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Rally Dakar 2019 - 8ª etapa: Revés para os líderes das motos, UTVs e caminhões por Assessoria de Imprensa - (imprensa@parisdakar.com.br)
16/01/2019


Miguel Jordão / Lourival Roldan (Can-Am Maverick X3)
Foto: Divulgação - Antonin Vicent DPPI



Ricky Brabec (Honda CRF 450 Rally)
Foto: Divulgação - DPPI



Eduard Nikolaev / Evgeny Yakolev / Vladimir Rybakov (Kamaz)
Foto: Divulgação - Marcelo Maragni


A 8ª etapa do Rally Dakar 2019 foi realizada nesta terça-feira (15/01). Os competidores partiram de San Juan de Marcona para chegar a Pisco, num percurso total de 575 quilômetros, sendo 215 quilômetros de deslocamentos e o trecho cronometrado com 360 quilômetros dividido em duas partes. As grandes dunas, trechos de praias e areia muito fofa formaram o cenário de mudanças importantes em três categorias.

O líder das motos abandonou a prova devido à quebra do motor de sua Honda CRF 450 Rally. Foi um forte revés para o americano Rick Brabec. Ele vinha fazendo uma prova perfeita. Brabec também não completou o Dakar em 2018 devido ao mesmo problema quando faltavam apenas três dias de competição.

Entre os UTVs a dupla dos brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin (Can-Am Maveric X3) teve um dia de problemas. Após retomar a liderança ao final da etapa anterior, próximos aos 100 quilômetros da especial, um forte impacto provocou a quebra do pivô da bandeja da suspenção dianteira. A dupla perdeu mais de 60 minutos para fazer o reparo, prejuízo que só não foi maior graças à ajuda da dupla Bruno Varela/Maykel Justo (Can-Am Maveric X3) que parou para auxiliar na manutenção e da dupla Lourival Roldan e Miguel Jordão (Can-Am Maveric X3) que emprestou a peça.

Não bastasse este infortúnio, quando faltavam apenas 400 metros para completar o percurso, uma nova quebra, desta vez da correia e mais alguns minutos perdidos. Ao menos a dupla completou a etapa, na 15ª colocação, mas despencou para a quarta colocação na classificação acumulada.

Na categoria Caminhões o russo Eduard Nikolaev (Kamaz) liderava a prova desde o primeiro dia de competição. Ele também não saiu ileso. Ficou atolado nas areias fofas, perdendo mais de 59 minutos para seu companheiro de equipe, o russo Dmitry Sotnikov que venceu a etapa e assumiu a primeira colocação. Nikolaev é o vice-líder, mas terá de tirar 26 minutos para repetir o título de 2018.

A mudança na liderança da categoria motos não foi uma surpresa, já que nas sete etapas anteriores nenhum piloto havia mantido a primeira posição por dois dias seguidos. Porém, o abandono de Brabec com apenas dois dias para o final da competição foi inesperado.

O Dakar é assim, tristeza de um, alegria de outros. O austríaco Matthias Walkner (KTM 450 Rally), defensor do título de 2018, venceu a etapa com uma pequena vantagem sobre o chileno Pablo Quintanilla (Husqvarna FR 450 Rally). Completando o pódio do dia, mesmo sofrendo com as dores cada vez mais fortes no pulso direito, chegou o austríaco Toby Price (KTM 450 Rally).

Com o resultado o trio assumiu o comando da prova, já que o francês Adrien Van Beveren (Yamaha WR 450 F) perdeu quase 12 nove minutos, fazendo o sexto tempo do dia e caindo da vice-liderança para a quarta colocação.

Após oito etapas Price lidera com pouco mais de um minuto de vantagem sobre Quintanilla. Walkner vem seis minutos atrás do líder, na terceira colocação.

Outro piloto que gostaria de apagar este dia de sua memória foi o inglês Sam Sunderland (KTM 450 Rally). Vencedor da etapa anterior, Sunderland deveria largar na frente, mas problemas em sua moto no momento da largada da especial provocaram um atraso. Sumderland também recebeu ajuda dos mecânicos, e apesar de ter concluído a etapa com o quarto melhor tempo, o que o manteria na disputa pelo bicampeonato, recebeu uma penalização de uma hora, despencando para a nona colocação no acumulado.

