
Rio Branco - Acre, sábado, 26 de julho de 2003
HAJA INCOMPETÊNCIA
Alguém precisa providenciar urgentemente um sinal para ajudar o pedestre na travessia do cruzamento das avenidas Getúlio Vargas e Brasil, no centro.
Trata-se de um dos pontos com maior concentração de transeuntes da cidade, mas não dispõe de sinal, embora seja local de desembarque de passageiros de ônibus.
Não dá para entender que haja tanta gente sendo paga pela sociedade (engenheiros, policiais, técnicos etc) para cuidar do trânsito, mas que não consegue identificar e solucionar problemas como esse.
O trânsito de Rio Branco é cruel com o pedestre. Além da falta de calçadas nas ruas, na maioria dos cruzamentos não existe faixa ou programação de tempo nos sinais para travessia segura trânsito.
Nunca acreditei nessa história de que o estado esteja preocupado com a vida quando multa alguém por não usar capacete ou cinto de segurança.
O estado é uma máquina voraz que se alimenta do dinheiro que arrecada de cada cidadão. Dito isto, que ninguém confunda estado com Acre. (Altino Machado)
NEM TANTO!
Eu me senti lisonjeado com as referências que o deputado federal Zico Bronzeado (PT-) fez ao artigo que escrevi sobre o seringueiro Nilson Mendes e sua experiência com a exploração de madeira certificada.
Mas peço licença ao parlamentar para esclarecer alguns pontos da matéria que o amigo Romerito Aquino assinou ontem, Página 20, baseando-se em pronunciamento do parlamentar.
1 - Meu artigo não enaltece a melhoria de qualidade de vida dos seringueiros acreanos e também não afirma que os trabalhadores extrativistas do seringal Cachoeira passaram de uma renda de R$ 1.500 por ano para R$ 10 mil. Afirmei apenas que isso aconteceu com o seringueiro Nilson Mendes, que entrevistei, e poderá vir a acontecer com os outros que seguirem seu exemplo;
2 - Também não escrevi que o seringueiro de um modo geral está vivendo “um novo ciclo de riquezas”, embora acredite que poderá chegar lá com a exploração da madeira certificada.
Faço as correções por zelo profissional, mas bato palmas para o deputado por se manifestar sobre o assunto. (Elson Martins)
PAXIÚBA
O empresário James Cameli está montando em Cruzeiro do Sul uma fábrica de pisos com utilização de madeiras diversas da região.
O destaque fica para o piso de paxiúba - a velha palmeira tão utilizada pelos seringueiros e índios, que agora será trabalhada em máquinas modernas para ganhar os salões mais luxuosos.
Cameli está com todos os papéis prontos para explorar madeira com certificação do FSC, e quer obter selo verde, com aval do Ibama e demais órgãos ambientais, para ganhar dinheiro em tempos de desenvolvimento sustentável. (Elson Martins)
PIRACEMA
Não tem Ibama, Polícia Federal ou Imac que segure: mais de dois mil pescadores foram ao encontro de uma piracema de mandi que sobe o rio Juruá desde a semana passada, pegando milhares da espécie, que é prato de primeira em todos restaurantes e residências de Cruzeiro do Sul.
Um empresário de pesca da região comprou seis toneladas de mandi esta semana, ao preço de R$ 1,50 o quilo. Na cidade, o preço variou de R$ 3,00 a R$ 4,50. A população espera uma nova piracema, de pacu ou jundiá rajado. (Elson Martins)
INTERQUADRAS
A Fundação Garibaldi Brasil realiza hoje, a partir das 8h30, a quarta etapa do Campeonato Rio Branco Interquadras. A solenidade de abertura será na quadra de esportes do Bairro Tancredo Neves e terá diversas atrações, como tacacá cultural, jogos de mesa, exposição fotográfica, forró, brincadeiras e muito mais. Participe. (Marcela Barrozo)
LITERATURA
Para os estudantes que estão na disputa do vestibular, buscando uma vaga na faculdade, o Sesc estará promovendo dois eventos para colocar em discussão duas obras literárias que estão como leitura obrigatória na lista do processo seletivo: O Cortiço e Vestido de Noiva.
Na terça-feira, no teatro Hélio Melo, a partir das 19 horas, com a presença de um professor de literatura da UFAC, será discutida a obra O Cortiço, de Aloísio de Azevedo.
Na sexta-feira 8, no mesmo horário e local, o grupo teatral Companhia Garatuja, fará a apresentação de fragmentos de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues.
Logo após, haverá discussão da obra, também na presença de um professor. Vale a pena conferir! (Andréa Zílio)