Klever Kolberg e Equipe Valtra no Facebook Klever Kolberg e Equipe Valtra no Twitter
Klever Kolberg e Equipe Valtra no You Tube Klever Kolberg e Equipe Valtra no Flickr
Rally Paris Dakar

A HISTÓRIA EDIÇÕES ANO A ANO CAMPEÕES FAQ

A história do Dakar ano a ano

"Um desafio para os que vão; um sonho para os que ficam" – Thierry Sabine

Em 1977 o francês Thierry Sabine se perdeu no deserto da Líbia enquanto disputava o Rally Abidjan-Nice na categoria motos. Depois de ficar alguns dias completamente sozinho ele foi resgatado por uma aeronave. Ele voltou para a França enfeitiçado pelo deserto. Prometeu que dividiria essa paixão com o máximo de pessoas possível. Sabine imaginou uma rota começando na Europa e cruzando desertos e terminando em Dakar. O projeto foi tomando forma rapidamente.

Os nomes das cidades de largada e chegada da competição, Paris e Dakar, se tornariam conhecidos nos quatro cantos do mundo como a maior prova off road já criada pelo homem. O Dakar abriu as portas para um mundo desconhecido, a África. "O Paris-Dakar é um desafio para os que vão. Um sonho para os que ficam", disse Thierry Sabine.

O Primeiro Ano: 1979 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Níger, Mali, Alto Volta (desde 04/08/1984 passou a chamar Burkina Faso) e Senegal.
Total: 10.000 km
Total cronometrado: 3.168 km
Largada: 26/12/1978 - Paris (Trocadéro)
Chegada: 14/01/1979 - Dakar (Lago Rosa)


182 competidores, uma só categoria (não havia divisão entre motos, carros e caminhões): 90 motocicletas, 80 carros, 12 caminhões.
74 competidores cruzaram a linha de chegada

Classificação final:
1. Cyril Neveu (Fra) YAMAHA
2. Gilles Comte (Fra) YAMAHA
3. Philippe Vassard (Fra) HONDA
4. Genestier/Terblaut/Lemodant (Fra) RANG ROVER
5. Claude Mareau/Bernard Mareau (Fra) RENAULT

No dia 26 de dezembro de 1978 Thierry Sabine viu o sonho dele se tornar realidade com a largada do primeiro Dakar, na Place du Trocadéro, em frente à Torre Eiffel, na capital francesa. Cento e setenta concorrentes partiram para a aventura num percurso de 10.000 quilômetros pela França, Espanha, Argélia, Niger, Mali e Senegal. Nesta primeira edição motos, carros e caminhões competiram em uma categoria única e o campeão foi um jovem piloto ainda desconhecido chamado Cyril Neveu, com uma motocicleta Yamaha XT 500.

"Eu tinha 21 anos, possuía experiência na África com o Rally Abidjan-Nice. Eu era como todos os outros: um novato que pegou no guidão de uma XT 500". Nesta primeira experiência a descoberta da possibilidade de ultrapassar os próprios limites estava em primeiro plano. Com certeza, este primeiro Dakar mudou a vida de cada competidor.


1980 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Mali, Mauritânia, Níger, Burkina Faso e Senegal.
Total: 10.000 km
Total cronometrado: 4.059 km
Largada: 01/01/1980 - Paris (Trocadéro)
Chegada: 21/01/1980 - Dakar (Lago Rosa)


216 competidores: 90 motocicletas, 116 carros, 10 caminhões
81 competidores cruzaram a linha de chegada: 25 motocicletas, 49 carros e 7 caminhões

Vencedor Motos: Cyril Neveu (Fra) YAMAHA
Vencedor Carros: Kotulinsky/Luffelman (Ale) VOLKSWAGEN
Vencedor Caminhões: Ataquat/Boukrif/Kaoula (Fra) SONACOME

O Dakar obteve imediatamente um grande sucesso e foi uma paixão total tanto para os competidores como também para os organizadores. As grandes marcas participantes naquele ano eram Yamaha, Volkswagen, Lada e BMW. Cyril Neveu ganhou pela segunda vez consecutiva com uma Yamaha. Na recém-criada categoria carros, Freddy Kotulinsky e Luffelman, de Volkswagen, foram os vencedores. E nos caminhões Ataquat/Boukrif/Kaoula ganharam com a marca Sonacome.


1981 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Mali, Burkina Faso, Costa do Marfim e Senegal.
Total: 6.263 km
Total cronometrado: 3.357 km
Largada: 01/01/1981 - Paris (Trocadéro)
Chegada: 20/01/1981 - Dakar (Lago Rosa)


291 competidores: 106 motocicletas, 170 carros, 15 caminhões
91 competidores cruzaram a linha de chegada: 28 motocicletas, 60 carros e 3 caminhões

Vencedor Motos: Hubert Auriol (Fra) BMW
Vencedor Carros: Metge/Giroux (Fra) RANGE ROVER
Vencedor Caminhões: Villette/Gabrielle/Voillerau (Fra) ALM/ACMAT

Se o ano da primeira edição do rali foi sem dúvida o mais marcante, 1981 foi o mais emocionante. A prova atraiu multidões. O embarque dos veículos para a África foi um espetáculo à parte. Todos os tipos de veículos estavam presentes na largada (4x4, buggies, side-cars), alguns inesperados como, o Rolls-Royce de Thierry de Montcorgé ou o Citroën CX de Jacky Ickx e de Claude Brasseur.

"Reunir" era a vontade de Thierry Sabine, mas "prudência" também era a palavra de ordem, como mostra Michel Merel. "A pista é como o mar: não se brinca com ela". Hubert Auriol venceu a prova na categoria moto com uma BMW. A dupla Metge/Giroux, de Range Rover, foi a ganhadora nos carros.


1982 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Mali, e Senegal.
Total: 9.393 km
Total cronometrado: 5.963 km
Largada: 01/01/1982 - Paris (Place de la Concorde)
Chegada: 20/01/1982 - Dakar (Lago Rosa)


385 competidores: 129 motocicletas, 233 carros, 23 caminhões
127 competidores cruzaram a linha de chegada: 33 motocicletas, 94 carros

Vencedor Motos: Cyril Neveu (Fra) HONDA
Vencedor Carros: Claude Marreau/Bernard Marreau (Fra) RENAULT
Vencedor Caminhões: Groine/De Saulieu/Malferiol (Fra) MERCEDES

A largada foi dada na Place de la Concorde, em Paris. 382 competidores estavam presentes no início da prova, isto é, mais que o dobro em 1979. Os irmãos Marreau, conhecidos como "as raposas do deserto", venceram com um Renault 20. Cyril Neveu continuava crescendo. Ele venceu o Dakar com uma moto Honda e deu ao grupo japonês a primeira de várias vitórias. A edição foi marcada pela presença do filho da primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher, Mark Thatcher, que se perdeu durante a prova.


1983 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Níger, Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Costa do Marfim e Senegal
Total: 12.000 km
Total cronometrado: 5.210 km
Largada: 01/01/1983 - Paris (Place de la Concorde)
Chegada: 20/01/1983 - Dakar (Lago Rosa)


385 competidores: 132 motocicletas, 253 carros e caminhões.
123 competidores cruzaram a linha de chegada: 29 motocicletas, 94 carros e caminhões.

Vencedor Motos: Hubert Auriol (Fra) BMW
Vencedor Carros: Ickx/Brasseur (Bel/Fra) MERCEDES
Vencedor Caminhões: Groine/De Saulieu/Malferiol (Fra) MERCEDES

Pela primeira vez o deserto de Ténéré foi cruzado pelo rali e as paisagens fizeram com que todos os competidores e espectadores sonhassem, como Thierry Sabine. Mas os elementos naturais fizeram um grande estrago: pegos por uma terrível tempestade de areia, sem nenhuma visibilidade, quarenta competidores ficaram perdidos. Felizmente, todos foram salvos em quatro dias. "Thierry Sabine nos dava a impressão de ser Deus, nos olhando do helicóptero, indo atrás dos que estavam perdidos", disse Nicole Maitrot, que competiu naquele ano. Estes pequenos episódios, entretanto, serviram para reforçar a lenda do Dakar e a grandiosa vitória de Hubert Auriol, que ganhou a etapa no deserto de Ténéré com mais de uma hora de vantagem para os outros competidores com uma moto BMW. Na categoria carros, a vitória ficou com a dupla Ickx/Brasseur (Mercedes). Groine/De Saulieu/Malferiol foram bicampeões nos caminhões (Mercedes).


1984 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Níger, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné, Sierra Leoa e Senegal.
Total: 12.000 km
Total cronometrado: 5.882 km
Largada: 01/01/1984 - Paris (Place de la Concorde)
Chegada: 20/01/1984 - Dakar (Lago Rosa)


427 competidores: 114 motocicletas, 313 carros e caminhões.
148 competidores cruzaram a linha de chegada: 50 motocicletas, 98 carros e caminhões.

Vencedor Motos: Gaston Rahier (Bel) BMW
Vencedor Carros: Metge/Lemoyne (Fra) PORSCHE 911
Vencedor Caminhões: Lalleu/Durce (Fra) MERCEDES

Com a ideia de "fazer com que os que ficaram sonhassem ainda mais", Thierry Sabine decidiu quebrar fronteiras. Para dar à competição uma nova dimensão, ele conseguiu o impossível: o rali passou pela Guiné e Sierra Leoa. O número de inscrições cresceu e chegou a 427. A atenção dos espectadores ficou voltada para a corrida dos carros: Jacky Ickx convenceu a Porsche a inscrever uma equipe. Os grandes vencedores foram Metge/Lemoyne (Porsche), na categoria carros, e Gaston Rahier na categoria motos com uma BMW. Na categoria caminhões, a vitória ficou com a dupla Lalleu/Durce (Mercedes).


1985 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Níger, Mali, Mauritânia e Senegal.
Total: 14.000 km
Total cronometrado: 7.470 km
Largada: 01/01/1985 - Versailles (Place d'Armes)
Chegada: 22/01/1985 - Dakar (Lago Rosa)


552 competidores: 135 motocicletas, 362 carros e 55 caminhões.
146 competidores cruzaram a linha de chegada: 25 motocicletas, 101 carros e 20 caminhões.

Vencedor Motos: Gaston Rahier (Bel) BMW
Vencedor Carros: Zaniroli/Da Silva (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Capito/Capito (Ale) MERCEDES

A largada foi em Versailles, cidade próxima a Paris. O Mitsubishi Pajero obteve uma excelente performance e esta foi apenas a terceira participação do carro. Patrick Zaniroli e o navegador Jean Da Silva escaparam de todas as armadilhas na Mauritânia e deram à montadora japonesa a vitória. Hubert Auriol deixou a moto BMW e formou a equipe Ligier-Cagiva. Gaston Rahier repetiu o sucesso com uma BMW e terminou na primeira posição nas motos. A marca Mercedes, na categoria caminhões, consagrou-se campeã com a dupla Capito/Capito.


