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II FESTA LITERÁRIA INT. DE PARATY
DE 07 A 11/ 07/2004
PROGRAMAÇÃO PRINCIPAL

Quarta-feira, 7 de julho

18h - 1. A travessia do Grande Sertão: uma introdução a Guimarães Rosa
Davi Arrigucci Jr.
O único romance de João Guimarães Rosa (1908-1967), Grande Sertão: Veredas é considerado o mais importante da literatura brasileira do século xx. É dessa assombrosa obra que vai tratar Davi Arrigucci Jr., ensaísta, crítico e professor de literatura, nesta palestra que abre a FLIP e dá a partida ao tributo que a Festa presta em 2004.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

20h30 - Show de abertura: Homenagem a Guimarães Rosa
Com direção e participação de José Miguel Wisnik, o show de abertura da FLIP 2004 homenageia a obra de Guimarães Rosa. A prosa rosiana, de alta densidade poética e profunda sintonia com a música, é evocada por convidados especiais como Caetano Veloso, Mônica Salmaso, Arnaldo Antunes, o grupo Uakti e o americano Arto Lindsay.

TENDA DA MATRIZ R$ 15

Quinta-feira, 8 de julho

10h - 2. Urbana prosa: caras novas
Joca Reiners Terron, Marcelino Freire e Daniel Galera
São três novos prosadores brasileiros. E também editores, pois bolam projetos editoriais. Joca Reiners Terron, nascido no miolo do Centro-Oeste (Cuiabá-mt), mora em São Paulo. Como Marcelino Freire, pernambucano de nascimento. Do Rio Grande do Sul, vem Daniel Galera. Em livros como Curva de rio sujo (Joca), BaléRalé (Marcelino) e Até o dia em que o cão morreu (Daniel), os três vêm renovando a narrativa urbana brasileira.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

11h30 - 3. A lírica exata: três vozes
Francisco Alvim, Antonio Cicero e Arnaldo Antunes
A poesia de Francisco Alvim é a da palavra falada. A de Antonio Cicero, parceiro da irmã-cantora Marina Lima, e de Arnaldo Antunes, ex-integrante do conjunto Titãs, é a da palavra cantada. Os três aproveitam de forma diferente toda a sonoridade e ambiguidade da língua portuguesa para expressar peculiaridades do universo lírico brasileiro. Francisco Alvim, Antonio Cicero e Arnaldo Antunes não vão discutir poesia, mas sobretudo ler poesia. E das melhores que se faz hoje no Brasil.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

15h - 4. Sátira política, sátira social
Jonathan Coe e Jeffrey Eugenides
O legado da família Winshaw consagrou a perícia de Jonathan Coe na sátira política, por sua visão cáustica da sociedade britânica dos anos 1980. O clube dos podres, publicado agora, guarda o mesmo estilo. Middlesex, o épico familiar do americano Jeffrey Eugenides, é ao mesmo tempo cômico e triste e rendeu-lhe o Prêmio Pulitzer de melhor livro de 2003, nos Estados Unidos. Coe e Eugenides têm visões díspares mas complementares do mundo de hoje.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

16h45 - 5. Léxico familiar
Siri Hustvedt, Lídia Jorge e Colm Tóibín
Uma dor devastadora atravessa O que eu amava, o primeiro livro de Siri Hustvedt publicado no Brasil, que figurou em algumas listas dos melhores do ano de 2003. Também há candentes questões familiares em A manta do soldado, que trouxe para cá a preciosa literatura da portuguesa Lídia Jorge, e em A luz do farol, de Colm Tóibín, elogiado escritor irlandês, que recebeu críticas consagradoras na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos por seu romance mais recente, The master, que tem como personagem Henry James.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

19h15 - 6. África e Brasil: verdades tropicais
Caetano Veloso e José Eduardo Agualusa
Nação crioula, de 1997, consagrou José Eduardo Agualusa, nascido em Huambo, Angola, como um dos mais importantes escritores africanos de língua portuguesa. É o que diz a crítica. É o que diz seu admirador Caetano Veloso, um dos maiores artistas brasileiros, que tem na originalidade da civilização tropical fonte de permanente e fecunda inquietação intelectual. África e Brasil estão unidos e, estranhamente, separados.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

Sexta-feira, 9 de julho

10h - 7. Breves (e exemplares) histórias
Luiz Vilela e Sérgio Sant’Anna
Luiz Vilela é um dos mais notáveis contistas brasileiros. A cabeça, publicado em 2002, só confirmou seu talento. Seu próximo livro, porém, será um romance. Um crime delicado é um dos romances marcantes de Sérgio Sant’Anna, mas foi nos contos de O vôo da madrugada, publicado em 2003, que a crítica mais uma vez celebrou sua admirável habilidade de contar histórias curtas. Vilela e Sant’Anna são mineiros o que, quando o assunto é conto, não é considerado mera casualidade. Ambos figuram nas melhores antologias do conto brasileiro.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
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11h30 - 8. Duas narrativas inovadoras
Pierre Michon e Raimundo Carrero
Pierre Michon foi saudado como uma das mais originais vozes da literatura francesa quando lançou Vidas minúsculas, agora publicado no Brasil. Sua literatura inovadora e sem concessões tem parentesco com a que vem fazendo o pernambucano Raimundo Carrero: Ao redor do escorpião... uma tarântula? é seu exemplo mais recente. Michon e Carrero valem-se das possibilidades da linguagem para ir muito além do simples relato.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

