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Rally Dakar 2019 - 3ª etapa: Dia dramático com mudança de líder em três categorias por Assessoria de Imprensa - (imprensa@parisdakar.com.br)
10/01/2019


Xavier de Soultrait (Yamaha WR 450 F)
Foto: Divulgação - Eric Vargilou DPPI



Stéphane Peterhansel / David Castera (Mini John Cooper Works Buggy)
Foto: Divulgação - Marcelo Maragni



Francisco Lopez Contardo / Alvaro J.L. Quintanilla (Can-Am Maveric X3)
Foto: Divulgação - Marcelo Maragni


A 3ª etapa do Rally Dakar 2019 foi realizada nesta quarta-feira (09/01). Os competidores percorreram um total de 798 quilômetros entre San Juan de Marcona e Arequipa. A especial teve 331 quilômetros, seguida de um longo deslocamento de 460 quilômetros.

Como previsto, o trecho cronometrado foi muito difícil, com dunas, areia, travessias de erosões e rios secos. E, principalmente, uma navegação muito exigente que se tornou ainda mais complicada devido a neblina e baixa visibilidade no início do dia, causando várias baixas, inclusive entre os líderes da prova.

Nas motos o dia começou com a desistência do espanhol Joan Barreda (Honda CRF 450 Rally) que liderava o rally. No km 143, sempre num ritmo muito rápido, Barreda se precipitou e desceu um pequeno precipício numa montanha. Acabou encurralado em um vale de pedras e areia muito fofa, não conseguindo mais retornar ao percurso correto, tendo de ser socorrido pelo helicóptero da organização.

O segundo e terceiro colocados na prova, o austríaco Matthias Walkner (KTM 450 Rally), atual defensor do título, e o americano Rick Brabec (Honda CRF 450 Rally), o seguiam de perto. Eles evitaram o erro, porem perderam muito tempo com a navegação e despencaram na classificação.

O drama dos ponteiros abriu caminho para o chileno Pablo Quintanilha (Husqvarna FR 450 Rally) que assumiu a liderança da prova com a segunda classificação na especial, apenas 15 segundos atrás do francês Xavier de Soultrat (Yamaha WR 450 F), vencedor da etapa.

O argentino Kevin Benavides (Honda CRF 450 Rally) também manteve a consistência ao conquistar a terceira colocação, escalando a classificação acumulada para ocupar a vice-liderança após três etapas.

Entre os brasileiros Lincoln Berrocal (KTM 450 Rally Replica completou a etapa na 113ª posição e é o 118º na classificação acumulada. Marcos Colvero (KTM 450 Rally Replica) teve menos sorte. Sofreu uma queda e decidiu abandonar a prova.

Nos quadriciclos o argentino Jeremías González Ferioli (Yamaha Raptor 700) venceu a etapa, mas seu compatriota Nicolás Cavigliasso (Yamaha YFM 700 R) manteve a regularidade conquistando o terceiro melhor tempo e mantendo a liderança da categoria.

Nos carros as mudanças foram grandes. A dupla que liderava o rally, do sul-africano Giniel de Villiers e o alemão Dirk Von Zitzewitz (Toyota Hilux V8), perdeu mais de 50 minutos para resolver um problema mecânico e despencou na classificação.

Os espanhóis Carlos Sainz e Lucas Cruz (Mini John Cooper Works Buggy), vencedores em 2018, quebraram uma roda e a suspensão dianteira ao bater numa erosão. Eles perderam ainda mais tempo e só concluíram a etapa graças ao apoio de outros competidores, também mergulhando na classificação e dando adeus a chance de um novo título.

A dupla do francês Sébastien Loeb e o monegasco Daniel Elena (Peugeot 3008DKR) que haviam vencido a etapa anterior também perdeu tempo com dificuldades de navegação e travessia de dunas.

Num dia de tantos problemas, a dupla dos franceses Stéphane Peterhansel e David Castera (Mini John Cooper Works Buggy) soube transformar as dificuldades em oportunidade. Após quase ficar presa num funil de areia no dia anterior, de onde saiu graças à ajuda dos companheiros de equipe Cyril Despres e Jean-Paul Cottret, Peterhansel e Castera foram os mais rápidos, escalando a classificação até a terceira posição na acumulada.

A dupla formada pelo catariano Nasser Al-Attiyah e o francês Matthieu Baumel (Toyota Hilux V8), que havia feito apenas o 11º melhor tempo no dia anterior, aproveitou a oportunidade e recuperou a liderança da prova com o segundo melhor tempo na etapa.

Nos UTVs a dupla dos brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin (Can-Am Maveric X3) não conseguiu sair ilesa de problemas, mas apesar das dificuldades com a quebra de uma barra de suspensão, completou a etapa na sexta colocação.

A vitória no dia ficou com a dupla dos espanhóis Gerard Farres Guell e Daniel Oliveras (Can-Am Maveric X3) que assumiu a vice-liderança da categoria no acumulado.

Varela e Gugelmin caíram para a quarta colocação, mais de 12 minutos atrás dos novos líderes, os chilenos Francisco Lopez Contardo e Alvaro J.L. Quintanilla (Can-Am Maveric X3) que ainda não venceram nenhuma etapa, mas com uma estratégia de eficácia consistente chegaram a primeira posição.

A dupla dos brasileiros Marcos Baumgart e Kleber Cincea (Can-Am Maveric X3) fechou o dia na sétima colocação, mantendo a regularidade de bons resultados e a sexta colocação na acumulada.

Também mantendo a regularidade de bons resultados a dupla do navegador brasileiro Lourival Roldan com o português Miguel Jordão (Can-Am Maveric X3) fez o oitavo melhor tempo do dia, subindo para a sétima colocação no acumulado.

A dupla Cristian Baumgart e Beco Andreotti (Can-Am Maveric X3) conseguiu interromper a série de problemas elétricos, mas teve de parar quatro vezes, duas para troca de pneus furados e outras duas para conserto da correia do motor. Mesmo assim concluíram a etapa entre os top-10 com o nono melhor tempo. Na acumulada ocupam a 14 colocação.

A dupla Bruno Varela/Maykel Justo (Can-Am Maveric X3) voltou a enfrentar problemas, desta vez com a quebra da junta homocinética de um semi eixo. Com muita persistência concluíram a etapa e continuam na disputa, ocupando a 28ª colocação.

Nos caminhões o russo Eduard Nokolaev (Kamaz) manteve o comando da prova com a terceira colocação na etapa que foi vencida por seu companheiro de equipe, o russo Andrey Karginov.

Nesta quinta-feira (10/01) será disputada a 4ª de 10 etapas, todas em território peruano. Será uma etapa maratona onde nenhum competidor poderá contar com auxílio externo ou da equipe no acampamento final.

De Arequipa, os competidores partem para uma especial de 351 quilômetros, que será dividida em dois trechos, um inicial com 215 quilômetros, seguido de uma ligação de 55 quilômetros e um novo trecho cronometrado de 146 quilômetros.

O acampamento será dividido. As motos e quadriciclos pernoitam em Moquegua, percorrendo 551 quilômetros no total. Carros, UTVs e caminhões terão um percurso mais longo, até Tagna, completando 664 quilômetros.

Na sexta-feira, segundo dia da etapa Maratona, todos retornam para Arequipa, onde acontece o dia de descanso, no sábado.




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