Já nos quadriciclos se tornou bastante previsível o sucesso do argentino Nicolás Cavigliasso (Yamaha YFM 700 R). Ele conquistou a sétima vitória em oito etapas, ampliando para 84 minutos a vantagem sobre o segundo colocado, seu compatriota Jeremías González Ferioli (Yamaha Raptor 700).

Nos carros, após os problemas e tempo perdido na etapa anterior, a dupla Sébastien Loeb e Daniel Elena (Peugeot 3008DKR) foi a mais rápida. Os nove vezes campeões do WRC largaram no pelotão intermediário, tendo a navegação facilitada pelos rastros. Sempre muito rápidos eles conseguiram evitar os erros de navegação e atoleiros escondidos nas dunas causaram prejuízos para a dupla Stéphane Peterhansel e David Castera (Mini John Cooper Works Buggy) e seus companheiros de equipe, os franceses Cyril Despres e Jean-Paul Cottret e os espanhóis Carlos Sainz e Lucas Cruz.

Com o resultado Loeb e Elena subiram para a terceira colocação na classificação acumulada, ficando a apenas 15 segundos da dupla dos espanhóis Nani Roma/Alex Haro Bravo (Mini ALL4 Racing), que mais uma vez manteve a regularidade e ficou entre os melhores do dia, realizando o quinto melhor tempo e subindo para a vice-liderança na classificação acumulada.

Peterhansel e Castera, vencedores da etapa anterior, sofreram com a novidade da etapa. A organização havia estabelecido que as 10 primeiras motos largariam mescladas com os 10 primeiros carros e cinco caminhões com as melhores classificações. Com poucos rastros, os franceses atolaram duas vezes, perdendo mais de 30 minutos, concluindo o dia na oitava colocação e caindo para a quarta colocação na geral. O sonho do 14º título de Peterhansel parece estar adiado.

Por outro lado, a dupla Nasser Al-Attiyah e Matthieu Baumel (Toyota Hilux V8) continuou a ampliar sua vantagem na liderança da prova ao repetir pelo quarto dia consecutivo a conquista do segundo melhor tempo. Seu único contratempo foi um pneu furado. Com mais de 46 minutos de margem o segundo colocado, Nasser está próximo de comemorar seu terceiro título, o primeiro da Toyota na geral dos carros do Dakar.

Como nas seis etapas anteriores, a liderança da categoria UTV mudou de mãos. Com os problemas de Varela e Gugelmin, e uma excepcional regularidade de bons resultados, os chilenos Francisco Lopez Contardo e Alvaro J.L. Quintanilla (Can-Am Maveric X3) venceram pelo quarto dia consecutivo. Graças a uma eficácia consistente após os problemas na terceira etapa, são os novos líderes.

Contrastando com o resultado dos campeões de 2018, a dupla Cristian Baumgart e Beco Andreotti (Can-Am Maveric X3) conquistou seu melhor resultado nesta 41ª edição do Dakar. Estreantes na prova, ficaram com a segunda colocação na etapa, subindo para a sétima colocação na acumulada.

Seus companheiros de equipe tiveram os tradicionais problemas com a correia e pneu, mas o dia foi positivo. A dupla Marcos Baumgart e Kleber Cincea fez o nono tempo na etapa, mantendo a sexta colocação na acumulada.

Mesmo com a parada para emprestar a peça para Reinaldo e Gustavo, a dupla do navegador brasileiro Lourival Roldan com o português Miguel Jordão (Can-Am Maveric X3) fez o oitavo melhor tempo do dia, mas perdeu uma posição na acumulada, onde ocupam a oitava colocação.

Após a parada de mais de 60 minutos para ajudar se pai de Bruno Varela, Bruno e Maykel concluíram a etapa na 21ª colocação, mesma posição que ocupam na acumulada.

Nesta quarta-feira (16/01) será disputada a 9ª e penúltima etapa do Dakar 2019. Será um laço, partindo e retornando a Pisco com 409 quilômetros a serem percorridos, sendo 96 quilômetros de deslocamentos e o trecho cronometrado com 31



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