1986 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Níger, Mali, Mauritânia, Burkina Faso, Guiné e Senegal.
Total: 15.000 km
Total cronometrado: 7.731 km
Largada: 01/01/1986 - Versailles (Place d'Armes)
Chegada: 22/01/1986 - Dakar (Lago Rosa)


486 competidores: 131 motocicletas, 282 carros e 73 caminhões.
100 competidores cruzaram a linha de chegada: 29 motocicletas, 71 carros e caminhões.

Vencedor Motos: Cyril Neveu (Fra) HONDA NXR
Vencedor Carros: Metge/Lemoyne (Fra) PORSCHE 959
Vencedor Caminhões: Vismara/Minelli (Ita) UNIMOG MERCEDES

O ano sombrio. O criador do Rally Paris-Dakar, Thierry Sabine, o cantor francês Daniel Balavoine, a jornalista Nathaly Odent, o piloto de helicóptero François Xavier-Bagnoud e o técnico de rádio Jean-Paul Le Fur morreram em um acidente de helicóptero. Diz a história que na hora do acidente acontecia uma tempestade de areia. Patrick Verdoy e Gilbert Sabine, pai de Thierry, assumiram o comando do rali. Cyril Neveu ganhou nas motos com uma Honda e nos carros a dupla Metge/Lemoyne (Porsche) venceu a prova. As cinzas de Thierry Sabine foram jogadas no deserto.


1987 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Níger, Mali, Mauritânia e Senegal
Total: 13.000 km
Total cronometrado: 8.315 km
Largada: 01/01/1987 - Versailles (Place d'Armes)
Chegada: 22/01/1987 - Dakar (Lago Rosa)


539 competidores: 154 motocicletas, 312 carros e 73 caminhões.
124 competidores cruzaram a linha de chegada: 26 motocicletas, 98 carros e caminhões.

Vencedor Motos: Cyril Neveu (Fra) HONDA NXR
Vencedor Carros: Ari Vatanen/Bernard Giroux (Fin) PEUGEOT 205
Vencedor Caminhões: De Rooy/Geusens/Van (Hol) DAF

O rali sobrevive. Gilbert Sabine assumiu o controle da prova com a ajuda da dupla Verdoy-Metge. O Dakar não parou de se desenvolver, especialmente com a chegada de uma nova montadora, a Peugeot.
Com Peugeot, Ari Vatanen e Bernard Giroux venceram a categoria Carros.
Hubert Auriol, Cyril Neveu e Gaston Rahier brigavam pelo título na categoria Motos. Perto da vitória, Hubert Auriol foi vítima de uma terrível queda e quebrou os dois tornozelos. Cyril Neveu venceu pela quinta vez o Rally Paris-Dakar.
O trio De Rooy/Geusens/Van venceu nos caminhões com um DAF.


1988 Rally Paris-Alger-Dakar

Países cruzados: França, Argélia, Níger, Mali, Mauritânia e Senegal.
Total: 12.874 km
Total cronometrado: 6.605 km
Largada: 01/01/1988 - Versailles (Place d'Armes)
Chegada: 22/01/1988 - Dakar (Lago Rosa)


603 competidores: 183 motocicletas, 311 carros e 109 caminhões.
151 competidores cruzaram a linha de chegada: 34 motocicletas, 117 carros e caminhões.

Vencedor Motos: Edi Orioli (Ita) HONDA NXR
Vencedor Carros: Juha Kankkunen /Piironen (Fin) PEUGEOT 205
Vencedor Caminhões: Loprais/Stachura/Ingmuck (R. Tch) TATRA

Todos os recordes batidos! Este ano, o número de participantes passou de 600. Um ótimo sinal para o rali que estava completando 10 anos.
Mais de 100 competidores abandonaram a competição na etapa de El Oued, que era particularmente árdua. Ari Vatanen teve seu veículo, um Peugeot 405 T16, roubado. Até hoje essa história protagonizada por Vatanen ainda gera versões diferentes. A dupla Kankkunen/Pironen venceu nos carros com um Peugeot. O italiano Edi Orioli foi o vencedor entre as motos com uma Honda.
Devido ao terrível acidente com o caminhão protótipo DAF, cujo navegador alemão Van Loevezijn morreu, Jan de Rooy retirou a equipe da prova. Os checos Loprais/Stachura/Muck, de Tatra, levaram o título nos caminhões. Os brasileiros André Azevedo e Klever Kolberg fazem a primeira participação no Dakar, na categoria Motos Maratona, com Yamaha XT 600 Ténéré. Ambos abandonaram sem concluir o percurso.


1989 Rally Paris-Tunis-Dakar

Países cruzados: França, Espanha, Tunísia, Líbia, Níger, Mali, Guiné e Senegal.
Total: 10.831 km
Total cronometrado: 6.605 km
Largada: 25/12/1988 – Paris (Porte de Versailles)
Chegada: 13/01/1989 - Dakar (Lago Rosa)


473 competidores: 155 motocicletas, 241 carros e 77 caminhões.
209 competidores cruzaram a linha de chegada: 60 motocicletas, 100 carros e 49 caminhões.

Vencedor Motos: Gilles Lalay (Fra) HONDA NXR
Vencedor Carros: Ari Vatanen /Berglund (Fin) PEUGEOT 405
Vencedor Caminhões: nesta edição só participaram caminhões de assistência

Após 11 anos desembarcando na África em Alger, capital da Argélia, o destino muda para evitar os problemas com guerrilheiros. A caravana entra pela Tunísia e segue para a Líbia. Ari Vatanen teve a sua vingança ganhando a prova na categoria carros com um Peugeot 405 T16.

Nesta edição a Yamaha investiu todo o dinheiro num jovem piloto: Stéphane Peterhansel, mas o francês Gilles Lalay (Honda) foi campeão. André Azevedo e Klever Kolberg voltam a participar da prova, melhoram seu desempenho, mas sem qualquer apoio, peças e pneus de reposição, são forçados a abandonar a prova no meio do deserto líbio.


1990 Rally Paris-Tripoli-Dakar

Países cruzados: França, Líbia, Níger, Chade, Mali, Mauritânia e Senegal.
Total: 11.420 km
Total cronometrado: 8.564 km
Largada: 25/12/1989 – Paris
Chegada: 16/01/1990 - Dakar (Lago Rosa)


465 competidores: 136 motocicletas, 236 carros e 93 caminhões.
133 competidores cruzaram a linha de chegada: 46 motocicletas, 64 carros e 23 caminhões.

Vencedor Motos: Edi Orioli (Ita) CAGIVA
Vencedor Carros: Ari Vatanen /Berglund (Fin) PEUGEOT 405
Vencedor Caminhões: Villa/Delfino/Vinante (Ita) PERLINI

De volta à Líbia, os 465 competidores encontraram um deserto cheio de armadilhas. "O deserto, à noite, é sempre impressionante. Você não ouve nada. É um vazio absoluto", diz Stéphane Peterhansel, piloto de moto. Nos carros, desde a segunda etapa, a equipe Mitsubishi vê a vitória se perder no ar. Todas as esperanças ficaram para a Peugeot, que contabilizou o primeiro lugar no Dakar pela terceira vez.

Na categoria Motos, Edi Orioli ficou na primeira posição com uma Cagiva. André Azevedo e Klever Kolberg competem pelo terceiro ano consecutivo. O motor da Yamaha XT 600 Ténéré de Klever quebra após a metade da prova. André segue sozinho e se torna o primeiro sul-americano a subir ao pódio do Dakar, sendo vice-campeão na categoria Motos 600cc.


1991 Rally Paris-Tripoli-Dakar

Países cruzados: França, Líbia, Níger, Mali, Mauritânia e Senegal.
Total: 9.186 km
Total cronometrado: 6.747 km
Largada: 29/12/1990 – Paris (Chevilly)
Chegada: 17/01/1991 - Dakar (Lago Rosa)


406 competidores: 113 motocicletas, 184 carros e 109 caminhões.
174 competidores cruzaram a linha de chegada: 46 motocicletas, 128 carros e caminhões.

Vencedor Motos: Stéphane Peterhansel (Fra) YAMAHA
Vencedor Carros: Vatanen/Berglund (Fin) CITROËN ZX
Vencedor Caminhões: Houssat/De Saulieu/Bottaro (Fra) PERLINI

Na categoria Motos, Stéphane Peterhansel conquista mais uma vitória para a equipe Yamaha. Infelizmente a euforia do resultado de Peterhansel foi encurtada pelo trágico acidente que tirou a vida de Charles Cabanne, piloto de um dos caminhões de assistência da Citroën. Nos carros, a dupla Vatanen/Berglund de Citroën é campeã.

André Azevedo e Klever Kolberg partem para sua quarta participação, pela primeira vez com um apoio mais estruturado. Klever Kolberg cai quando era segundo na categoria Motos Maratona e tem uma fratura exposta no braço direito. André assume a colocação de Klever e conquista o título de campeão na categoria Motos Maratona com uma Yamaha XT 600 Ténéré. Ele é o primeiro piloto não europeu a vencer uma categoria.


1992 Rally Paris-Sirte-Le Cap

Países cruzados: França, Líbia, Níger, Chade, República da África Central, Camarões, Congo, Angola, Namíbia e África do Sul.
Total: 12.427 km
Total cronometrado: 6.263 km
Largada: 25/12/1991 – Paris (Château de Vincennes)
Chegada: 16/01/1992 – Cidade do Cabo


332 competidores: 98 motocicletas, 133 carros e 101 caminhões.
169 competidores cruzaram a linha de chegada: 45 motocicletas, 68 carros e 56 caminhões.

Vencedor Motos: Stéphane Peterhansel (Fra) YAMAHA
Vencedor Carros: Auriol/Monnet (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Perlini/Albieiro/Vinante (Ita) PERLINI

Mudança de direção do rali. A largada foi no Château de Vincennes, e Gilbert Sabine, que queria dar uma nova "vida" à competição e evitar as zonas de guerra e conflito civil na África, decidiu mudar a chegada. O Paris-Dakar tornou-se o "Paris-Le Cap" e forneceu aos competidores um cenário de tirar o fôlego. Apesar da mudança de direção, muita coisa não saiu como planejado: sete dias seguidos de tempestade de areia, Chade em guerra, um rio inundado na Namíbia: os elementos naturais explodiram.

Entretanto, os problemas não impediram Hubert Auriol de obter uma incrível vitória nos carros: "Foi a melhor. Ser o primeiro na categoria Carros, após ter vencido duas vezes nas motos, é maravilhoso".

Na categoria Motos, Stéphane Peterhansel confirmou o título. Uma grande novidade também marcou este Paris-Dakar: a chegada do GPS!

