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Minha 1ª participação no Rally Dakar
por Por Klever Kolberg, da Equipe Petrobras Lubrax - (imprensa@parisdakar.com.br)
05/07/2005


Klever Kolberg
Foto: Donizetti Castilho


*Artigo exclusivo para a Revista Universo Rally, edição de número 18.

Em janeiro de 2006 eu e o André Azevedo estaremos comemorando nossa 19ª participação consecutiva no Rally Dakar. Faz bastante tempo a primeira vez, e para não contrariar o slogan que virou ditado, “a primeira ninguém esquece”, nada como um bom exercício de memória, dedicando esta estréia na revista Universo Rally àquela história que mudou o rumo de nossas vidas.

Até junho de 1987 nós éramos dois ilustres desconhecidos pilotos de moto no Brasil. Engenheiros durante a semana, trilheiros de moto aos sábados, domingos e feriados. As competições de Enduro de Regularidade eram um hobby, e provas de três ou quatro dias, como o Enduro da Independência, eram o máximo, exigiam muito planejamento e contorcionismo, para não dizer favores de muitos amigos, já que patrocínio praticamente não existia.

Como para quem acredita em sonhos o impossível também não existe, tivemos a cara de pau de ir à luta para buscar recursos pensando em representar o Brasil no Rally Paris-Dakar. Ainda bem que competíamos de moto, categoria onde que se por um lado a participação é mais dura e perigosa, ao menos é mais barata em relação aos carros no Dakar. Mas como nosso parâmetro era de um mundo bem mais embaixo, se já era um sufoco conseguir uma verbinha para pagar uma pensão em Juiz de Fora, imagine se meter numa prova onde seriam necessários 200 mil dólares.

Com muita persistência conquistamos a confiança de alguns parceiros, vendemos nossos carros e outras bugigangas e chegamos a Paris com 60 mil dólares. Mal dava para pagar as inscrições, comprar as motos, trocar algumas peças (o que muitos chamavam de preparação) e comer um menu no bar ao lado da oficina. Verdade, na época não tínhamos dinheiro nem para a tal pensão mineira. Fomos acolhidos por boas almas amigas.

Mas não pensem que trocar as tais peças era fácil. Hoje você compra na internet uma KTM 660 muito parecida com a dos pilotos oficiais, pronta para correr, por um preço amigo. Naquela época nem tinha internet, muito menos KTM 660 ou preço amigo. Pagamos uma grana por uma Yamaha Ténéré 600, e foi um sufoco encontrar tanques de 50 litros, e tudo mais que era o mínimo necessário para se enquadrar no regulamento. O resultado final comparando-se a moto que o Jean tem hoje, era como colocar um Jeep dos anos 50 ao lado de uma Pajero Full. Sem querer desmerecer a brava, valente e resistente Ténéré. Vencemos tantas barreiras antes da largada, que do sonho da participação, passamos por cima do capítulo seguinte, que seria tentar terminar a prova e já largamos sonhando com um bom resultado.

Sonho que não tardou a se tornar um pesadelo. Foi um, ou na minha opinião, o Dakar mais duro da história. A segunda etapa africana foi uma verdadeira armadilha, 600 km de dunas entre El Oued e Hassi Messaoud, na Argélia. Dos 620 veículos que largaram, apenas 305 continuaram na prova e em Dakar foram meros 151, entre motos, carros e caminhões.

Posso adiantar que nem chegamos perto de Dakar, mas na próxima coluna eu conto mais detalhes desta primeira experiência, que são muitos.

Ajude-nos a escrever o próximo artigo. Faça perguntas, envie sugestões e tire suas dúvidas no site www.parisdakar.com.br

Klever Kolberg, 43, é piloto do Mitsubishi da Equipe Petrobras Lubrax

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Petrobras Distribuidora, Mitsubishi Motors do Brasil, Pirelli, e apoio da Minoica Global Logistics, Banco DaimlerChrysler, Mercedes-Benz Caminhões, Mercedes Seguros, Controlsat Rastreamento de Frotas, Eurofarma, Planac Informática, Telenor Satellite Services AS, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Artfix, ZF do Brasil, Behr, Sadia e Dakar Promoções.

Assessoria de Imprensa Equipe Petrobras Lubrax
Ana Carolina Vieira
E-mails: imprensa@parisdakar.com.br
Pabx: (11) 3865-5741



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