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II FESTA LITERÁRIA INT. DE PARATY
DE 07 A 11/ 07/2004
BIOGRAFIA DOS ESCRITORES ESTRANGEIROS

Colm Tóibin
Colm Tóibin nasceu na Irlanda, em 1955. Depois de se formar em História e Inglês, Tóibin seguiu em 1975 para Barcelona chegando a participar de muitas manifestações pela democratização do país e, em especial, pela autonomia catalã. Sua relação com a Catalunha está registrada nos livros Homage to Barcelona e The South, seu primeiro romance. De 1978 a 1985 viveu em Dublin escrevendo para vários jornais e revistas, inclusive com reportagens feitas por ele em 1985 durante uma viagem pela América do Sul e África. Nos anos 1990, publicou ficções e livros de ensaios. Desde 1994 escreve resenhas para London Review of Books. Em 2004 lançou seu quinto romance, The Master. Obras publicadas no Brasil: História da Noite (Record) e O Sul (Record).

Ian McEwan
Ian McEwan nasceu na Inglaterra, em 1948, mas passou a maior parte de sua infância fora do país, na Alemanha e no norte da África. De volta a Londres – onde vive até hoje – estudou na Sussex University preparando-se para se dedicar à literatura. Seu primeiro livro, a coletânea de contos Primeiro Amor, Último Sacramento & Entre Lençóis (1975), lhe valeu o Somerset Maugham Award. Com estilo e tramas fortes, muitas vezes envolvendo crianças, continuou impressionando a crítica nos livros seguintes, entre eles O Jardim de Cimento (1978), A Criança no Tempo (1987), O Inocente (1990) e Cães Negros (1992). O reconhecimento maior veio com Amsterdam (1998), romance com o qual conquistou o Booker Prize. Com Reparação (2001), revisitou à sua maneira os romances clássicos britânicos, ganhando nova indicação ao Booker Prize. Ian McEwan também já escreveu para teatro, TV e teve obras adaptadas para o cinema, entre elas The Comfort of Strangers. No momento, ele está produzindo um novo romance.

Jeffrey Eugenides
O americano Jeffrey Eugenides nasceu em 1960. As Virgens Suicidas foi escrito enquanto ele trabalhava na administração da Academia dos Poetas Americanos. O primeiro capítulo saiu na Paris Review em 1991, despertando a curiosidade de muitos leitores e de um agente. Em 1993 lançou o romance, que fez grande sucesso, ganhou o prêmio Whiting Writer e chegou ao cinema seis anos depois num filme com direção de Sofia Coppola. Só em 2002 veio o segundo livro, Middlesex, uma trama tão ou mais impressionante do que As Virgens Suicidas e que valeu ao escritor o Pullitzer. Eugenides, vive em Berlim onde eventualmente escreve sobre música pop.

Jonathan Coe
Nascido em Birmingham em 1961, Jonathan Coe ensinou Poesia Inglesa na Warwick University, foi jornalista e revisor free-lancer e também músico profissional até se firmar na literatura. Sua estréia aconteceu em 1987 com The Accidental Woman, primeiro de três romances tidos como experimentais por parte da crítica. O trabalho que é o divisor-de-águas em sua obra é O Legado da Família Winshaw (What a Carve Up!), lançado em 1994 no Reino Unido e em 2002 no Brasil. O romance é um painel satírico e cruel sobre a Inglaterra nos tempos de Margaret Thatcher. Com seu livro seguinte, The House of Sleep, Coe ganhou o Writers’ Guild Award. Em 2004 ele lança The Closed Circle, uma continuação de The Rotters´ Club (2001). E também lança uma biografia do escritor B. S. Johnson. Apaixonado por cinema, Coe já escreveu biografias de Humphrey Bogart e James Stewart.

José Eduardo Agualusa
José Eduardo Agualusa nasceu em 1960 em Angola. Estudou agronomia e silvicultura, mas logo trocou o campo pelas letras, tornando-se jornalista e escritor. O grande interesse pela História de seu país está nítido desde o primeiro romance, A Conjura (1989). Mas a característica mais marcante de sua literatura é a fusão de referências de países de língua portuguesa, fazendo um entrelaçamento cultural coerente com a idéia da lusofonia, a união dos povos através da língua em comum. Agualusa esteve várias vezes no Brasil, já morou em Olinda e fez dezenas de entrevistas em favelas cariocas para criar a história de O Ano em que Zumbi Tomou o Rio (2002). Portugal também é fonte permanente de seus livros, tendo partido de Eça de Queiroz para escrever seu romance mais conhecido, Nação Crioula (1998).

Lídia Jorge
Lídia Guerreiro Jorge nasceu em 1946 em Boliqueime, no Algarve, região que viria a ser cenário de seus dois primeiros romances (O Dia dos Prodígios e O Caos das Merendas). Entre 1969 e 1974, ela viveu períodos nas então colônias portuguesas Angola e Moçambique, estabelecendo-se em Lisboa após a Revolução dos Cravos. A ditadura de Salazar, os ideais da Revolução e o que mudou em Portugal após abril de 1974 também são temas freqüentes na obra de Lídia, assim como a presença de fortes personagens femininas. O romance mais conhecido da escritora é A Costa dos Murmúrios (1988). Em 2003, foi lançado no Brasil A Manta do Soldado, publicado originalmente em Portugal, em 1998, como O Vale da Paixão. Outras obras: O Vento Assobiando nas Gruas, Marido e Outros Contos, O Jardim dos Limites e Notícia da Cidade Silvestre.

