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Gravidez traz problemas psicológicos


O maior problema da gravidez precoce é que ela está relacionada às questões psicológicas. Essa é a conclusão do diretor-clínico do Hospital da Criança, Edvaldo Amorim, 33. Segundo o médico, as meninas ficam traumatizadas com a responsabilidade de serem mães sem estarem devidamente preparadas.

Ao engravidarem, as jovens, segundo ele, cortam um circulo de amizades, estudo e nem sempre a casa em que moram tem o ambiente adequado para acomodar mais uma pessoa.

Amorim acrescenta que há também entre as adolescentes muitos abortamentos provocados e feitos de forma ilegal, em razão de as mães precoces não aceitarem os filhos.

“Ninguém vai conseguir medir a quantidade de abortos provocados e naturais. Isso é muito difícil. Fica apenas a suspeita”, resigna-se.

Esses abortamentos provocados acabam sendo os grandes responsáveis por um outro problema: a mortalidade infantil motivada pela infecção, que está em primeiro lugar entre as causas.

O diretor-clínico, que fez residência médica num hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo, diz que a realidade das pessoas carentes é igual em todos os lugares.

Outra situação complicada apontada pelo médico é no momento do parto, porque as jovens não cooperam para fazer o parto normal e acabam sendo submetidas as operações cesarianas.

“Tudo isso é em decorrência de uma gravidez indesejada. Também ocorre de nascer muitos prematuros porque elas não fazem o pré-natal devidamente”, declara.

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Rio Branco-AC, 22 de outubro de 2006
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