André Azevedo e Klever Kolberg marcam presença pelo quinto ano consecutivo. Desta vez com a nova Yamaha XT 660 Ténéré. Infelizmente André sofre um acidente ainda na França e abandona a prova com o pulso esquerdo quebrado. Klever Kolberg ocupava a terceira colocação na Motos Maratona quando a caravana do rally chega ao Chade e é informada que deve atravessar o território em comboio, devido a guerra civil. Não há escolta, qualquer segurança e indicações de um caminho seguro a seguir. A equipe de apoio se recusa a rodar a noite e Klever é penalizado, terminando como sétimo colocado na categoria Motos Maratona.

Gilbert Sabine foi, mais uma vez, o diretor da prova, e é muito criticado por ter forçado os competidores a andarem a noite no Chade sem qualquer segurança.


Dakar 1993: Paris-Dakar

Países cruzados: França, Marrocos, Argélia, Mauritânia e Senegal.
Total: 8.877 km
Total cronometrado: 4.476 km
Largada: 01/01/1993 – Paris (Place du Trocadéro)
Chegada: 16/01/1993 - Dakar (Lago Rosa)


153 competidores: 46 motocicletas, 65 carros e 42 caminhões.
67 competidores cruzaram a linha de chegada: 12 motocicletas, 55 carros e caminhões.

Vencedor Motos: Stéphane Peterhansel (Fra) YAMAHA
Vencedor Carros: Bruno Saby/Serieys (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Perlini/Albieiro/Vinante (Ita) PERLINI

O rali volta ao seu percurso original com a largada em Paris, no Trocadéro, e chegada em Dakar, mas o número de inscritos não foi compatível ao número de competidores presentes na largada. Já em relação ao percurso, as dunas de El Goléa foram tão horríveis quanto às de Agadem ou de El Oued. Alguns competidores ficaram presos na areia. Nos carros Hubert Auriol teve problemas nas dunas da Mauritânia. Bruno Saby vence com Mitsubishi. Stéphane Peterhansel é nova,mente campeão nas motos.

O ano foi péssimo para a economia mundial, e refletiu na dificuldade com patrocinadores. André Azevedo e Klever Kolberg voltam ao Dakar com duas Yamaha XT 660 Ténéré, mas novamente sem qualquer apoio devido à restrição orçamentária. Mesmo assim conquistam ótimos resultados para o Brasil: Klever Kolberg foi campeão na categoria Motos Maratona e quinto na geral, a melhor colocação de um brasileiro e de um piloto privado na prova. André Azevedo chegou em terceiro e completou o pódio com Klever.


Dakar 1994: Paris-Dakar-Paris

Países cruzados: França, Espanha, Marrocos, Mauritânia e Senegal.
Total: 13.379 km
Total cronometrado: 4.446 km
Largada: 28/12/1993 – Paris
Chegada: 16/01/1994 - Paris (Eurodisney)


259 competidores: 96 motocicletas, 96 carros e 28 caminhões e 39 veículos de assistência.
144 competidores cruzaram a linha de chegada: 47 motocicletas, 57 carros e 10 caminhões.

Vencedor Motos: Edi Orioli (Ita) CAGIVA
Vencedor Carros: Lartigue/Périn (Fra) CITROËN ZX
Vencedor Caminhões: Loprais/Stachura/Kalina (R. Tch) TATRA

O número de inscrições volta a subir. Gilbert Sabine e a equipe dele se retiram da organização da prova. O Paris-Dakar passa a pertencer ao grupo Amaury Sport Organisation (ASO). O percurso marca a primeira inovação do grupo: um Paris-Dakar-Paris. Mas a organização da prova comete vários erros e é acusada de ajudar a Citroën e a Cagiva, uma prova marcada por polêmicas e falta de credibilidade do organizador que é demitido após o evento.

Numa região de dunas os carros não conseguiram ultrapassar os 70 quilômetros de dunas da especial Atar-Nouadhibou. A equipe Mitsubishi persistiu, enquanto a Citroën decidiu contornar a dificuldade. Os organizadores anularam a especial. A equipe Mitsubishi, que não conseguiria mais voltar, foi obrigada a continuar a travessia pelo conjunto de dunas. Isto levou cerca de 36 horas. Exaustos, os competidores não partiram para a especial seguinte. O diretor da equipe Mitsubishi decidiu retirar os seus carros da prova. Pierre Lartigue, com um Citroën, conquistou a primeira vitória dele.

Edi Orioli, com Cagiva, venceu pela terceira vez nas motos. O Tatra de Loprais/Stachura/Kalina venceram nos caminhões. André Azevedo e Klever Kolberg levam o primeiro carro brasileiro a participar da prova, um Ford F1000 4x4 tripulado por Luiz Azevedo e João Mendes, participando da categoria veículos de apoio. A equipe dá o primeiro passo para competir com carros no futuro.

Klever e André novamente estão com as Yamaha XT 660 Ténéré, na categoria Motos Maratona, que é restrita a motocicletas vendidas para andar na rua com pouca preparação. O diretor da categoria Motos muda o regulamento às vésperas, permitindo a participação das motos especiais da Cagiva, da qual coincidentemente é revendedor. Após a prova toda a equipe técnica da organização é demitida. Paliativamente é criada a categoria Motos Maratona Monocilindro onde André foi vice-campeão e Klever Kolberg foi quarto.


Dakar 1995: Granada-Dakar

Países cruzados: Espanha, Marrocos, Mauritânia, Guiné e Senegal.
Total: 10.109 km
Total cronometrado: 5.725 km
Largada: 01/01/1995 – Granada (Espanha)
Chegada: 15/01/1995 - Dakar (Lago Rosa)


205 competidores: 95 motocicletas, 86 carros e 24 caminhões e 42 veículos de assistência.
103 competidores cruzaram a linha de chegada: 27 motocicletas, 58 carros e 18 caminhões.

Vencedor Motos: Stéphane Peterhansel (Fra) YAMAHA
Vencedor Carros: Lartigue/Périn (Fra) CITROËN ZX
Vencedor Caminhões: Loprais/Stachura/Kalina (R. Tch) TATRA

A edição deste ano teve início em Granada, na Espanha, e término em Dakar. A prova durou aproximadamente 15 dias. Hubert Auriol assume o posto de "chefe" do Dakar.

Nas motos Stéphane Peterhansel que, perto de abandonar a etapa de Ouarzazate, recebe ajuda da organização e miraculosamente consegue chegar ao topo do ranking dois dias antes do término da prova. Ele foi o vencedor do Dakar. Os espanhóis criticam, já que Jordi Arcarons teria vencido. Na categoria carros, Pierre Lartigue é o vencedor e Bruno Saby terminou na segunda posição. Loprais e Stachura conquistam mais um título nos caminhões.

André Azevedo e Klever Kolberg novamente têm a companhia de Luiz Azevedo e João Mendes no Ford F1000 4x4 de apoio. Com a mudança do regulamento das Motos Maratona e o desenvolvimento de novos modelos, Klever e André trocam de moto, passam a correr com a nova Kawasaki KLX 650, mas a falta de experiência na preparação da moto acaba custando caro. André abandona no meio da prova com problemas no motor e Klever abandona com problemas elétricos na penúltima etapa quando ocupava a vice-liderança da categoria Motos Maratona.


Dakar 1996: Granada-Dakar

Países cruzados: Espanha, Marrocos, Mauritânia, Guiné e Senegal.
Total: 7.579 km
Total cronometrado: 6.179 km
Largada: 30/12/1995 – Granada (Espanha)
Chegada: 14/01/1996 - Dakar (Lago Rosa)


295 competidores: 119 motocicletas, 106 carros e 70 caminhões e veículos de assistência.
121 competidores cruzaram a linha de chegada: 50 motocicletas, 50 carros e 21 caminhões.

Vencedor Motos: Edi Orioli (Ita) YAMAHA
Vencedor Carros: Lartigue/Périn (Fra) CITROËN ZX
Vencedor Caminhões: Moskovskikh/Kouzmine (Rus) KAMAZ

A mesma largada e chegada do ano anterior, mais competidores. Um rali difícil, marcado pelo desaparecimento de Laurent Geugeun, piloto do caminhão de assistência da Citroën. A prova, como de costume, forneceu esplêndidas paisagens: "Nós vivemos em um mundo triste. Precisamos escapar, descobrir, encontrar", comentou o ex-piloto de Fórmula 1 Patrick Tambay.

Nos carros Pierre Lartigue com Citroën ZX conquista sua terceira vitória. Nas motos, sem Peterhansel, o italiano Edi Orioli colocou em prática todo o seu conhecimento de África para fazer quase uma corrida perfeita e vencer pela quarta vez.

A equipe muda novamente de moto, passa a utilizar as austríacas KTM 620. Outra grande novidade é que desta vez André Azevedo e Klever Kolberg têm a companhia de Jean Azevedo. Ele estreia na equipe obtendo a nona colocação na categoria Motos Maratona. Klever Kolberg conquista mais um pódio, é o terceiro na categoria Motos Maratona, andando três etapas com cinco costelas quebradas. "Foram três dias de cão", comenta Klever. André Azevedo abandona com problemas na roda dianteira.


Dakar 1997: Dakar-Agades-Dakar

Países cruzados: Senegal, Mauritânia, Mali, Níger e Guiné.
Total: 8.049 km
Total cronometrado: 6.509 km
Largada: 04/01/1997 – Dakar
Chegada: 19/01/1997 - Dakar (Lago Rosa)


280 competidores: 126 motocicletas, 99 carros e 55 caminhões e veículos de assistência.
141 competidores cruzaram a linha de chegada: 58 motocicletas, 61 carros e 22 caminhões.

Vencedor Motos: Stéphane Peterhansel (Fra) YAMAHA
Vencedor Carros: Shinozuka/Magne (Jap/Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Reif-Deinhofer (Aus) HINO

Pela primeira vez a largada acontece em Dakar, para um laço no deserto do Saara com uma parada em Agades, no Níger, onde os competidores voltam a atravessar o mítico deserto de Ténéré, no retorno a capital senegalesa.

Na categoria Carros, a dupla Kleinschmidt-Boutaire ficou em quinto lugar. "Quando eu era a primeira mulher a vencer uma etapa do Dakar, pilotos de todas as equipes vieram me beijar e dar os parabéns. Aquele momento fora uma enorme felicidade. Eu senti muita amizade. Por isto o Dakar é formidável!", disse a piloto alemã. A dupla Shinozuka/Magne venceu entre os carros com Mitsubishi.

Nas motos Peterhansel conquistou a quinta vitória com a Yamaha 850. Na equipe brasileira uma grande novidade, um carro: Klever Kolberg muda de categoria e faz sua estreia nos carros, conquistando o oitavo lugar na Carros Maratona ao lado do jornalista João Lara Mesquita, com um Mitsubishi Pajero V6 3.5.

Jean Azevedo é campeão na categoria Motos Production e André Azevedo é vice-campeão na mesma categoria, ambos com KTM 620.


