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Rally Paris Dakar

A HISTÓRIA EDIÇÕES ANO A ANO CAMPEÕES FAQ

FAQ

  1. Rally Paris-Dakar ou Rally Dakar ou Dakar, qual o correto?
  2. Por que o Dakar está sendo realizado na América do Sul?
  3. O Dakar que acontecia na África é diferente do Dakar que é realizado na América do Sul?
  4. O Dakar na América do Sul é mais fácil do que o Dakar disputado na África?
  5. Para competir no Dakar é preciso pilotar carros e motocicletas?






1. Rally Paris-Dakar ou Rally Dakar ou Dakar, qual o correto?

O atual Dakar foi criado pelo francês Thierry Sabine. Sua primeira edição aconteceu em 1979. Os nomes das cidades de largada e chegada da competição, Paris e Dakar, se tornariam conhecidos nos quatro cantos do mundo como a maior prova maior e mais difícil prova off road já criada pelo homem.

Mas na verdade o nome oficial da prova era Rally Paris-Alger-Dakar. Alger (Argel em português) é a capital da Argélia, porto de chegada da caravana a África naquelas edições.

Durante os 10 primeiros anos o percurso sempre passou por estas cidades, mas o nome "Paris-Dakar" ficou muito conhecido, na maioria das vezes nem era mencionado rally.

Outra curiosidade é que mesmo nestes 10 primeiros anos nem sempre a largada aconteceu em Paris. De 1985 a 1988 a largada aconteceu Castelo de Versalhes, um subúrbio de Paris com o mesmo nome. No caminho para a África os competidores cruzavam a cidade de Paris.

Devido aos conflitos internos na Argélia, sequestros e assassinatos de estrangeiros obrigaram a organização da prova a encontrar alternativas. O resultado foi o 1989 - Rally Paris-Tunis-Dakar e o 1990 - Rally Paris-Tripoli-Dakar. Mas popularmente continuava a referencia "Paris-Dakar".

Em 1992 a organização foi obrigada a fazer um grande desvio dos conflitos internos no Níger, Mali e Guiné. Pela primeira vez a capital do Senegal não foi o destino dos aventureiros. O roteiro mudou completamente e a caravana cruzou a África de Norte a Sul. O "Paris-Dakar" tornou-se o 1992 "Paris-Le Cap" ou Paris-Cidade do Cabo. A troca do nome gerou muitas dúvidas, muitos achavam que o "Paris-Dakar" havia acabado, mas foi apenas uma mudança maior no roteiro.

Mesmo com o percurso voltando ao formato original em 1993, a organização decidiu mudar a marca da prova, tanto atualizando o logotipo do turbante do tuareg (touareg em francês), como o nome do evento, que deixava de ser Rally Paris-Dakar e passava a ser chamado de Dakar.

Foi um período um pouco confuso, já que a organização insistia na marca Dakar, mas o "Paris-Dakar" continuava muito forte.

A tradição de colocar o nome das cidades de largada e chegada foi mantida, então a edição daquele ano foi denominada de Dakar 1993: Paris-Dakar.

No ano seguinte mais uma grande inovação no percurso com o Dakar 1994: Paris-Dakar-Paris, com largada e chegada em Paris e Dakar sendo o o meio do caminho.

Nos anos seguintes outras cidades da França e de outros países europeus passaram a disputar a largada do evento:
Dakar 1995: Granada-Dakar (Granada é uma cidade da Espanha);
Dakar 1996: Granada-Dakar.

Em 1997 a organização inovou novamente com o Dakar 1997: Dakar-Agades-Dakar. Pela primeira vez a largada não foi na Europa.

As variações continuaram nos anos seguintes.
Dakar 1998: Paris-Granada-Dakar;
Dakar 1999: Granada-Dakar;
Dakar 2000: Paris-Dakar-Cairo;
Dakar 2001: Paris-Dakar;
Dakar 2002: Arras-Madri-Dakar;
Dakar 2003: Marselha - Sharm El Sheikh;
Dakar 2004: Clermont Ferrand (Região D'Auvergne) – Dakar;
Dakar 2005: Barcelona Dakar;
Dakar 2006: Lisboa – Dakar;
Dakar 2007: Lisboa – Dakar;
Dakar 2008: Lisboa – Dakar, que foi cancelado devido a ameaça de ataques terroristas.

A marca Dakar ficou mais evidente com a vinda da prova para a América do Sul, quando a tradição do nome das cidades de largada e chegada foi alterada para o nome dos países onde a prova acontece:
Dakar 2009: Argentina Chile;
Dakar 2010: Argentina Chile;
Dakar 2011: Argentina Chile;
Dakar 2012: Argentina Chile Peru;
Dakar 2013: Peru Argentina Chile.

