
Rio Branco - Acre, quinta-feira, 26 de junho de 2003
NA PONTA DO LÁPIS
E por falar em crise, qualquer cidadão titular de conta corrente está habilitado hoje, com o mínimo de burocracia, a realizar um empréstimo pessoal com direito a pôr a mão na bufunfa em vinte e poucas horas.
Dependendo da renda, um barnabé que precise, vamos supor, de R$ 1.000 e recorra ao CDC Automático do Banco do Brasil, por exemplo, com prazo de pagamento previsto de um ano, descontará “na fonte” doze prestações fixas de R$ 122,31, além de uma tarifa “simbólica” de R$ 30, a título de jóia, no momento da liberação do valor.
No fim do acordo, terá pagado R$ 1.467,72 (46,77% a mais do que embolsou). A taxa mensal de juros é de 5,90%. Probabilidade de calote: quase zero. Apesar de ter entrado numa bela fria, tudo promete sair dentro do combinado se o interessado não inventar de contrair outro empréstimo para poder quitar o anterior.
Já no mercado paralelo, a agiotagem ambulante é mundialmente conhecida pelo sangue-frio com que manuseia os clientes em desespero. Os usurários tradicionais chegam a cobrar (cheque pré-datado na maioria dos casos) até 20% sobre o montante solicitado, sem pechincha.
Os mais desconfiados reivindicam o direito até mesmo de se apossar do cartão eletrônico do freguês, violentando-lhe as senhas numérica e alfabética. Humilhação comparável a um assalto à mão armada.
Há, porém, os que começam adotando uma taxa de 15%, mas logo são absorvidos pelos grandes tubarões e se rendem às leis dos vigaristas. A salvação do beneficiado é que, no caso de inadimplência, as cobranças não chegam a passar pelos tribunais. Mas a reação do credor costuma ser bem mais virulenta do que a dos banqueiros.
Conclusão: empréstimo nunca foi, e jamais será, um negócio da China, a não ser no dia em que o dinheiro fica disponível para desapertar a corda do pescoço. Mas, para quem estiver em dúvida entre o permitido (oficial) e o proibido (convencional), a primeira opção continua em alta. Literalmente, inclusive. (Beneilton Damasceno)
CURATIVO
A Agência Estado revelou que produto feito de látex de seringueira, que cicatriza feridas crônicas e pode reconstituir tímpanos, será produzido a partir de julho, em escala piloto, em Campo Grande (MS).
Desenvolvido na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, o novo curativo de biopolímero concorrerá com similares importados, muito mais caros.
A produção será iniciada pela Pele Nova Biotecnologia, empresa constituída pela Academia Brasileira de Estudos Avançados (Abea), uma organização não-governamental que fez a ponte entre os cientistas e os investidores.
O látex contém uma substância, ainda não identificada, que tem a propriedade da angiogênese, isto é, de formar novos vasos sangüíneos. Com mais vasos sangüíneos no local da ferida, mais rápido ela cicatriza. (Altino Machado)
ARRASTA-PÉ NO SÃO JOSÉ
A comunidade educativa do Colégio Instituto São José convida a população para a tradicional festa junina que será realizada no sábado 28, a partir das 19 horas.
Quem gosta de festa junina encontrará comidas típicas deliciosas: rabada-no-tucupi, vatapá, galinha picante, charutos, pato-no-tucupi etc.
A atrações da festa junina do São José são: quadrilhas, concurso de rainhas, pescaria, bingo, barraca da sorte e danças. (Altino Machado)
SUGESTÃO
Leitor telefona para fazer a seguinte sugestão à equipe responsável pela manutenção do conteúdo do site www.ac.gov.br do governo do Acre: incluir o nome do secretário das Cidades Raimundo Angelim entre as autoridades que compõem a equipe do governo estadual. Está dado o recado. (Altino Machado)
SOCORRO!
Grande parte dos moradores do conjunto Manoel Julião compra água toda semana nos carros-pipas. Além de pagarmos pela água que o Saerb não fornece, pagamos R$ 20 pela água comprada de particulares toda semana. Sou moradora do local e não tenho poço, como a maioria da comunidade. Dependo da solidariedade da minha vizinha, que me dá água do poço dela, inclusive para tomar banho. E esse problema está em vários bairros. Quais as providências que o Saerb vai tomar? Do contrário, vamos nos reunir para ir até a empresa. (Damiana Nogueira, moradora)