Dakar 1998: Paris-Granada-Dakar

Países cruzados: França, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali e Senegal.
Total: 10.593 km
Total cronometrado: 5.219 km
Largada: 01/01/1998 – Versailles (Place d'Armes)
Chegada: 18/01/1998 - Dakar (Lago Rosa)


349 competidores: 173 motocicletas, 115 carros e 35 caminhões e 26 veículos de assistência.
104 competidores cruzaram a linha de chegada: 41 motocicletas, 55 carros e 8 caminhões.

Vencedor Motos: Stéphane Peterhansel (Fra) YAMAHA
Vencedor Carros: Fontenay/Picard (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Loprais/Stachura/Cermak (R. Tch) TATRA

O Dakar completa 20 anos! A prova saiu de Versailles e cruzou a Espanha, terminando em Dakar. O percurso passava por muitas dunas e reencontrou nesta edição o espírito da prova: dificuldades, maratona.

Fontenay/Picard venceu nos carros (Mitsubishi). Stéphane Peterhansel ganha pela sexta vez nas motos com Yamaha. "Estes dez anos de Dakar foram os melhores da minha vida", disse Peter.

Nos caminhões o Tatra de Loprais/Stachura/Cermak supera o Kamaz no final. A equipe brasileira vai com nova configuração: André Azevedo dirige num carro levando jornalistas brasileiros.

Klever Kolberg mostra evolução e é o quinto colocado na categoria Carros Maratona e 16º na geral com Mitsubishi Pajero V6 3.5. O francês Pascal Larroque foi seu navegador. A dupla Arilo Alencar Júnior/Alexandre Thomaz (Mitsubishi Pajero) faz sua estreia no Dakar, mas abandona a prova.

Nas motos Jean Azevedo abandona com problemas no motor de sua KTM 660. Maurício Fernandes também competiu com uma KTM 660, mas sem equipe de apoio. No sexto dia de competição, o piloto teve uma desidratação e desmaiou em cima da moto, sofrendo uma queda. O piloto brasileiro só não perdeu a vida no acidente porque foi socorrido por um outro concorrente que chamou a organização pelo sistema de comunicação que todos os pilotos carregam. Numa cirurgia de emergência ele teve o baço retirado e levado logo depois para um hospital nas Ilhas Canárias.


Dakar 1999: Granada-Dakar

Países cruzados: Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, Burkina Faso e Senegal.
Total: 9.393 km
Total cronometrado: 5.638 km
Largada: 01/01/1999 – Granada (Espanha)
Chegada: 17/01/1999 - Dakar (Lago Rosa)


297 competidores: 161 motocicletas, 88 carros e 29 caminhões e 19 veículos de assistência.
110 competidores cruzaram a linha de chegada: 40 motocicletas, 54 carros e 16 caminhões.

Vencedor Motos: Richard Sainct (Fra) BMW
Vencedor Carros: Schlesser/Monnet (Fra) SCHLESSER
Vencedor Caminhões: Loprais/Stachura/Kalina (R. Tch) TATRA

Pela terceira vez na história do Dakar a largada aconteceu em Granada, na Espanha. O rali passou em seguida pelo Marrocos e depois pela Mauritânia. Durante a última etapa marroquina, a alemã Jutta Kleinschmidt estava no primeiro lugar da classificação geral. Na chegada do rali a Dakar, duas montadoras foram mais uma vez vitoriosas: a BMW triunfou nas motos com Richard Sainct e a dupla Jean-Louis Schlesser/Philippe Monnet venceu com um buggy 4x2 motor Renault.

O Tatra de Karel Loprais, Radek Stachura e Joseph Kalina é novamente o mais rápido entre os caminhões. A equipe Brasileira veio mais forte e fez sua estreia nos caminhões. André Azevedo começa sua carreira nos dinossauros do deserto, ao lado da jornalista da TV Globo, Leilane Neubarth, e do tcheco Tomas Tomecek, conquistando a terceira colocação nos Caminhões com um Tatra.

Klever Kolberg, novamente formando em dupla com o francês Pascal Larroque, chega ao pódio. Eles conquistam o título de vice-campeões na categoria Carros Maratona e 17º na Geral com um Mitsubishi Pajero V6 3.5. A dupla Arilo Alencar Júnior/Alexandre Thomaz (Mitsubishi Pajero) abandona a prova na sexta etapa.

Nas motos acontece uma troca de pilotos. Sai Jean Azevedo e entra Juca Bala. O piloto de São Roque (SP) faz sua estreia pilotando a KTM 660, mas atropela uma vaca e abandona a prova com ferimentos no joelho. Maurício Fernandes volta a competir com uma KTM 660 e conclui a prova na 43ª colocação.


Dakar 2000: Paris-Dakar-Cairo

Países cruzados: Senegal, Mali, Burkina Faso, Níger, Líbia e Egito.
Total: 7.863 km
Total cronometrado: 5.012 km
Largada: 06/01/2000 – Dakar
Chegada: 23/01/1999 - Cairo (Egito)


401 competidores: 200 motocicletas, 135 carros e 30 caminhões e 36 veículos de assistência.
225 competidores cruzaram a linha de chegada: 107 motocicletas, 95 carros e 23 caminhões.

Vencedor Motos: Richard Sainct (Fra) BMW
Vencedor Carros: Schlesser/Magne (Fra) SCHLESSER RENAULT ELF
Vencedor Caminhões: Chagin-Yakoubov-Savostine (Rus) KAMAZ

A 22ª edição aconteceu na virada do milênio. A organização decidiu montar um percurso inédito: o rali atravessou, pela primeira vez, a África de leste para oeste, do Senegal ao Egito. Em Paris foram realizadas apenas as verificações técnicas. O número de inscritos (401) traduziu o entusiasmo que gerou este percurso. Mas a surpresa marcou o novo roteiro que teve problemas devido às ameaças terroristas quando o rali estava no Niger. Os organizadores decidiram fazer uma ponte aérea de Niamey, no Niger, para Sabah, na Líbia, com ajuda de três Antonov, o gigantesco avião russo para transporte de carga. A operação evita a interrupção da prova. De Sabah a rota seguiu em direção ao Cairo, e tudo se desenrolou da melhor maneira possível. Os vencedores aos pés das pirâmides: Nas motos Richard Sainct (BMW), nos Carros Jean-Louis Schlesser e nos caminhões O russo Chagin com um caminhão Kamaz.

Entre os brasileiros, Klever Kolberg, ao lado de Pascal Larroque, pela segunda vez é vice-campeão na Carros Maratona, ficando na 14ª colocação na Geral com o Mitsubishi Pajero V6 3.5. A Troller participou com quatro carros, três chegando ao final. As dupla Arnoldo Junior/Galdino Gabriel ficaram na 46ª colocação. Cacá Clauset/Amyr Klink concluiu na 53 colocação, e Roberto Macedo/Marcos Ermírio de Moraes na 75ª colocação. Apenas o carro da dupla Reinaldo Varela/Alberto Fadigatti ficou pelo caminho, devido a um capotamento que gerou uma lesão na coluna do navegador, impedindo o mesmo de continuar na prova.

Nos caminhões, numa disputa pelo terceiro lugar, decidida no último quilômetro, tendo as pirâmides como espectadores, o Tatra do trio André Azevedo/ Tomas Tomecek/Mira Martinec ficou em quarto lugar por menos de 10 segundos.

Nas motos Juca Bala melhora seu desempenho, mas o motor da KTM 660 o deixa na mão próximo ao final.


Dakar 2001: Paris-Dakar

Países cruzados: França, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali e Senegal.
Total: 10.739 km
Total cronometrado: 6.180 km
Largada: 01/01/2001 – Paris (Champs de Mars)
Chegada: 21/01/2001 - Dakar (Lago Rosa)


358 competidores: 133 motocicletas, 113 carros e 30 caminhões e 82 veículos de assistência.
141 competidores cruzaram a linha de chegada: 76 motocicletas, 53 carros e 12 caminhões.

Vencedor Motos: Fabrizio Meoni (Ita) KTM
Vencedor Carros: Kleinschmdt/Schulz (Ale) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Loprais/Stachura/Kalina (R. Tch) TATRA

A edição 2001 foi baseada no sonho de colocar em prática os valores fundamentais do Dakar. Muitas coisas mudaram, como por exemplo, a decisão de reduzir a assistência aérea (transporte dos mecânicos), dando ênfase à assistência na própria pista. O percurso "clássico", de norte ao sul, permitiu à A.S.O. (Amaury Sport Organisation), empresa organizadora do Dakar, inovar em matéria de etapas.

Nos carros a vitória, pela primeira vez, foi para uma mulher: a alemã Jutta Kleinschmidt com um Mitsubishi. Nas motos o título foi para o piloto italiano Fabrizio Meoni, de KTM. Nos caminhões novamente os tchecos Loprais/Stachura/Kalina com um TATRA. Em seu terceiro Dakar, Juca Bala mostra seu aprendizado e vence na categoria Motos Super Production 400cc com uma Honda. Ele conclui a prova na 23ª colocação.

Luiz Mingione seria seu companheiro de equipe, mas às vésperas do embarque sofre um acidente de transito e foi substituído por Jean Azevedo, que volta a equipe, mas o piloto de São José dos Campos (SP) sofre com problemas físicos durante a prova e é forçado a abandonar.

Klever Kolberg faz estreia na categoria Carros Diesel com um Mitsubishi Pajero Full 3.2, mas é surpreendido por problemas no diferencial dianteiro não consegue atravessar as dunas em 4x2, quando liderava a categoria com folga. Klever é forçado a sair do percurso e abandonar a prova. A dupla Reinaldo Varela/Alberto Fadigatti volta a competir com um Troller e termina na 22ª colocação. Caca Clauset/Jorge Nieckle competem com um Mitsubishi L200 e completam a prova na 43ª colocação. O Tatra de trio André Azevedo/Tomas Tomecek/Mira Martinec também tem problemas na tração dianteira e abandona o rally.


Dakar 2002: Arras-Madri-Dakar

Países cruzados: França, Espanha, Marrocos, Mauritânia e Senegal.
Total: 9.436 km
Total cronometrado: 6.486 km
Largada: 28/12/2001 – Arras (França)
Chegada: 13/01/2002 - Dakar (Lago Rosa)


425 competidores: 167 motocicletas, 117 carros e 34 caminhões e 107 veículos de assistência.
132 competidores cruzaram a linha de chegada: 58 motocicletas, 52 carros e 22 caminhões.

Vencedor Motos: Fabrizio Meoni (Ita) KTM 950
Vencedor Carros: Masuoka/Maimon (Jap/Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Chagin/Mardeev/Savostine (Rus) KAMAZ

O Dakar 2002 teve 16 etapas, sendo quatro na Europa e 12 na África. Ele foi marcado por duas duríssimas etapas sem GPS, uma delas durante uma tempestade de areia na Mauritânia, onde os competidores receberam pouquíssimas informações no roadbook (livro de bordo).

