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Na Rota do Sertões 2005: Dicionário do Rali
por Klever Kolberg, da Equipe Petrobras Lubrax - (dakar@parisdakar.com.br)
10/08/2005
Faça uma busca com a palavra “rally” no Google. Para o seu deleite, surgirão 16 milhões de páginas de todas as partes do mundo. Como o esporte cada dia atrai um número maior de fãs e participantes, decidi preparar um pequeno glossário para iniciantes.
Planilha – é o conjunto de informações para se percorrer a trilha, o mapa do tesouro. Traz as referências e as distâncias entre elas. Mostra a direção e o sentido a seguir. Alerta sobre os principais pontos de perigo. Só é apresentada às vésperas da largada, evitando treinos e reconhecimentos. É um verdadeiro guia para os competidores, que devem confiar nela de olhos fechados. No entanto, infelizmente pode conter erros, que provocam discórdias e podem causar acidentes, como o “vôo” do meu Mitsubishi sobre uma ponte no Sertões 2004.
Trechos de velocidade – Contra o relógio, vence o mais rápido.
Trecho de deslocamentos - Utilizado para se deslocar através de cidades ou vias públicas que não podem ser isoladas. Há um tempo limite para percorrer esta parte com tranqüilidade. Só não dá tempo para fazer um piquenique ou visitar o shopping.
PCs – Postos de Controle - Em pontos como largada, chegada, zonas de radar, haverá fiscais. Atualmente estão sendo substituídos por aparelhos eletrônicos que monitoram o nosso desempenho com satélites. No Brasil é chamado de Spy, um dedo-duro eletrônico.
Cureca – Aquela caveirinha que indica perigo. Freqüenta a planilha do Sertões. Você pode encontrar de uma a quatro, quanto mais curecas, maior o risco.
DEPS – Como não há espaço para escrever frases longas na planilha, utilizam-se abreviações. Esta é para Depressão de Poça Seca, um tipo de valeta que aparece onde a água empossa, formando um salto perigoso.
MB, MBVL, MBVC – Mata-burro. No interior, especialmente em Minas Gerais, criou-se uma variedade de modelos, como com Vão Lateral, com Vão Central e outras peculiaridades da literatura brasileira. Difícil é explicar isto para um estrangeiro?
Pé no Porão – Pisar fundo.
Telegrafar – O oposto do pé no porão. O piloto vacila e freia muito antes da curva.
Cozinha – O final da fila de largada, os últimos classificados. Não é o local onde se preparam alimentos, mas você tem toda a liberdade para conhecer, embora num rali seja o local que ninguém quer freqüentar.
Espero que você tenha gostado dos artigos. No final do ano, quando estiver fazendo as malas para mais um Rally Paris-Dakar, volto a escrever. Conto com sua ajuda. Envie perguntas, sugestões e dúvidas pelo site www.parisdakar.com.br
Klever Kolberg, 43, é piloto do Mitsubishi da Equipe Petrobras Lubrax
A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Petrobras Distribuidora, Mitsubishi Motors do Brasil, Pirelli, e apoio da Minoica Global Logistics, Banco DaimlerChrysler, Mercedes-Benz Caminhões, Mercedes Seguros, Controlsat Rastreamento de Frotas, Eurofarma, Planac Informática, Telenor Satellite Services AS, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Artfix, TAM Viagens, BorgWarner, ZF do Brasil, Behr, Sadia e Dakar Promoções.
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