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Edição histórica A 33ª realização da Expoacre promete entrar para a história por ter contribuído para que a pecuária do Estado alcançasse seu auge |
![]() Padrão do rebanho acreano alcançou sua excelência neste ano com o advento da certificação que garante animais livre da febre Aftosa |
Com base na idéia, as exposições dos animais no Parque Marechal Castelo Branco foram ganhando uma evolução significativa. O que até 1980 parecia um local de shows e entretenimento, aos poucos foi se transformando na maior área de agronegócios da região. Mais especificamente nos últimos quatro anos, a pecuária deu um salto largo após uma série de iniciativas implantadas na feira. A exposição de gado com a visão voltada para a melhoria genética - através da comercialização de sêmem dos touros considerados exemplo para qualquer rebanho de qualquer fazenda - foi um dos maiores impulsos. Esse foi apenas um começo para que a Expoacre concretizasse seu maior sonho, realizado hoje: a primeira edição da Feira Agropecuária com o Estado zona livre de Aftosa, certificado que faltava para exportar a melhor carne do Brasil para qualquer parte do mundo. Os efeitos imediatos da certificação são extraordinários. Prova disso é que, pela primeira vez, o gado acreano participará do julgamento ranqueado, avaliação feita por um juiz nacional somente em gados que possuem um padrão de excelência genética. O objetivo é inserir o rebanho na condição de elite nacional. Serão mais de 120 animais avaliados nesta quinta-feira, a partir das 9 horas, na área do Parque de Exposições Marechal Castelo Branco. Para os pecuaristas locais, o julgamento é uma trilha para o atributo que o Acre espera há mais de 30 anos, quando as primeiras edições da feira agropecuária foram realizadas no Estado. “Se na avaliação for constatado que temos animais de excelência, muita coisa ainda vai mudar. Um touro nosso que hoje custa de R$ 16 mil a R$ 20 mil, por exemplo, passará a custar pelo menos R$ 50 mil”, enfatizou o secretário de agricultura, Mauro Ribeiro. “Essa é a resposta que esperamos por ter durante tantos anos investido em melhoria genética no nosso rebanho”, completou. E não param por aí os efeitos da certificação recebida pelo Acre. Por ser um atestado de qualidade sanitária, o certificado permitirá a exportação da carne acreana para qualquer lugar do mundo. Uma das saídas promissoras da carne acreana é para os vizinhos Bolívia, Peru e Chile, grandes importadoras do produto e que poderão ser conquistados pelo mercado do Estado a partir da abertura da Estrada do Pacífico. A certificação permite ainda que nessa 33ª edição da feira, gados de Rondônia e outros Estados que já são área livre de Aftosa sejam expostos aqui, o que até o ano passado era impossível. A participação do rebanho de outras localidades na feira é fundamental para a troca de material genético. A expectativa é que a partir daí, o padrão de qualidade do gado acreano se torne cada vez mais elevado. “Nós já temos uma grande vantagem em cima dos demais Estados, por possuirmos o que chamamos de boi verde. Pode até existir um gado tão excelente quanto o nosso em qualquer região do país, mas a carne do nosso é mais saborosa porque o animal se alimenta da forma mais saudável que há: apenas com o capim. Além disso ele não é submetido a certas condições que atrapalham no desenvolvimento deles, como o confinamento, por exemplo”, informou o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre e médico veterinário, Assuero Veronez. |
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