Pela primeira vez a largada do rali foi feita no início da noite, na cidade de Arras, no norte da França. A ideia deu resultado. A cerimônia foi acompanhada por uma multidão, que lotou a praça central da pequena cidade francesa. Hiroshi Masuoka, conquista sua primeira vitória na categoria Carros com um Mitsubishi Pajero Full. Na edição anterior ele era líder até a largada da penúltima etapa, quando o francês Jean-Louis Schlesser armou uma confusão ao antecipar sua largada e acabou prejudicando a performance do piloto japonês.

Nas motos o italiano Fabrizio Meoni conquistou o bicampeonato com uma KTM 950. Nos caminhões o Kamaz pilotado pelo russo Chagin conquistava mais uma vitória. A dupla Klever Kolberg/Pascal Larroque conseguiu o melhor resultado da história de uma equipe brasileira entre os carros: oitavo lugar na classificação geral e vice-campeão na categoria Carros Diesel. Klever já era dono do melhor resultado brasileiro na categoria Motos, quando foi campeão em 1993 da categoria Motos Maratona e 5º colocado na geral.

Nas motos a equipe teve Luiz Mingione que vence a categoria Motos Super Production para motos até 250cc com uma Honda, terminando em 44º na geral. Juca Bala é vice-campeão da categoria Motos Super Production 400cc, também com Honda, concluindo em 25º na geral. O Tatra do trio André Azevedo/Tomas Tomecek/Mira Martinec começa bem mas enfrenta problemas durante a prova e termina na 11ª posição entre os caminhões.


Dakar 2003: Marselha - Sharm El Sheikh

Países cruzados: França, Espanha, Tunísia, Libia e Egito.
Total: 8.552 km
Total cronometrado: 5.216 km
Largada: 01/01/2003 – Marselha (França)
Chegada: 19/01/2003 - Sharm El Sheikh (Egito)


490 competidores: 162 motocicletas, 130 carros e 51 caminhões e 147 veículos de assistência.
186 competidores cruzaram a linha de chegada: 98 motocicletas, 61 carros e 27 caminhões.

Vencedor Motos: Richard Sainct (Fra) KTM
Vencedor Carros: Masuoka/Schulz (Jap/All) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Chagin/Yakoubov/Savostine (Rus) KAMAZ

O Dakar 2003 teve três etapas na Europa e 14 na África, sendo uma etapa Maratona (sem assistência) e duas etapas sem GPS. A prova marcou o aniversário de 25 anos da competição. A edição foi difícil e muito competitiva devido à entrada de mais carros de equipes oficiais de fábrica.

Nas motos o francês Richard Sainct, que já tinha dois títulos com BMW, desta vez é campeão com uma KTM 700. Nos carros o japonês Hiroshi Masuoka conquista seu segundo título, desta vez ao lado do alemão Andreas Schulz, com um Mitsubishi Pajero. Nos caminhões nova vitória da Kamaz com os russos Vladimir Chaguin, Semion Yakoubov e Serguei Savostine. A equipe brasileira conquista um resultado inédito: subir ao pódio em todas as categorias. Nas motos Jean Azevedo, com uma KTM 660, foi bicampeão da categoria Motos Production e foi quinto colocado na geral, igualando o resultado de Klever Kolberg em 1993.

2003 marcou a estreia do brasileiro Lourival Roldan que passa a ser o navegador de Klever Kolberg. A dupla conquista o terceiro lugar na categoria Carros 4x4 Diesel com um Mitsubishi Pajero Full. Na geral concluem a prova na 13ª colocação. Com um Tatra, André Azevedo é vice-campeão entre os caminhões, ao lado dos checos Tomas Tomecek e Mira Martinec.


Dakar 2004: Clermont Ferrand (Região D'Auvergne) – Dakar

Países cruzados: França, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, Burkina Faso e Senegal.
Total: 9.506 km
Total cronometrado: 4.635 km
Largada: 01/01/2004 – Clermont Ferrand (Região D'Auvergne - França)
Chegada: 18/01/2004 - Dakar (Lago Rosa)


595 competidores: 195 motocicletas, 142 carros e 63 caminhões e 191 veículos de assistência.
163 competidores cruzaram a linha de chegada: 65 motocicletas, 60 carros e 38 caminhões.

Vencedor Motos: Nani Roma (ESP) KTM
Vencedor Carros: Peterhansel/Cottret (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Chagin/Yakoubov/Savostine (Rus) KAMAZ

Inicialmente o percurso teria 11.090,5 km, mas duas etapas foram canceladas para evitar uma região com conflito civil no Mali (etapas 10 e 11), reduzindo o total percorrido a 9.506km em 17 etapas, três na Europa e 14 na África, sendo duas etapas Maratona e uma etapa sem GPS.

O francês Stéphane Peterhansel entra para a história. Ao lado de Jean-Paul Cottret, num Mitsubishi, Peter conquistou sua primeira vitória na categoria Carros. O francês já era recordista de sucessos no Dakar por já ter vencido a prova seis vezes nas motos. Ele se tornou o segundo competidor a ganhar ambas as categorias, Carros e Motos, feito já realizado anteriormente por Hubert Auriol.

Em duas rodas, o espanhol Juan Roma vence pela primeira vez após liderar a competição desde a oitava etapa com uma KTM 700. Na categoria caminhões, com um Kamaz, Vladimir Chagin conquistou a sua quarta vitória no Dakar (2000, 2002, 2003, 2004). A equipe brasileira começou muito bem a prova. Mas problemas atrapalharam a conquista de bons resultados. Pela primeira vez a equipe tem uma moto similar a uma semi-oficial, uma KTM 700. Mas Jean Azevedo teve vários problemas e termina na 14ª posição.

Nos carros a dupla Klever Kolberg / Lourival Roldan chegou a estar entre os TOP 10, podendo melhorar o recorde de Klever, mas problemas no motor diesel do Mitsubishi Pajero fazem a dupla perder três colocações no final e concluir a prova na 11ª colocação, 4ª colocada na Carros Diesel. Nos Caminhões, o Tatra de André Azevedo/Tomas Tomecek/Mira Martinec chegou a ocupar o segundo lugar em boa parte da prova, mas o piloto teve problemas com o caminhão e terminou em sexto.


Dakar 2005: Barcelona Dakar

Países cruzados: Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali e Senegal.
Total: 9.039 km
Total cronometrado: 5.433 km
Largada: 31/12/2004 – Barcelona (Espanha)
Chegada: 16/01/2005 - Dakar (Lago Rosa)


688 competidores: 230 motocicletas, 165 carros e 69 caminhões e 224 veículos de assistência.
215 competidores cruzaram a linha de chegada: 104 motocicletas, 75 carros e 36 caminhões.

Vencedor Motos: Cyril Despres (Fra) KTM
Vencedor Carros: Peterhansel/Cottret (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Kabirov/Belyaev/Mokeev (Rus) KAMAZ

O Rali Dakar de 2005 teve 16 etapas, duas na Europa e 14 na África, sendo duas etapas Maratona. Mas a edição ficou marcada por tragédias. O rali acabou com um saldo de cinco mortes. A mais chocante foi do italiano Fabrizio Meoni, bicampeão nas motos em 2001 e 2002. Nos carros o francês Stéphane Peterhansel conquistou seu bicampeonato na categoria, totalizando oito vitórias se somadas às seis de moto.

Seu compatriota Cyril Despres chegou a seu primeiro título nas motos. Nos caminhões o que se viu foi um passeio do russo Firdaus Kabirov. Seu Kamaz abriu uma vantagem enorme no início e depois só precisou administrar o resultado.

Entre os brasileiros, Jean Azevedo tornou-se primeiro brasileiro a vencer uma etapa nas motos. O piloto, 30 anos, deixou para trás todos os pilotos de equipes de fábrica na etapa entre Kayes (Mali) e Tambacounda (Senegal). Na classificação geral, Jean terminou em sétimo com a KTM 700.

Entre os carros, um problema na embreagem durante a sétima etapa, entre Zouerate e Tichit, na Mauritânia, tirou Klever Kolberg e Lourival Roldan das primeiras dez posições. A dupla ficou 14 horas parada no topo de uma duna e caiu para a 56ª colocação. Nas etapas seguintes, apenas com problemas corriqueiros como três pneus furados, Kolberg e Roldan subiram para a 16ª colocação, conquistando, inclusive, um sexto lugar na etapa entre Kayes e Tambacounda.

Nos caminhões acontece uma mudança, sai Tomas Tomecek e entra Luiz Azevedo, primo de André, que já havia participado do Dakar como mecânico da equipe. Eles tem a companhia do tcheco Mira Martinec. No início o Tatra da equipe brasileira estava disputando a liderança da categoria, no entanto, uma falha de comunicação, assumida pela organização, levou o caminhão a uma pane seca na sétima etapa. Após ficar 19 horas esperando por combustível, o trio despencou da 3ª para a 35ª posição. No dia seguinte, longe dos primeiros lugares, a equipe resolveu não fazer a troca prevista de uma parte da suspensão dianteira. Na nona etapa, entre Tidjikja e Atar, na Mauritânia, a peça quebrou e tirou da prova o caminhão produzido na República Checa.


Dakar 2006: Lisboa – Dakar

Países cruzados: Portugal, Marrocos, Mauritânia, Mali, Guiné e Senegal.
Total: 9.043 km
Total cronometrado: 4.813 km
Largada: 31/12/2005 – Lisboa (Portugal)
Chegada: 15/01/2006 - Dakar (Lago Rosa)


715 competidores: 232 motocicletas, 174 carros e 69 caminhões e 240 veículos de assistência.
193 competidores cruzaram a linha de chegada: 93 motocicletas, 67 carros e 33 caminhões.

Vencedor Motos: Marc Coma (Esp) KTM
Vencedor Carros: Luc Alphand/Gilles Picard (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Vladimir Chagin/ Yakubov/Savostin (Rus) KAMAZ

Foi um Dakar diferente. Limites de velocidade, proibição quase total no uso do GPS e largada em Lisboa. O Rally teve 15 etapas, sendo duas em Portugal e 13 na África.

Nas motos acontece uma disputa dentro da equipe KTM, entre o francês Cyril Despres, vencedor da edição anterior, e o espanhol Marc Coma, que leva a melhor e conquista seu primeiro título. Nos carros a Volkswagen compete pela primeira vez com o novo Raicing Touareg, traz o bicampeão mundial do WRC, o espanhol Carlos Sainz, mas a confiabilidade dos Mitsubishi faz a diferença. Peterhansel lidera boa parte da prova, mas no final comete um erro e bate numa árvore. Seu companheiro de equipe, o francês Luc Alphand.

Nos caminhões o Kamaz do russo Chagin anda num ritmo que a concorrência não fica nem na poeira e leva seu sexto título. A equipe brasileira teve estreia de navegadores no carro e no caminhão. Nas motos, a KTM 670 de Jean Azevedo era a oitava mais rápida, quando um acidente na antepenúltima etapa o tirou da prova. Bernardo Bonjean com uma KTM completou a prova na 90ª colocação.