Margaret Atwood
Margaret Atwood nasceu em Ottawa em 1939, viveu períodos nos Estados Unidos. Poeta, contista, romancista, ensaísta, roteirista, libretista, a canadense Margaret Atwood impressiona antes de tudo pela diversidade e o volume de sua obra, reconhecida com, entre outros prêmios, o Booker Prize de 2000 por O Assassino Cego. Seu primeiro livro foi de poesias: The Circle Game, em 1966. Estreou como romancista em 1969, com A Mulher Comestível, e publicou, entre outros romances marcantes, Madame Oráculo em 1976 e Oryx and Crake em 2003, livro que foi indicado ao Booker Prize e a outros prêmios. Um de seus livros lançados no Brasil é seu mais antigo e conhecido volume de contos: Dançarinas. Em 2004, publicará no Brasil Negociando com a Morte, resultado de uma série de palestras sobre a atividade literária. Outras obras: Vulgo Grace , A Noiva Ladra , Olho de Gato e A História da Aia.

Miguel Sousa Tavares
Colunista do jornal Público, colaborador da revista Máxima e comentarista da RTP, Miguel Sousa Tavares é um dos jornalistas mais famosos e controvertidos de Portugal. Dono de opiniões fortes, trava polêmicas em vários campos: política, literatura, esportes e outros. Sua bibliografia é bem diversificada. Há livro de viagem (Sul – Viagens), crônicas (Anos Perdidos), ficção com um pé na reportagem (Não Te Deixarei Morrer, David Crockett), romance com um pé na História (Equador)... Seu primeiro livro a ser lançado no Brasil – pela Nova Fronteira – será exatamente Equador. Outras obras: O Segredo do Rio, Um Nómada no Oásis e O Dia dos Prodígios.

Pablo De Santis
Pablo De Santis nasceu em Buenos Aires em 1963. Ele é formado em Letras, foi redator-chefe da revista Fierro, colaborou com La Nación e Clarín e coordena coleções de livros para jovens e adolescentes. Estreou na literatura aos 22 anos, com o livro de contos Espacio Puro de Tormenta. Em 1987 publicou El Palacio de la Noche, dando início a uma longa série de romances, novelas e roteiros para histórias em quadrinhos que já conta com vários títulos. Entre esses livros estão Desde el Ojo del Pez (1991), Pesadilla para Hackers (1992), Páginas Mezcladas (1998), La Traducción (1998), El Teatro de la Memoria (2000) e O Calígrafo de Voltaire (2001).

Paul Auster
Nascido em 1947 em Newark, Paul Auster só se firmou na literatura na década de 1980, depois de se formar em Letras na Universidade de Columbia. Publicou poesias e traduções de poetas franceses, e passou vários períodos fora dos Estados Unidos, em especial em Paris, onde enfrentou uma série de dificuldades para sobreviver, situações narradas em seu livro Da Mão para a Boca (1997). Em 1985 e 1986 lançou as histórias da Trilogia de Nova York, uma de suas obras mais conhecidas, impulsionando uma trajetória de sucesso que também teve, entre outros títulos, A Música do Acaso (1990), Leviatã (1993), Timbuktu (1999) e O Livro das Ilusões (2002). No fim de 2003 lançou Oracle night. No cinema, fez os roteiros dos filmes “Cortina de fumaça” e “Sem fôlego”, de Wayne Wang. E dirigiu “Lulu na ponte”, uma adaptação sua de “A caixa de Pandora”, de Pabst. Como ensaísta, escreveu A Invenção da Solidão (1982), A Arte da Fome (1992) e outros títulos.

Pierre Michon
Pierre Michon nasceu em 1945 na cidade de Cards. Estudou Letras na Universidade de Clermont-Ferrand. Por muito tempo sua produção consistiu em ensaios sobre teatro e literatura. Seu primeiro romance, Vies Minuscules, lançado em 1984, foi muito bem recebido pela crítica e conquistou o Prix France Culture. Escreveu outras obras marcantes como Rimbaud, o Filho (1991), La Grande Beune (1996) e Abbés (2002), afirmando-se como uma das vozes mais originais da literatura francesa contemporânea. Michon vive atualmente em Nantes.

Rosa Montero
Nascida em Madri, em 1951, Rosa Montero mergulhou nos livros entre os 5 e os 9 anos por conta de uma tuberculose que a confinou em casa. Jornalista, colaborou com várias publicações até se tornar uma grife do principal jornal espanhol, El País. Começou em 1977 a realizar, para o suplemento dominical do jornal, entrevistas marcantes que lhe valeram diversos prêmios e a transformaram num nome nacional. Em 1980 tornou-se redatora-chefe de “El País Semanal”. Um ano antes, estreara na literatura com o romance Crónica del Desamor. O sucesso de ficções posteriores como La Función Delta (1981), Te Trataré Como a una Reina (1983) e Amado Amo (1988) fez dela uma escritora muito popular na Espanha, além de admirada pela crítica. Nos anos 1990, publicou livros infantis em torno da personagem Bárbara. Seu La Hija del Caníbal, de 1997, foi adaptado recentemente para o cinema. O último romance, La Loca de la Casa (2003), será seu primeiro lançado no Brasil – em 2004, pela Ediouro.

Siri Hustvedt
Descendente de noruegueses, Siri Hustvedt nasceu em 1955 em Northfield, Minnesota (EUA). Em 1978, “com uma mala e cinco caixas de livros”, foi para Nova York estudar Letras na Universidade de Columbia. Em 1982, teve um poema aceito pela Paris Review e publicou o livro Reading to You. Pouco depois, largou a poesia e passou a se dedicar à prosa, além de trabalhar como tradutora e editora. Lançou os romances The Blindfold, The Enchantment of Lily Dahl e What I Loved, este no ano passado. Em 2004, o livro será lançado no Brasil. As artes plásticas, uma das paixões da autora, são o pano de fundo do romance.






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