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   ESPECIAL AGRONEGÓCIO
Melhoramento genético

Como o Acre saiu de uma pecuária incipiente para produzir um dos melhores rebanhos do Brasil
Marcos Vicentti

Foram necessárias 32 realizações para a Feira Agropecuária alcançar a vitória a ser comemorada nesta edição: o Acre zona livre de aftosa, o primeiro julgamento ranqueado do gado do Estado, cinco leilões de touros com padrão de excelência genética e uma movimentação milionária durante os nove dias de Expoacre, quebrando todos os recordes das edições anteriores.

Mais do que nunca, a feira se concretiza como a alma do negócio do Estado com a convicção de que para as próximas edições será necessário um novo espaço compatível com a dimensão do evento, algo que extrapole os atuais 100 mil metros quadrados.

É por esses e outros detalhes que a 33ª edição da maior feira de agronegócios da região acontece com a expectativa de entrar para a história do Acre e em especial para a história da pecuária, por ter durante tantos anos contribuído para que a atividade detivesse hoje o padrão de elite nacional.

Os leilões, a cavalgada, a vaquejada e demais exposições que evidenciem a pecuária são as formas mais expressivas de se comemorar o momento tão esperado pelas autoridades governamentais e pelos 21 mil criadores do Estado.

Ter o Acre zona livre de aftosa já apresenta uma série de efeitos imediatos. Um deles é poder comercializar qualquer tipo de carne - inclusive o chamado “boi em pé” - para o mercado externo. Até o ano passado, o Estado só podia exportar carne enlatada, desossada e maturada. Ainda assim, a atividade movimentava algo em torno de R$ 350 milhões por ano, ostentando pelo menos 75 mil empregados nesse segmento.

Estima-se que este ano haja um aumento significativo nos dois âmbitos da economia em razão da abertura de todas as portas externas para o Acre.

O progresso explica por que a 33ª Expoacre é uma edição histórica. Como o Acre chegou a esse patamar, de que forma a feira influenciou nesse processo, como ela mudou a visão do pecuarista acreano - que passou a se aliar à tecnologia através do melhoramento genético, da inseminação artificial, da fertilização in vitro e da transferência de embriões - e qual impacto que ela vai absorver nas próximas edições em função do maior destaque que uma atividade econômica do Estado poderia receber, tudo está sendo retratado nas próximas páginas deste encarte.

 
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Rio Branco-AC, 24 de julho de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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