Nos carros, Klever Kolberg agora tinha Eduardo Bampi como navegador. O Mitsubishi Pajero Full V6 entra na África apenas na 21ª colocação, mas já ocupavam o13a lugar, à frente de vários carros de equipes oficiais no dia de descanso, no meio da prova. Na largada para a etapa seguinte, entre Nouakchott e Kiffa, na Mauritânia, um erro na manutenção causa um problema mecânico no Mitsubishi e a dupla é forçada a abandonar.

Nos caminhões o time brasileiro sai mais uma vez das areias do deserto africano como uma das mais rápidas do mundo. Maykel Justo é o novo navegador de André Azevedo, ao lado do tcheco Mira Martinec. O caminhão Tatra andou entre os primeiros colocados, com um início de prova fulminante, ocupando a vice-liderança. No entanto, sucessivos problemas mecânicos no caminhão (câmbio, suspensão, turbo e freios) seguraram a arrancada e chega a ocupar a sexta posição, mas voltou a subir e terminou na quarta colocação.


Dakar 2007: Lisboa – Dakar

Países cruzados: Portugal, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, e Senegal.
Total: 7.915 km
Total cronometrado: 4.309 km
Largada: 06/01/2007 – Lisboa (Portugal)
Chegada: 21/01/2007 - Dakar (Lago Rosa)


751 competidores: 231 motocicletas, 14 quadriciclos, 181 carros e 85 caminhões e 240 veículos de assistência.
300 competidores cruzaram a linha de chegada: 126 motocicletas, 06 quadriciclos, 109 carros e 59 caminhões.

Vencedor Motos: Cyril Despres (Fra) KTM
Vencedor Carros: Stéphane Peterhansel / Jean-Paul Cottret (Fra) MITSUBISHI
Vencedor Caminhões: Hans Stacey / Gotlib / Der Kinderen (Hol/Bel/Hol) MAN

Pelo segundo ano consecutivo Lisboa recebe os competidores para a largada, o que agrada os competidores já que a temperatura local é mais amena em pleno inverno europeu e as especiais disputadas em Portugal sempre são importantes e com muito público. O número de veículos inscritos, 751, entre competidores e categoria assistência é uma prova do sucesso.

Nas motos a batalha de 2006 se repete em 2007. O francês Cyril Despres x o espanhol Marc Coma, ambos com KTM 700. O espanhol consegue abrir uma vantagem no meio da prova e faltando dois dias já é dado como vencedor, mas comete um erro de navegação e leva um tombo. A vitória cai nos braços de Despres. Nos carros o francês Stéphane Peterhansel vem mordido pela vitória ter escapado nos últimos instantes da edição anterior, mas a equipe Volkswagen continua investindo forte, Carlos Sainz já tem um ano de aprendizado na categoria e a BMW evoluiu muito e vem com uma revelação dos anos anteriores, o piloto do Qatar Nasser Al Attiyah. Desta forma o ritmo é impressionante, mas Peterhansel conquista sua terceira vitória com um Mitsubishi, a nona na carreira. Nos caminhões o holandês Hans Stacey pilota um novo modelo do fabricante alemão Man e consegue interromper cinco anos de invencibilidade dos russos da Kamaz.

Entre os brasileiros, nas motos Jean Azevedo chega confiante para sua nona participação, contando com uma KTM 700, mas um problema elétrico na Mauritânia o afasta das boas colocações e numa prova de recuperação termina na 25ª posição.

Carlos Ambrósio, com uma KTM, conclui a prova na 50ª colocação. Dimas Mattos, com KTM 660, ele sofreu um grave acidente na 12ª especial e teve de abandonar. Klever e Bampi começam bastante forte com o Mitsubishi Pajero Full V6 e na primeira etapa ficam colados nos Top 10. Mas os problemas começam quando tombam na etapa seguinte. Dois dias mais tarde a manga de eixo quebra. Fazem uma recuperação, mas são assaltados a noite no acampamento na Mauritânia. A má sorte continua no dia seguinte, quando um pedra racha o diferencial traseiro, provocando o vazamento de lubrificante e rompimento da peça. O mesmo problema acontece com outros competidores que compartilham a mesma estrutura de equipe, impossibilitando o apoio ao carro brasileiro. Klever e Bampi conseguem chegar ao acampamento graças á ajuda dos touaregs locais, mas com várias horas de atraso. A partir daí começa um recuperação de mais de 40 posições, para concluir na 57ª posição.

A dupla formada pelo brasileiro Paulo Nobre com o navegador português Felipe Palmeiro, correndo com um carro alugado da equipe BMW, fica na 37ª posição.

A dupla brasileira Riamburgo Ximenes/Lourival Roldan, com um Mitsubishi Pajero Full 3.2 Diesel termina na 52ª colocação.

Nos caminhões o Tatra do trio André Azevedo/Maykel Justo/Mira Martinec faz uma excelente prova, porém, a quebra de um semi-eixo durante a prova atrasou o veículo, e como o próprio André disse durante a corrida: "não somos os únicos a vir aqui para vencer. O pessoal sempre andou muito rápido também". A equipe completa a prova na quinta colocação.


Dakar 2008: Lisboa – Dakar

Cancelado
Países a serem cruzados: Portugal, Marrocos, Mauritânia, e Senegal.
Total: 9.273 km
Total cronometrado: 5.736 km
Largada: 05/01/2008 – Lisboa (Portugal)
Chegada: 20/01/2008 - Dakar (Lago Rosa)


770 competidores: 248 motocicletas e quadriciclos, 204 carros e 98 caminhões e 220 veículos de assistência.

Um dia antes do início do 2008 Rally Lisboa-Dakar, pilotos e equipes foram surpreendidos com o comunicado de que a competição seria cancelada. Em toda a história do Dakar, que completaria 30 edições, isso nunca havia acontecido. Todos os participantes já estavam em Lisboa e se preparavam para competir em todas as categorias: Moto, Quadriciclos, Carros e Caminhões, além dos veículos de assistência.

Segundo Étienne Lavigne, Diretor de Prova do Dakar, o Governo da França recomendou que a caravana do rali não passasse pela região da Mauritânia, que abrigaria oito das quinze etapas da competição, por motivos de segurança. Quatro cidadãos franceses e três militares da Mauritânia foram assassinados dias antes da largada e as ameaças terroristas foram realizadas diretamente à competição.


Dakar 2009: Argentina Chile

Países cruzados: Argentina e Chile.
Total: 9.579 km
Total cronometrado: 5.656 km
Largada: 03/01/2009 – Buenos Aires (Argentina)
Chegada: 17/01/2009 – Buenos Aires (Argentina)


749 competidores: 235 motocicletas, 30 quadriciclos, 194 carros e 85 caminhões e 290 veículos de assistência.
271 competidores cruzaram a linha de chegada: 113 motocicletas, 13 quadriciclos, 91 carros e 54 caminhões.

Vencedor Motos: Marc Coma (Esp), KTM 690 Rally
Vencedor Quadriciclos: Josef Machacek (R.Tch), YAMAHA
Vencedor Carros: Giniel De Villiers/ Dirk Von Zitzewitz (Af.S/Ale), VOLKSWAGEN Touareg
Vencedor Caminhões: Firdaus Kabirov/ Aydar Belyaev/ Andrey Mokeev (RUS), KAMAZ

A 31ª edição do Rally Dakar é a primeira a acontecer na América do Sul. A prova muda de continente para evitar os riscos com terroristas na África. Num ano de aprendizado para todos, a organização comete alguns erros na escolha do percurso e ajudar a muitos concorrentes para que um maior número consiga cruzar a linha final.

Nas motos o espanhol Marc Coma, com KTM 690 Rally, confirmou seu segundo sucesso na prova. Ele liderou o rally desde a primeira etapa, quando seu maior adversário, Cyril Despres, também com KTM 690 Rally, teve problemas com pneus e iniciou a competição com uma grande desvantagem. Despres fez uma prova de recuperação e terminou o rally na segunda colocação. A terceira posição ficou para o francês David Fretigne, com Yamaha 450, vencedor da categoria 450.

Nos carros a equipe oficial da Mitsubishi foi uma grande decepção após a conquista da 12ª vitória na África. A equipe competiu com o novo modelo Lancer, utilizando pela primeira vez o motor V6 Turbo. Os carros de Mazuoka e Peterhansel ficaram antes da prova chegar ao dia de repouso e o único a completar foi o espanhol Nani Roma na 10ª colocação. A batalha pela liderança se concentrou entre o BMW de Nasser Al-Attiyah, que também abandonou na primeira metade e os carros da Volkswagen. Tudo levava a crer que o Carlos Sainz alcançaria seu primeiro sucesso no Dakar, mas o Touareg do espanhol despencou em um rio seco, ferindo seu copiloto, o francês Michel Perin. Depois de cinco anos de tentativas, a equipe alemã chega a seu primeiro sucesso, com a dupla formada pelo sul-africano Giniel De Villiers e o alemão Dirk Von Zitzewitz vencendo a prova, seguidos pelo Touareg do americano Mark Miller que tem como navegador o sul-africano Ralph Pitchford. A dupla formada pelos americanos Robby Gordon/ Andy Grider completou o pódio com um Hummer 4x2.

Já nos caminhões a batalha aconteceu até os quilômetros finais. Dois caminhões da Kamaz lideravam a prova. Na última etapa, o trio Firdaus Kabirov/Aydar Belyaev/Andrey Mokeev largou com três minutos de vantagem sobre seus compatriotas e companheiros de equipe, Vladmir Chagin/Sergey Savostin/Eduard Nikolaev. Kabirov levou a melhor na especial e ficou com o título. Os holandeses Gerard De Rooy/Tom Colsoul/Marcel Van Melis com um Man ficaram com a terceira colocação.

Entre os brasileiros, nas motos José Hélio, com Honda 450 CRF, confirmou a 12ª colocação na geral e finalizou em terceiro na categoria 450. Rodolpho Mattheis, com Yamaha 450, manteve a consistência e concluiu na 31ª colocação. Mattheis também faturou a classe Maratona.

Dimas Mattos (KTM), Carlos Ambrosio (Honda) e João Tagino (KTM) abandonaram a prova. Nos quadriciclos Can-Am de Carlo Collet não completou a prova. Nos carros Klever Kolberg, piloto conhecido por seus 20 anos de participações consecutivas e os melhores resultado que um brasileiro alcançou nas duas categorias que participou (Motos e Carros), participou como Team Manager da Equipe Mitsubishi Brasil. Guilherme Spinelli foi o piloto e Marcelo Vivolo o navegador, competindo com um Mitsubishi MPR13, veículo campeão das últimas cinco edições do Dakar. A dupla fez sua estreia na prova e logo estava entre os Top 10, mas capotaram na saída da Argentina e tiveram de abandonar.

