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Agente de saúde sabe primeiro dos que as mães


Há 13 anos, Rosa Maria Leal, 30, trabalha como agente de saúde no Bairro Taquari. Ao longo desses anos viu muitas crianças nascerem e hoje já vê essas mesmas crianças se preparando para serem mães. Formada em Letra/Português pela Universidade Federal do Acre (Ufac), ela consegue ter uma leitura precisa da principal causa da gravidez precoce: falta de estrutura econômica e familiar.

A agente de saúde, que também é professora numa das escolas do bairro, afirma que há um trabalho de conscientização e esclarecimento na rede pública de ensino, mas que não tem surtido o efeito esperado.

Rosa acrescenta que o primeiro passo das meninas, ao se descobrirem grávidas, é tentar esconder a gravidez da mãe durante o tempo em que for possível. E ai que o seu trabalho entra. Por meio de muita conversa, a agente tenta convencê-las da importância de revelar o estado para que seja iniciado o pré-natal adequado.

“Aqui no nosso bairro a incidência de meninas que saem grávidas é muito grande. Está difícil mudar essa situação”, lamenta.

Pela natureza do trabalho que executa, Rosa acaba sabendo que as meninas estão grávidas meses antes dos pais. Isso porque falta diálogo dentro da casa, sem contar que a maioria é criada somente por mães que passam a maior parte do dia trabalhando.

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Rio Branco-AC, 22 de outubro de 2006
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