| BIOGRAFIA
DOS ESCRITORES ESTRANGEIROS Colm
Tóibin
Colm Tóibin nasceu na Irlanda, em 1955.
Depois de se formar em História e Inglês,
Tóibin seguiu em 1975 para Barcelona
chegando a participar de muitas manifestações
pela democratização do país
e, em especial, pela autonomia catalã.
Sua relação com a Catalunha está
registrada nos livros Homage to Barcelona e
The South, seu primeiro romance. De 1978 a 1985
viveu em Dublin escrevendo para vários
jornais e revistas, inclusive com reportagens
feitas por ele em 1985 durante uma viagem pela
América do Sul e África. Nos anos
1990, publicou ficções e livros
de ensaios. Desde 1994 escreve resenhas para
London Review of Books. Em 2004 lançou
seu quinto romance, The Master. Obras publicadas
no Brasil: História da Noite (Record)
e O Sul (Record).
Ian McEwan
Ian McEwan nasceu na Inglaterra, em 1948, mas
passou a maior parte de sua infância fora
do país, na Alemanha e no norte da África.
De volta a Londres – onde vive até
hoje – estudou na Sussex University preparando-se
para se dedicar à literatura. Seu primeiro
livro, a coletânea de contos Primeiro
Amor, Último Sacramento & Entre Lençóis
(1975), lhe valeu o Somerset Maugham Award.
Com estilo e tramas fortes, muitas vezes envolvendo
crianças, continuou impressionando a
crítica nos livros seguintes, entre eles
O Jardim de Cimento (1978), A Criança
no Tempo (1987), O Inocente (1990) e Cães
Negros (1992). O reconhecimento maior veio com
Amsterdam (1998), romance com o qual conquistou
o Booker Prize. Com Reparação
(2001), revisitou à sua maneira os romances
clássicos britânicos, ganhando
nova indicação ao Booker Prize.
Ian McEwan também já escreveu
para teatro, TV e teve obras adaptadas para
o cinema, entre elas The Comfort of Strangers.
No momento, ele está produzindo um novo
romance.
Jeffrey Eugenides
O americano Jeffrey Eugenides nasceu em 1960.
As Virgens Suicidas foi escrito enquanto ele
trabalhava na administração da
Academia dos Poetas Americanos. O primeiro capítulo
saiu na Paris Review em 1991, despertando a
curiosidade de muitos leitores e de um agente.
Em 1993 lançou o romance, que fez grande
sucesso, ganhou o prêmio Whiting Writer
e chegou ao cinema seis anos depois num filme
com direção de Sofia Coppola.
Só em 2002 veio o segundo livro, Middlesex,
uma trama tão ou mais impressionante
do que As Virgens Suicidas e que valeu ao escritor
o Pullitzer. Eugenides, vive em Berlim onde
eventualmente escreve sobre música pop.
Jonathan Coe
Nascido em Birmingham em 1961, Jonathan Coe
ensinou Poesia Inglesa na Warwick University,
foi jornalista e revisor free-lancer e também
músico profissional até se firmar
na literatura. Sua estréia aconteceu
em 1987 com The Accidental Woman, primeiro de
três romances tidos como experimentais
por parte da crítica. O trabalho que
é o divisor-de-águas em sua obra
é O Legado da Família Winshaw
(What a Carve Up!), lançado em 1994 no
Reino Unido e em 2002 no Brasil. O romance é
um painel satírico e cruel sobre a Inglaterra
nos tempos de Margaret Thatcher. Com seu livro
seguinte, The House of Sleep, Coe ganhou o Writers’
Guild Award. Em 2004 ele lança The Closed
Circle, uma continuação de The
Rotters´ Club (2001). E também
lança uma biografia do escritor B. S.
Johnson. Apaixonado por cinema, Coe já
escreveu biografias de Humphrey Bogart e James
Stewart.