O Mitsubishi Pajero de Jean Azevedo/Youssef Haddad teve problemas na última etapa e chegou rebocado pelo caminhão do irmão André Azevedo. Jean e Youssef concluíram o Dakar na 23ª colocação. O Mitsubishi de Paulo Pichini/Lourival Roldan ficou com a 66ª colocação. O Mitsubishi L200 RS de Reinaldo Varela/Marcos Macedo também abandona a prova. Nos caminhões, o Tatra de André Azevedo/Maykel Justo/Mira Martinec andou muito bem nas últimas etapas e finalizou a prova na sexta colocação. O trio formado pelo espanhol Salvador Servia e os brasileiros Giovanni Godoi e Jadeilson Silva competiu com um Mercedes-Benz com a função de fazer apoio na pista para o Mitsubishi de Guilherme Spinelli/Marcelo Vivolo. Com a saída da dupla da prova, eles se retiram juntamente com a equipe.


Dakar 2010: Argentina Chile

Países cruzados: Argentina e Chile
Total: 9.026 km
Total cronometrado: 4.810 km
Largada: 01/01/2010 – Buenos Aires (Argentina)
Chegada: 16/01/2010 – Buenos Aires (Argentina)


585 competidores: 161 motocicletas, 30 quadriciclos, 141 carros e 53 caminhões e 200 veículos de assistência.
187 competidores cruzaram a linha de chegada: 88 motocicletas, 14 quadriciclos, 57 carros e 28 caminhões.

Vencedor Motos: Cyril Despres (Fra), KTM 690 Rally
Vencedor Quadriciclos: Marcos Patronelli (Arg), YAMAHA
Vencedor Carros: Carlos Sainz/Lucas Cruz (Esp), VOLKSWAGEN Touareg 2
Vencedor Caminhões: Vladmir Chagin/ Sergey Savostin/ Eduard Nikolaev (Rus), KAMAZ

Após o Dakar 2009 a ASO divulgou uma importante mudança no regulamento das motos: Os motores seriam limitados a 450 cm3. O anuncio deste novo regulamento aconteceu com bastante antecedência, dando um prazo de três anos para a mudança. Em 2010, para não prejudicar os competidores e equipes que haviam investido nos equipamentos maiores, estes foram obrigados a utilizar um restritor de ar no sistema de admissão, como já era feito nos carros para limitar a potencia. Na época a equipe oficial da KTM, fábrica que dominava a competição, ameaçou abandonar o Dakar, já que ela dominava a competição com a KTM 690 Rally.

A 32ª edição da prova - a segunda realizada na América do Sul – teve a largada no dia 1º de janeiro de 2010, em Buenos Aires, na Argentina, atravessou a Cordilheira dos Andes e o Deserto do Atacama, no Chile, até retornar, nove mil quilômetros depois, à capital portenha, no dia 17.

Nas motos o duelo anunciado de dois bicampeões. Novamente a disputa entre o francês Cyril Despres e o espanhol Marc Coma protagoniza a prova. Os dois estão com a mesma moto, uma KTM 690 Rally com restritor. No meio da prova Coma recebe uma penalização e Despres vence e conquista seu terceiro título.

Nos quadriciclos a vitória ficou com o argentino Marcos Patronelli.

Nos carros a Volkswagen ficou sem adversários após os problemas de Stéphane Peterhansel, que pela primeira vez estava no volante de um BMW. Mas o duelo interno entre o espanhol Calos Sainz e o catariano Nasser Al-Attiyah foi feroz. A cada etapa os dois se alternavam na liderança por poucos segundos. O resultado final aconteceu apenas na última etapa, com vitória de Sainz por pouco mais de dois minutos e troca de algumas farpas.

Nos caminhões a Kamaz parece não ter adversários. O russo Vladimir Chagin dispara na ponta e conquista sua sexta vitória, se igualando ao tcheco Karel Loprais.

O brasileiro Klever Kolberg, após dois anos de negociações com a ASO, consegue que seja criada a categoria para combustíveis verdes. Com a inovação da categoria Experimental, voltada a veículos movidos por fontes de energia alternativa ao petróleo - combustíveis verdes como etanol, nitrogênio e eletricidade, entre outros – o piloto decidiu ser pioneiro na participação com um combustível menos poluente e renovável, o etanol de Cana de Açúcar. "Este foi o maior envio de tecnologia do Brasil para o Dakar, afinal, o combustível é 100% nacional, o Mitsubishi Pajero Sport Flex foi fabricado em Catalão (GO), sistema Flex de combustível foi desenvolvido e fabricado no País, os pneus Pirelli foram produzidos no Brasil, e toda a preparação e adaptação do carro para a prova foi feita numa oficina brasileira", comentou Klever Kolberg.

Klever criou um novo valor para a categoria, transferindo o foco da competitividade para a sustentabilidade. Para competir no Rally Dakar 2010 utilizando etanol, que não é vendido como combustível na Argentina e no Chile, Klever teve de montar uma estrutura de logística complexa, já que a prova teve 15 etapas. Para os carros e caminhões o reabastecimento só era permitido ao final de cada etapa. Além de todo o trabalho de planejamento e organização para executar esta operação de logística de combustível, que é considerado um produto explosivo, o custo para a participação dobrou em relação ao que seria necessário se a equipe utilizasse gasolina ou diesel. Dessa forma foram enviados oito mil litros de etanol - metade para a Argentina e metade para o Chile. Klever Kolberg foi o piloto e Giovanni Godoi o navegador. O Mitsubishi Pajero Sport Flex da dupla teve problemas numa pequena peça da embreagem, que rachou, fazendo vazar o fluído. A dupla teve de desviar do percurso original para fazer reparos com a equipe de apoio, não passando por vários pontos de checagem do percurso, o que causou a eliminação da competição. A dupla mesmo assim seguiu o percurso completo, aproveitando para fazer testes e trazer dados para continuar o desenvolvimento do projeto do etanol no rally.

Nesta mesma etapa as duplas Julio Bonache/Lourival Roldan, com Mitsubishi L200 Evo, Reinaldo Varela/Erley Ayala e Sven Fischer/João Stal, ambos com Mitsubishi Pajero Full, e Sergio Willians/Rodrigo Konig, com Troller, abandonaram o rally. A dupla Maurício Neves/Clécio Maestrelli participou da prova como o quarto carro da equipe oficial da Volkswagen, o melhor carro e melhor estrutura de apoio disponível naquela edição. Eles eram os melhores brasileiros na categoria até a quinta etapa. No entanto, durante a sexta especial, a dupla capotou forte e abandonou o Dakar. Mauricio foi hospitalizado, mas se recuperou. Clécio saiu ileso do acidente.

A dupla formada pelo brasileiro Guilherme Spinelli com o português Filipe Palmeiro, competiu com uma estrutura francesa muito forte montada á partir da extinção da equipe oficial da Mitsubishi. Eles correram com o Racing Lancer, protótipo desenvolvido pela Mitsubishi no ano anterior para Stéphane Peterhansel, mas com um motor V6 gasolina. A dupla concluiu a prova na 10ª colocação, a segunda melhor marca de um brasileiro na categoria (Klever Kolberg foi 8° colocado em 2002). A dupla Jean Azevedo/Emerson Cavassin concluiu a prova na 27ª colocação com um Mitsubishi Pajero Full.

Nas motos, Rodolpho Mattheis, pilotando uma KTM EXC 450, foi o melhor brasileiro com a 29ª colocação. Em sua categoria, a Maratona 450, o brasileiro ficou na segunda posição. Carlos Ambrósio com uma Honda CRF 450 X completou o Dakar na 36ª colocação. Vicente Neto também com uma Honda CRF 450 X encerrou sua participação na 76ª posição.

Tiago Fantozzi também competiu com uma Honda CRF 450 x, mas foi um dos brasileiros que não conseguiu completar o Rally Dakar 2010. Depois de ter tido um problema com a roda dianteira de sua moto na sexta etapa, o que o fez vivenciar uma jornada atrás de conserto, o piloto acabou sendo desclassificado da competição. Bernardo Bonjean com uma KTM 525 EXC abandonou na terceira etapa.

Nos caminhões o Tatra do trio André Azevedo/Maykel Vilarta/Mira Martinec chegou a fazer uma terceira colocação na segunda etapa, mas depois enfrentou problemas na sexta etapa e não conseguiu terminar o maior rali do mundo.


Dakar 2011: Argentina Chile

Países cruzados: Argentina e Chile
Total: 9.618 km
Total cronometrado: 5.020 km
Largada: 01/01/2011 – Buenos Aires (Argentina)
Chegada: 15/01/2011 – Buenos Aires (Argentina)


624 competidores: 184 motos, 34 quadriciclos, 147 carros, 69 caminhões e 190 veículos de assistência.
204 competidores cruzaram a linha de chegada: 94 motos, 14 quadriciclos, 55 carros e 41 caminhões.

Vencedor Motos: Marc Coma (Esp), KTM 450 Rally
Vencedor Quadriciclos: Alejandro Patronelli (Arg), YAMAHA
Vencedor Carros: Nasser Al-Attiyah/Timo Gottschalk (Qat/Ale), VOLKSWAGEN Touareg 3
Vencedor Caminhões: Vladmir Chagin/ Sergey Savostin/ Eduard Nikolaev (Rus) KAMAZ

Nas motos, seguindo a transição que limitava os motores a 450 cm3, na edição 2011 foi criada uma lista de pilotos que não podiam mais utilizar os motores maiores, mesmo com os restritores. Nesta lista estavam todos os favoritos.

O espanhol Marc Coma, com KTM 450 Rally chegou à sua terceira vitória na história do Rally Dakar. Líder da prova desde a 4ª etapa, Coma manteve o controle sobre seu tradicional adversário e companheiro de equipe KTM, o francês Cyril Despres (KTM). Uma penalização que o francês recebeu facilitou a vitória do espanhol, justamente o inverso do que aconteceu na edição anterior.

A última especial, relativamente curta, 181 km, acabou se transformando num pesadelo para o chileno Francisco "Chaleco" Lopez (Aprilia 450), que havia finalizado em terceiro no ano anterior. Desta vez ele perdeu a terceira colocação para o português Helder Rodrigues (Yamaha 450) devido a quebra do amortecedor traseiro de sua Aprilla no km 159, ou seja, a apenas 22 km do final. Para Rodrigues, que terminou em quarto em 2010, o pódio foi um sonho tornado realidade.

O pódio da categoria quadriciclos ficou para o argentino Alejandro Patronelli, irmão mais velho do vencedor de 2010, Marcos Patronelli. Alejandro administrou inteligentemente a corrida.

