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Na Rota do Sertões 2005: Mudanças
por Klever Kolberg, da Equipe Petrobras Lubrax - (parisdakar@parisdakar.com.br)
07/08/2005

Desde meu primeiro Dakar, em 1988, perdi a conta do número de mudanças que aconteceram no regulamento da prova. Foram tantas novidades que já me habituei a conviver com elas. A maioria destas modificações tentam aumentar a competitividade e, principalmente, elevar a segurança. O Rally dos Sertões também vem aprimorando suas regras para diminuir os risco dos participantes.

Este ano, a primeira grande novidade da prova brasileira está entre as motos. Como a categoria será válida pelo Campeonato Mundial de Rally da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), algumas mudanças foram necessárias. A autonomia das motos subiu para 200 quilômetros. Ou seja, elas estarão carregando mais gasolina e, conseqüentemente, pesarão mais. A pilotagem fica mais difícil, tanto do lado técnico, como físico. Para complicar ainda mais a vida dos pilotos brasileiros, muitos estrangeiros de primeira linha são esperados no grid de largada.

Nos carros, a capacidade do tanque de combustível também subiu. Nosso Mitsubishi L200 Evo teve de passar de 140 para 250 litros, buscando uma margem de segurança para os 400 quilômetros de autonomia. Para comparar: no Dakar, nosso Pajero leva 500 litros para um percurso de 900 quilômetros.

Seguindo o que aconteceu com os caminhões no Dakar 2005 e o que já foi anunciado como regra para motos e caminhões em 2006, o rali dos Sertões limitou a velocidade em 150 km/h para as três categorias. Nas motos será um grande teste, já que o piloto, além de ter de desviar os olhos da pista para acompanhar a planilha agora também precisará estar atento ao velocímetro. Para carros e caminhões ficou estabelecido ainda um limite de velocidade ao se transpor pontes e mata-burros. A idéia é conservar estes obstáculos, que estão em estado precário.

Para evitar penalizações por excesso de velocidade, nossa L200 ganhou um aparelho que emite um sinal sonoro sempre que o carro atinge a velocidade selecionada. O som lembra o de uma ambulância. Mesmo assim, com tanto controle da organização, será muito fácil receber uma penalização. Ainda falta um regulamento ou um instrumento para que nós, pilotos, possamos controlar a organização. Afinal, ela também tem cometido falhas que, involuntariamente, colocam nossa pele em risco. De qualquer forma, espero que as medidas funcionem. Em nome da segurança, mudanças são sempre bem-vindas.

Ajude-me a escrever o próximo artigo. Faça perguntas, envie sugestões e tire suas dúvidas através do site www.parisdakar.com.br

Klever Kolberg, 43, é piloto do Mitsubishi da Equipe Petrobras Lubrax

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Petrobras Distribuidora, Mitsubishi Motors do Brasil, Pirelli, e apoio da Minoica Global Logistics, Banco DaimlerChrysler, Mercedes-Benz Caminhões, Mercedes Seguros, Controlsat Rastreamento de Frotas, Eurofarma, Planac Informática, Telenor Satellite Services AS, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Artfix, TAM Viagens, BorgWarner, ZF do Brasil, Behr, Sadia e Dakar Promoções.


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