José Eduardo Agualusa
José Eduardo Agualusa nasceu em 1960
em Angola. Estudou agronomia e silvicultura,
mas logo trocou o campo pelas letras, tornando-se
jornalista e escritor. O grande interesse pela
História de seu país está
nítido desde o primeiro romance, A Conjura
(1989). Mas a característica mais marcante
de sua literatura é a fusão de
referências de países de língua
portuguesa, fazendo um entrelaçamento
cultural coerente com a idéia da lusofonia,
a união dos povos através da língua
em comum. Agualusa esteve várias vezes
no Brasil, já morou em Olinda e fez dezenas
de entrevistas em favelas cariocas para criar
a história de O Ano em que Zumbi Tomou
o Rio (2002). Portugal também é
fonte permanente de seus livros, tendo partido
de Eça de Queiroz para escrever seu romance
mais conhecido, Nação Crioula
(1998).
Lídia Jorge
Lídia Guerreiro Jorge nasceu em 1946
em Boliqueime, no Algarve, região que
viria a ser cenário de seus dois primeiros
romances (O Dia dos Prodígios e O Caos
das Merendas). Entre 1969 e 1974, ela viveu
períodos nas então colônias
portuguesas Angola e Moçambique, estabelecendo-se
em Lisboa após a Revolução
dos Cravos. A ditadura de Salazar, os ideais
da Revolução e o que mudou em
Portugal após abril de 1974 também
são temas freqüentes na obra de
Lídia, assim como a presença de
fortes personagens femininas. O romance mais
conhecido da escritora é A Costa dos
Murmúrios (1988). Em 2003, foi lançado
no Brasil A Manta do Soldado, publicado originalmente
em Portugal, em 1998, como O Vale da Paixão.
Outras obras: O Vento Assobiando nas Gruas,
Marido e Outros Contos, O Jardim dos Limites
e Notícia da Cidade Silvestre.
Margaret Atwood
Margaret Atwood nasceu em Ottawa em 1939, viveu
períodos nos Estados Unidos. Poeta, contista,
romancista, ensaísta, roteirista, libretista,
a canadense Margaret Atwood impressiona antes
de tudo pela diversidade e o volume de sua obra,
reconhecida com, entre outros prêmios,
o Booker Prize de 2000 por O Assassino Cego.
Seu primeiro livro foi de poesias: The Circle
Game, em 1966. Estreou como romancista em 1969,
com A Mulher Comestível, e publicou,
entre outros romances marcantes, Madame Oráculo
em 1976 e Oryx and Crake em 2003, livro que
foi indicado ao Booker Prize e a outros prêmios.
Um de seus livros lançados no Brasil
é seu mais antigo e conhecido volume
de contos: Dançarinas. Em 2004, publicará
no Brasil Negociando com a Morte, resultado
de uma série de palestras sobre a atividade
literária. Outras obras: Vulgo Grace
, A Noiva Ladra , Olho de Gato e A História
da Aia.
Miguel Sousa Tavares
Colunista do jornal Público, colaborador
da revista Máxima e comentarista da RTP,
Miguel Sousa Tavares é um dos jornalistas
mais famosos e controvertidos de Portugal. Dono
de opiniões fortes, trava polêmicas
em vários campos: política, literatura,
esportes e outros. Sua bibliografia é
bem diversificada. Há livro de viagem
(Sul – Viagens), crônicas (Anos
Perdidos), ficção com um pé
na reportagem (Não Te Deixarei Morrer,
David Crockett), romance com um pé na
História (Equador)... Seu primeiro livro
a ser lançado no Brasil – pela
Nova Fronteira – será exatamente
Equador. Outras obras: O Segredo do Rio, Um
Nómada no Oásis e O Dia dos Prodígios.
Pablo De Santis
Pablo De Santis nasceu em Buenos Aires em 1963.
