terão direito de ser ressarcidos. “Ora, se eles estão pagando juros altos durante todo o período, nada mais justo que recebam o que pagaram a mais”, argumentou.
Cidadão acreano
É do deputado Tarcísio Pinheiro (PPS) a proposta de conceder o título de cidadão acreano ao ex-deputado federal Márcio Bittar. Conhecendo o bairrismo que impera no Estado, talvez Bittar acredite que terá mais chances numa disputa majoritária virando acreano no tapetão.
Ética
Sem muita discussão, foi aprovado o Código de Ética da Assembléia Legislativa. Resta aos deputados cumpri-lo.
Torcedor aflito
Em razão do atraso nas votações ontem à noite na Assembléia Legislativa, o deputado José Bestene (PP) era o mais apreensivo. O motivo: temia perder o jogo do Santos contra o Boca Júniors, na Argentina.
Tortura chinesa
A presença dos juízes ontem na Assembléia Legislativa foi classificada como “tortura chinesa” por alguns deputados. Temendo desgostar a magistratura, teve gente que sofreu muito com a pressão psicológica. No final, a maioria teve a coragem de tomar a decisão certa.
Olho no olho
Se alguns tremeram, o deputado Moisés Diniz (PC do B) tirou uma espinha que estava atravessada na garganta há vários dias. Fixando seu olhar no olhar de Adair Longuini, ele acusou o juiz de ser o culpado pelo acirramento da greve do Judiciário. Ganhou elogios dos pares.
Absurdo
São atitudes que parecem simples, mas não são. Os magistrados foram ontem tentar pressionar os deputados para que votassem de acordo com a conveniência da magistratura. Com rabo preso, alguns parlamentares titubearam. Agora, se a situação fosse inversa, será que os nobres deputados receberiam o mesmo tratamento? A soberania e a independência dos poderes são sagradas no regime democrático.
Leonildo Rosas