15h - 9. Basta um dia
Colm Toíbín
“Entre a aurora e a noite/ está a história universal”, sintetiza Jorge Luis Borges, nos versos do poema “James Joyce”. O escritor Colm Tóibín, autor de obras consagradas e organizador da elogiada antologia da literatura irlandesa, vem falar, cem anos depois, do 16 de junho de 1904, o dia em que aconteceu tudo (e nada) na vida de Leopold Bloom, personagem de James Joyce em Ulisses, escolhido como o mais importante romance do século xx. O poeta Antonio Cicero lerá trechos de Ulisses em português.

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16h30 - 10. A ficção especulativa
Margaret Atwood
Autora de mais de trinta livros de ficção, poesia e ensaios críticos, a obra de Margaret Atwood já foi publicada em 35 países. Além de A história da aia, seus romances incluem Olho de gato — indicado ao Booker Prize —, Vulgo, Grace — ganhador dos prêmios Giller, do Canadá, e Mondello, da Itália —, e O assassino cego, vencedor do Booker Prize de 2000. Oryx e Crake é seu 11º romance, considerado por Atwood uma obra de “ficção especulativa”.

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18h - 11. Vozes femininas
Rosa Montero, Isabel Fonseca, Adriana Lisboa e Geneviève Brisac
Escolhido pelos leitores espanhóis como o livro do ano de 2003, A louca da casa consagra a literatura de Rosa Montero, que só agora chega ao mercado brasileiro. Aqui, a prosa da jovem Adriana Lisboa já foi reconhecida e premiada: Sinfonia em branco ganhou o Prêmio José Saramago. Rosa e Adriana dividem a mesa com Isabel Fonseca e Geneviève Brisac. Isabel, elogiada autora de Enterrem-me em pé, uma história do povo cigano, fala sobre Elizabeth Bishop; a francesa Geneviève Brisac, ganhadora do Prix Femina de 1996, relembra a obra de Virginia Woolf.

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TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

Sábado, 10 de julho

10h - 12. A história como inspiração
Miguel Sousa Tavares e Pablo De Santis
O jornalista português Miguel Sousa Tavares é um fenômeno literário tardio. Polêmico em artigos e em programas de tv, só em 2003, com 51 anos, lançou Equador, seu primeiro romance, ambientado em São Tomé e Príncipe, em 1905. Foi um campeão de vendas. O argentino Pablo De Santis alcançou um ponto alto na sua breve mas revigorante carreira com O calígrafo de Voltaire, que tem o Iluminismo francês como pano de fundo. História, para ambos, não é só passado, mas presente.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
TENDA DA MATRIZ (TELÃO) R$ 5

11h30 - 13. Exclusão social: fato & ficção
Ferréz e José de Souza Martins
O que Ferréz faz, já se disse, é ficção documental com alto teor de crueza e contundência. Seu posto de observação é o Capão Redondo, bairro da periferia de São Paulo. Manual prático do ódio é seu livro mais recente. O sociólogo José de Souza Martins, professor titular aposentado da Universidade de São Paulo, há anos estuda a aberrante singularidade do abismo social brasileiro. Ficção e fatos produzem pontos de vista que se entrecruzam.

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15h - 14. Os clássicos dos clássicos
Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro e Moacyr Scliar
Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro e Moacyr Scliar são clássicos contemporâneos da literatura brasileira. A paulista, autora entre tantos livros do consagrado As meninas, o baiano, aclamado escritor de Viva o povo brasileiro, e o gaúcho, celebrado entre outros livros por O centauro no jardim, têm sólidas e reconhecidas obras que os levaram à Academia Brasileira de Letras. Mas quais são os clássicos preferidos destes clássicos brasileiros?

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16h45 - 15. Humor, do traço à palavra
Luis Fernando Verissimo, Angeli e Ziraldo
Luis Fernando Verissimo, o escritor mais vendido no Brasil, também é cronista do jornal O Globo e cartunista de vários periódicos, além de saxofonista nas horas vagas. Fina ironia é a sua marca. Com mordacidade contundente, o paulista Angeli retrata a política e os costumes em tiras no jornal Folha de S.Paulo. Depois de ser humorista em tempo integral, Ziraldo virou um best-seller como autor de histórias infantis. Sem os três, não se conta a história do humorismo brasileiro. E como é fazer humor na era Lula?