Nos carros a prova começou com três competidores lutando lado a lado pela vitória. Inicialmente o Volkswagen Touareg Race 3 de Carlos Sainz/Lucas Cruz assumiu o comando da prova, mas nunca se distanciou dos companheiros de equipe Nasser Al-Attiyah/Timo Gottschalk e do BMW X3 dos franceses Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret. No início da segunda parte da prova, muitos pneus furados e um superaquecimento no motor afastaram os franceses da disputa direta pela vitória. Os dois Volkswagen então repetiram o duelo travado em 2010, quando Sainz/Cruz levaram a melhor por apenas 2 minutos. Mas desta vez o catariano Nasser Al-Attiyah assumiu definitivamente a liderança da prova na penúltima especial e superou Carlos Sainz, conquistando sua primeira vitória. Após o rally a fábrica alemã anunciou que estava mudando de categoria. Após três vitórias consecutivas a Volkswagen deixava o Rally Dakar e partia para o WRC - Campeonato Mundial de Rally.

Na categoria caminhões a Kamaz confirmou seu favoritismo. Seus principais adversários não completaram a prova. O Iveco de De Rooy abandonou ao final da primeira especial e o Tatra de Loprais chegou a vencer duas especiais, mas também não cruzou a linha final. Então a disputa ficou em equipe, entre os trios Vladimir Chagin/ Sergey Savostin/ Ildar Shaysultanov e Firdaus Kabirov/ Aydar Belyaev/ Andrey Mokeev, que se alternaram na liderança. Chagin e Kabirov já haviam vencido a prova, mas no final Chagin chegou a seu sétimo título. O piloto russo surpreendeu a todos anunciando sua aposentadoria.

Para os brasileiros, a prova foi dura. Jean Azevedo decidiu retornar para as motos pilotando uma KTM 450 e terminou na excelente 7ª colocação. Zé Hélio, com uma SpeedBrain BMW G 450 RR, caiu e sofreu uma fratura na clavícula na sexta etapa, sendo forçado a abandonar. Vicente de Benedictis Neto participou pela segunda vez. O piloto teve uma pane elétrica na sua Honda CRF 450 na décima etapa e abandonou a prova quando ocupava a 72ª posição no geral.

Nos carros a dupla brasileira Guilherme Spinelli/ Youssef Haddad, com uma forte estrutura de apoio e o Mitsubishi Racing Lancer, ficou com a 9ª colocação.

Marlon Koerich substituiu Jean no Mitsubishi Pajero Full, ao lado de Emerson Cavassin, completando a prova na ótima 14ª colocação.

Nos caminhões o Tatra do trio André Azevedo/Maykel Vilarta/Mira Martinec, como em 2010, não completou a prova. Em 2010 o abandono foi devido a um acidente. Em 2011 o problema foi uma quebra na caixa de direção na sexta etapa.


Dakar 2012: Argentina Chile Peru

Países cruzados: Argentina, Chile e Peru.
Total: 8.300 km
Total cronometrado: 4.305 km
Largada: 01/01/2012 – Mar del Plata (Argentina)
Chegada: 15/01/2012 – Lima (Peru)


660 competidores: 188 motocicletas, 32 quadriciclos, 173 carros e 77 caminhões e 190 veículos de assistência.
244 competidores cruzaram a linha de chegada: 97 motocicletas, 11 quadriciclos, 76 carros e 60 caminhões.

Vencedor Motos: Cyril Despres (Fra) KTM 450 Rally
Vencedor Quadriciclos: Alejandro Patronelli (Arg), Yamaha
Vencedor Carros: Stéphane Peterhansel / Jean-Paul Cottret (Fra) MINI Countryman All 4
Vencedor Caminhões: De Rooy/Rodewald/Colsoul (Hol/Hol/Bel) IVECO

A 34ª edição do Rally Dakar começou em Mar del Plata, Argentina. Mudança faz parte do DNA desta aventura onde o percurso muda todo ano, nunca é repetido e é secreto, sendo apresentado na largada.

Em 2012 tivemos outras novidades além do trajeto, que pela primeira vez atravessou o Peru. A lista de competidores da categoria Motos que tiveram de utilizar modelos de até 450 cm3 cresceu. O anuncio deste novo regulamento aconteceu com bastante antecedência, logo após o Dakar 2009. O objetivo dos organizadores era atrair as fábricas, baratear o custo de participação e aumentar a competitividade. A mexida teve efeito positivo: várias marcas voltaram a investir, o número de competidores cresceu e mais pilotos têm chances de boas classificações. A novidade também produziu mais segurança.

Nas motos o francês Cyril Despres (KTM) conquistou sua 4ª vitória após um longo duelo com o espanhol Marc Coma (KTM). A terceira colocação ficou com o português Helder Rodrigues (Yamaha).

Nos quadriciclos o pódio foi 100% argentino. Os irmãos Patronelli levam mais um título, Alessandro é o novo bicampeão, Marcos foi vice e Tomas Mafrei o terceiro, todos com Yamaha.

Nos carros, sem a participação das equipes de fábrica, o francês Stéphane Peterhansel liderou a esquadra Mini da equipe X-Raid e soube administrar a pressão de vários adversários, como os Hummer do catariano Nasser Al-Attiyah e o americano Robby Gordon, e também companheiros com Mini, como o polonês Krzysztof Holowczyc e por último o espanhol Juan "Nani" Roma. Peterhansel não cometeu erros e completou ileso todas as etapas, uma regularidade de ótimos resultados que é premiada com seu 10º triunfo, o 4º sobre quatro rodas.

Nos caminhões o holandês Gerard De Rooy dominou a prova. Ele venceu várias especiais e sempre esteve presente entre os cinco melhores da categoria peso-pesado, conquistando a primeira vitória para a Iveco. A 2ª colocação ficou com Hans Stacey, seu compatriota e companheiro de equipe Iveco. O estreante do Cazaquistão, Arthur Ardavichus foi o 3º com Kamaz.

Entre os brasileiros, nas motos Felipe Zanol fez sua estreia com uma KTM 450 e ficou na 10ª colocação. José Hélio pilotou uma Husqvarna Rally 450 RR e terminou em 19º. Denisio Nascimento fez sua estreia pilotando uma Honda 450 foi o 24º e Dimas Mattos de KTM 450 o 58º. Ike Klaumann também participou pela primeira vez com uma Husqvarna Rally 450 RR, mas sofreu um acidente na terceira especial e abandonou. Vicente de Benedictis Neto competiu com uma Beta 450 mas abandonou na 10ª especial.

Nos carros Jean Azevedo volta aos carros em dupla com Emerson Cavassin com um Nissan Navarra. Eles completam o Dakar 2012 na 23ª colocação. A dupla Guilherme Spinelli/Youssef Haddad com Mitsubishi Racing Lancer abandonou a prova ainda na Argentina, na quinta especial. Nos caminhões o trio André Azevedo/Maykel Vilarta/Mira Martinec com o Tatra terminou na 8ª colocação.


Dakar 2013: Peru Argentina Chile

Países cruzados: Peru, Argentina e Chile
Total: 8.570 km
Total cronometrado: 3.757 km
Largada: 05/01/2013 – Lima (Peru)
Chegada: 20/01/2013 – Santiago (Chile)


677 competidores: 196 motocicletas, 40 quadriciclos, 161 carros e 75 caminhões e 195 veículos de assistência.
302 competidores cruzaram a linha de chegada: 125 motocicletas, 26 quadriciclos, 91 carros e 60 caminhões.

Vencedor Motos: Cyril Despres (Fra) KTM 450 Rally
Vencedor Quadriciclos: Marcos Patronelli (Arg), YAMAHA
Vencedor Carros: Stéphane Peterhansel / Jean-Paul Cottret (Fra) MINI Countryman All 4
Vencedor Caminhões: Nikolaev/Savostin/Rybacov (Rus) KAMAZ

Em sua quinta edição na América do Sul, pela primeira vez a capital peruana, Lima, é o local de largada. A festa é tremenda, mais de um milhão de pessoas comparecem às verificações e estão presentes na cerimônia de largada.

A edição, como prometida, é dura, e já no primeiro dia os competidores enfrentam as dunas. A prova nas motos começa desfalcada do espanhol Marc Coma, que não conseguiu se recuperar de um acidente no Rally do Marrocos em novembro de 2012. Todos os pilotos já estavam limitados aos motores de 450cc.

Cyril Despres e sua KTM 450 Rally larga como favorito, mas as equipes da Yamaha, Husqvarna e Honda (que volta oficialmente ao Dakar) estão fortes. Despres quase abandona a prova na metade com problemas no cambio, mas consegue superar as dificuldades e os adversários, conquistando seu quinto sucesso no Dakar, se igualando a seu compatriota Cyril Neveu, que venceu cinco vezes nas décadas de 70 e 80.

Nos carros apenas a BMW é extraoficialmente representada pelos MINI da equipe X-Raid. Pelo segundo ano as equipes oficiais de fábrica não participaram. Carlos Sainz e Nasser Al Attiyah se unem e formam uma equipe com buggies americanos motor V8. Mas ninguém consegue impedir que Stéphane Peterhansel conquistasse sua 11ª vitória no Dakar, a segunda com um Mini, a quinta com carros, além das seis sobre duas rodas.

Nos caminhões a equipe Iveco vem com uma estrutura gigantesca, querendo que o holandês De Rooy seja bicampeão com o caminhão italiano. A Kamaz continua investindo em novos pilotos e Chagin (veterano piloto, vencedor sete vezes na categoria) é o chefe de equipe. A prova é muito disputada com várias alternâncias na liderança, mas no final o trio Nikolaev/Savostin/Rybacov leva o troféu para os russos da Kamaz.

Entre os brasileiros, nas motos a prova começou com um importante desfalque, o mineiro Felipe Zanol que estaria participando na equipe da Honda Racing, sofre um forte acidente em testes durante os testes e fica fora da competição fazendo sua recuperação. Jean Azevedo voltou às motos pilotando uma KTM 450 Rally Replica e termina a prova na 23º colocação. Nos carros a dupla Guilherme Spinelli/Youssef Haddad vem com o novo Mitsubishi ASX Racing, com um motor V8, mas abandonam a prova na nona etapa quando o carro foi pego por uma enxurrada. Este foi o segundo ano consecutivo que a dupla não completa o rally.

A dupla Marcos Baumgart/Kleber Cincea fez sua estreia com o Mitsubishi MPR 13 (carro com que Peterhansel venceu o Dakar 2007), mas abandonou após capotar na quinta etapa. Lourival Roldan foi navegador do piloto boliviano Luis Fernando Barbery. Eles abandonaram a prova na terceira etapa com problemas no motor. Reinaldo Varella competiu sem navegador num UTV (uma categoria experimental entre os carros) Can Am e conseguiu completar a prova na 57ª colocação.

Ainda num UTV Polaris Razor XP900 a dupla Bruno Sperancini/Thiago Vargas fez sua estreia, mas abandonou na sexta etapa devido a uma forte desidratação de Bruno. Nenhum brasileiro competiu entre os caminhões.
Klever Kolberg e Equipe Valtra no Facebook Klever Kolberg e Equipe Valtra no Twitter Klever Kolberg e Equipe Valtra no You Tube Klever Kolberg e Equipe Valtra no Flickr
www.parisdakar.com.br
2001 - 2011. Todos os direitos reservados. Favus | Design For Business