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Rio Branco - Acre, domingo, 6 de julho de 2003

ESTUPIDEZ NA FRONTEIRA

Na quinta-feira, após o lançamento do projeto da ponte sobre o rio Acre que ligará Brasiléia a Cobija, capital boliviana do Departamento de Pando, o governador Jorge Viana se deslocou com sua comitiva e autoridades do país vizinho para o lado brasileiro, onde aconteceria solenidade semelhante.

Tudo caminhava às mil maravilhas no sentido da integração Brasil-Bolívia, até que um funcionário da Receita Federal resolveu complicar as coisas.

O sujeito tentou impedir que os jornalistas bolivianos que cobriam o evento atravessassem a fronteira com seus equipamentos eletrônicos de trabalho - câmeras fotográficas e de vídeo, gravadores, entre outros.

Foi uma luta convencê-lo de que os profissionais portavam instrumentos usados, portanto, não estavam fazendo contrabando.

O cara empinou o nariz com o argumento de que cumpria a lei e outras coisas inverossímeis com uma arrogância típica dos tempos da ditadura militar.

E a coisa ficou tão absurda que o senador Geraldo Mesquita Júnior, que é funcionário graduado da Receita Federal, viu-se obrigado a telefonar para o secretário geral da Receita em Brasília.

Trocando em miúdos: é preciso treinar gente para trabalhar na fronteira, se quiserem que a integração andina prospere. (Elson Martins)

EU ELOGIEI, MAS...

Caros editores, em conversa informal, via telefone, com a jornalista Maracimoni, fiz considerações positivas, na condição de leitor assinante, da nova visão panorâmica (paginação) deste jornal. Também teci elogios ao artigo “Cidade Fumacê”, de autoria do jornalista Altino Machado.

Surpreso, ao constatar que a conversa informal resultou na nota “Mais conteúdo”, publicada ontem na Via Pública, faço algumas observações necessárias, para as quais peço a gentileza da publicação em tempo oportuno.

Diz o segundo parágrafo da nota: “O professor disse que é articulista do jornal A Gazeta (1), mas reconhece que o Página 20 atravessa nova fase editorial e atualmente é o que tem mais conteúdo (2) e qualidade visual”.

1 - Tal afirmação surgiu em meio à conversa em razão de um convite informal feito pela jornalista para veicular minhas opiniões no Página 20.Quem me conhece sabe que jamais sairia por aí se dizendo “articulista” de jornal “A” ou “B”. Mesmo porque tal afirmação, antipática, imatura e presunçosa, não condiz com a minha índole. Se o declarei propositadamente, o fiz na mais completa insanidade.

2 - Ratifico a declaração sem o advérbio “mais”. Com a mais cristalina certeza não foi utilizado o advérbio quando dos meus elogios ao Página 20. A afirmação, da forma que foi publicada, seria uma tremenda falta de ética com os demais matutinos de Rio Branco e, principalmente, com o jornal A Gazeta, citado na nota, que me acolheu com grande deferência.

Destarte, dirimidas as controvérsias oriundas da publicação da nota, restam o meu agradecimento e o desejo de que o jornalismo do Estado do Acre, feito de forma heróica dadas às adversidades inerentes à função, cresça para o bem de todos. (Francisco Assis dos Santos, professor)

TÃO ACRE...

A gente vê pela televisão o quanto os supermercados locais se esforçam com suas propagandas para parecerem cada um mais acreano que o outro. Mas os pobres clientes, enquanto percorrem as gôndolas fazendo compras, são obrigados a suportar música gospel ou sertaneja brega do interior de São Paulo e do Triângulo Mineiro o tempo todo.

Haja paciência para ouvir Alexandre Pires e Daniel sem parar! Não dá para fazer uma pausa e enfiar no sistema de som coisa melhor? (Elson Martins)

NOTA DA REDAÇÃO

Opiniões como as do professor Francisco Assis dos Santos servem de feedback para orientar os rumos da nova fase editorial do Página 20.

PROTESTO

O candidato à presidência do bairro Conquista, Alisson Nascimento, fechou durante o dia de ontem as ruas Fluminense e Estudante e realizou palestras sobre saúde, além de atividades esportivas como pingue-pongue, vôlei e capoeira.

- É uma forma de protestar. Em nosso bairro não temos nenhuma área de lazer - justificou Nascimento.

O protesto pode até não surtir efeito, mas a moçada do bairro, que passou o dia se divertindo, agradece e pede bis. (Samara Castro)

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