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19h15 - 16. O romance dentro do romance
Chico Buarque e Paul Auster
O que o americano Paul Auster, de Leviatã e de A invenção da solidão, tem a ver com o brasileiro Chico Buarque, de Estorvo e de Benjamim? Nada, ou quase nada. Mas tanto o festejado Noite do oráculo, de Auster, quanto o notável Budapeste, de Chico, têm um intrigante ponto em comum: o romance dentro do romance. Há outro traço que obliquamente os une. Auster é tão interessante escrevendo para o cinema quanto o é na literatura. Chico, divindade da música popular brasileira, definiu uma clara e luminosa identidade literária.

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Domingo, 11 de julho

11h30 - 17. O recado de Rosa
José Miguel Wisnik
Recado não é mensagem. Vai mudando à medida que se espalha. É isso que acontece em “O recado do morro”, um dos contos mais extraordinários de João Guimarães Rosa. E pouca gente disseca tão bem essa história quanto José Miguel Wisnik, talentoso músico e compositor e cativante professor de literatura. Wisnik, que concebeu e dirigiu o show de abertura da FLIP, volta à cena para dar uma aula de Guimarães Rosa.

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15h - 18. Diálogos
Ian McEwan e Martin Amis
Com estilos e temáticas diferentes, Ian McEwan e Martin Amis são dois dos melhores escritores britânicos da atualidade. Ambos já têm vasta obra. McEwan é autor de, entre outros, Amsterdam (Booker Prize de 1998) e Reparação, publicado em 2002. Martin Amis é o festejado escritor de Campos de Londres e de A informação. Os dois conversam sobre literatura e lêem trechos de obras inéditas.

TENDA DOS AUTORES R$ 15
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16h45 - 19. Literatura de estimação
Paul Auster, Margaret Atwood, Martin Amis, Pierre Michon, Miguel Sousa Tavares, Milton Hatoum, Joca Reiners Terron
São livros lidos e relidos, e quando relidos ficam ainda melhores, companhias inseperáveis, fontes permanentes de prazer. Precisam estar sempre à mão, na mesa-de-cabeceira. No grand finale da segunda edição da Festa Literária Internacional de Parati, escritores brasileiros e estrangeiros falam de seus livros de devoção. Termina a FLIP de 2004. Começa a de 2005.

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Veredas da Literatura (Oficina Literária)

Com o patrocínio da VIVO acontece uma das grandes novidades da FLIP para este ano, a Oficina Literária Veredas da Literatura que tem por objetivo revelar novos talentos, estimular a redação de textos literários e promover o encontro de novos autores com escritores consagrados durante os dias do evento.

Ministrada pelo escritor Milton Hatoum, autor de Relato de um certo oriente (Prêmio Jabuti - 1989) e de Dois Irmãos, a oficina literária versará sobre o Romance. Serão três seminários que abordam questões básicas referentes à construção do romance: gênero literário, foco narrativo, personagens, enredo e tempo, para um público de 50 autores selecionados pela Comissão Organizadora, formada por Flávio Pinheiro (Diretor de Programação da FLIP), Augusto Sales (editor da revista Paralelos) e Chico Mattoso (editor da revista Ácaro).


Programa Educativo
Patrocínio Fundação Nestlé de Cultura

Em parceria com o CEDAC, a Associação Casa Azul criou o Programa Educativo da FLIP extensivo às escolas públicas da região, destinado a envolver professores e crianças nos eventos, fomentando a leitura e a apreciação da literatura brasileira e internacional. Além de uma atuação pontual para os dias específicos da FLIP, o Programa realiza um trabalho prévio com professores e alunos durante os meses que antecedem a Festa.

O Programa Educativo da FLIP iniciou seus trabalhos em abril desse ano, e seus resultados serão expostos durante a Festa, transformando-a numa ocasião de externalização dessa produção e criando um contexto de participação real dos cidadãos paratienses na festividade.

Programa de Apoio à Tradução
Iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional

A Fundação Biblioteca Nacional, um dos patrocinadores da FLIP, lançará durante a Festa o Programa de Apoio à Tradução. O objetivo do projeto é estimular a divulgação de obras brasileiras ainda não editados nos países de língua inglesa, francesa e espanhola. Para estimular a publicação de livros brasileiros no exterior, foram traduzidos os primeiros capítulos de vinte títulos importantes de nossa literatura. Durante a Festa, esses textos serão distribuídos aos estrangeiros interessados. Um apoio à tradução no valor 3 mil doláres será dado àqueles que queiram publicar quaisquer dos títulos da lista.

Programação Paralela

A programação paralela da FLIP 2004 trará filmes e peças de teatro relacionadas com a literatura no teatro e no cinema.

TEATRO: O Quadrante, de Paulo Autran e Um Porto para Elizabeth Bishop, de Regina Braga.

CINEMA: Serão apresentados seis filmes, entre eles o já consagrado Auto da Compadecida, de Guel Arraes e de Mauro Mendonça Filho, e o recém lançado Diários de Motocicleta, de Walter Salles Jr.

Consta também da Programação Paralela os shows no Café Paraty.





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