Ele é formado em Letras, foi redator-chefe
da revista Fierro, colaborou com La Nación
e Clarín e coordena coleções
de livros para jovens e adolescentes. Estreou
na literatura aos 22 anos, com o livro de contos
Espacio Puro de Tormenta. Em 1987 publicou El
Palacio de la Noche, dando início a uma
longa série de romances, novelas e roteiros
para histórias em quadrinhos que já
conta com vários títulos. Entre
esses livros estão Desde el Ojo del Pez
(1991), Pesadilla para Hackers (1992), Páginas
Mezcladas (1998), La Traducción (1998),
El Teatro de la Memoria (2000) e O Calígrafo
de Voltaire (2001).
Paul Auster
Nascido em 1947 em Newark, Paul Auster só
se firmou na literatura na década de
1980, depois de se formar em Letras na Universidade
de Columbia. Publicou poesias e traduções
de poetas franceses, e passou vários
períodos fora dos Estados Unidos, em
especial em Paris, onde enfrentou uma série
de dificuldades para sobreviver, situações
narradas em seu livro Da Mão para a Boca
(1997). Em 1985 e 1986 lançou as histórias
da Trilogia de Nova York, uma de suas obras
mais conhecidas, impulsionando uma trajetória
de sucesso que também teve, entre outros
títulos, A Música do Acaso (1990),
Leviatã (1993), Timbuktu (1999) e O Livro
das Ilusões (2002). No fim de 2003 lançou
Oracle night. No cinema, fez os roteiros dos
filmes “Cortina de fumaça”
e “Sem fôlego”, de Wayne Wang.
E dirigiu “Lulu na ponte”, uma adaptação
sua de “A caixa de Pandora”, de
Pabst. Como ensaísta, escreveu A Invenção
da Solidão (1982), A Arte da Fome (1992)
e outros títulos.
Pierre Michon
Pierre Michon nasceu em 1945 na cidade de Cards.
Estudou Letras na Universidade de Clermont-Ferrand.
Por muito tempo sua produção consistiu
em ensaios sobre teatro e literatura. Seu primeiro
romance, Vies Minuscules, lançado em
1984, foi muito bem recebido pela crítica
e conquistou o Prix France Culture. Escreveu
outras obras marcantes como Rimbaud, o Filho
(1991), La Grande Beune (1996) e Abbés
(2002), afirmando-se como uma das vozes mais
originais da literatura francesa contemporânea.
Michon vive atualmente em Nantes.
Rosa Montero
Nascida em Madri, em 1951, Rosa Montero mergulhou
nos livros entre os 5 e os 9 anos por conta
de uma tuberculose que a confinou em casa. Jornalista,
colaborou com várias publicações
até se tornar uma grife do principal
jornal espanhol, El País. Começou
em 1977 a realizar, para o suplemento dominical
do jornal, entrevistas marcantes que lhe valeram
diversos prêmios e a transformaram num
nome nacional. Em 1980 tornou-se redatora-chefe
de “El País Semanal”. Um
ano antes, estreara na literatura com o romance
Crónica del Desamor. O sucesso de ficções
posteriores como La Función Delta (1981),
Te Trataré Como a una Reina (1983) e
Amado Amo (1988) fez dela uma escritora muito
popular na Espanha, além de admirada
pela crítica. Nos anos 1990, publicou
livros infantis em torno da personagem Bárbara.
Seu La Hija del Caníbal, de 1997, foi
adaptado recentemente para o cinema. O último
romance, La Loca de la Casa (2003), será
seu primeiro lançado no Brasil –
em 2004, pela Ediouro.
Siri Hustvedt
Descendente de noruegueses, Siri Hustvedt nasceu
em 1955 em Northfield, Minnesota (EUA). Em 1978,
“com uma mala e cinco caixas de livros”,
foi para Nova York estudar Letras na Universidade
de Columbia. Em 1982, teve um poema aceito pela
Paris Review e publicou o livro Reading to You.
Pouco depois, largou a poesia e passou a se
dedicar à prosa, além de trabalhar
como tradutora e editora. Lançou os romances
The Blindfold, The Enchantment of Lily Dahl
e What I Loved, este no ano passado. Em 2004,
o livro será lançado no Brasil.
As artes plásticas, uma das paixões
da autora, são o pano de fundo do romance.
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