No Brasil ainda há muita confusão entre Rally Paris-Dakar, Rally Dakar e Dakar. Mas isso não interfere em nada no espetáculo. Por outro lado o governo senegalês está fazendo pressão para que o evento volte a acontecer na África ou que o nome de sua capital Dakar seja retirado da marca do evento. Fique atento para os próximos capítulos.


2. Por que o Dakar está sendo realizado na América do Sul?

O Dakar foi disputado na África desde sua criação em 1979 até 2007. A edição de 2008, que teria a largada em Lisboa (Portugal) e finalizaria em Dakar (Senegal) foi cancelado um dia antes do início.

Em toda a história do Dakar, que completaria 30 edições, isso nunca havia acontecido. Todos os participantes já estavam em Lisboa e se preparavam para competir em todas as categorias: Moto, Quadriciclos, Carros e Caminhões, além dos veículos de assistência.

Segundo Étienne Lavigne, diretor da prova naquela edição, o Governo da França recomendou que a caravana do rally não passasse pela região da Mauritânia, que abrigaria oito das quinze etapas da competição, por motivos de segurança.

Por este motivo, falta de segurança, a organização teve de encontrar outro cenário. Dentre várias possibilidades foi escolhida a América do Sul, onde já acontecia o Pampas Rally, nos territórios da Argentina e Chile.

O Dakar passou a ser realizado na América do Sul à partir de 2009.


3. O Dakar que acontecia na África é diferente do Dakar que é realizado na América do Sul?

As duas versões têm a mesma organização, o mesmo regulamento, as mesmas categorias. O tamanho de percurso e quantidade de etapas também é semelhante.

Como na África os organizadores sempre procuram novos roteiros, mantendo a característica original da prova, de nunca repetir o mesmo percurso, que é secreto e apresentado às vésperas da largada.

A maioria das equipes e concorrentes aderiu à mudança. Portanto a prova continua praticamente a mesma.


4. O Dakar na América do Sul é mais fácil do que o Dakar disputado na África?

O Dakar quando disputado na África ficou famoso por cruzar o gigantesco Deserto do Saara. Isso fazia parte do imaginário e do glamour da prova.

Muitas pessoas não sabem que boa parte do território da América do Sul é coberto por regiões desérticas. Muitos conhecem o Deserto do Atacama, que cobre parte do território do Chile até a fronteira com o Peru. Mas além desta área, boa parte do Peru é coberta por dunas e areia, o mesmo acontece na Argentina, que tem baixa densidade demográfica no norte de seu território e nas regiões próximas a Cordilheira dos Andes.

Portanto os participantes do Dakar encontram na América do Sul condições semelhantes ao que enfrentavam na África. Quanto ao terreno, talvez a África tenha maior variedade de tipos de deserto. Mas como o que atrai os competidores é o elevado grau de dificuldade dos terrenos, os organizadores continuam procurando e encontrado percursos desafiadores, com muitas dificuldades naturais como pedras, buracos, erosões, areia fofa, dunas e outros tipos de obstáculos, além da navegação continuar sendo exigente.

Psicologicamente os competidores sofrem menos, já que há uma sensação de estar mais próximo da civilização em caso de necessidade de ajuda. Mas é apenas um conforto psicológico, nada que realmente facilite a disputa ou a percorrer o trajeto.

Há uma grande diferença para as equipes de apoio, que na América do Sul encontram uma infraestrutura de estradas com melhor estado de conservação e pavimentação do que na África. As cidades base dos acampamentos normalmente também tem condições melhores de conforto como hotéis, restaurantes, hospitais e outros serviços que são bastante raros no deserto.

Isso também facilita a promoção da prova e viabiliza a vinda de visitantes, tanto ao acampamento como às zonas de espetáculo (locais preparados para o público assistir os competidores em ação), facilitando atividades de marketing de relacionamento.

Esta na verdade é uma grande diferença, já que a prova passou a ser acompanhada pelo público. Por exemplo, tanto nas largadas em Buenos Aires, como em Mar del Plata ou em Lima, mais de um milhão de pessoas estavam presentes.


5. Para competir no Dakar é preciso pilotar carros e motocicletas?

Atualmente o Rally Dakar é disputado por motocicletas, quadriciclos, carros e caminhões. Na edição 2013 os UTVs participaram como uma categoria experimental dentro dos carros.

O competidor decide em que categoria vai participar, não é permitido participar de mais de uma categoria na mesma edição da prova.

Uma equipe pode ter mais de um veículo, e em categorias diferentes, mas o resultado é do veículo, não da equipe. Portanto pode haver algum tipo de ajuda, companheirismo, veículos de equipes diferentes podem compartilhar a mesma estrutura de apoio. Mas não pode haver troca de integrantes dos veículos. Por exemplo, se um carro começa o rally com duas pessoas, fulano e beltrano, esta dupla deve ser mantida até o final da prova. Inclusive, nem fulano nem beltrano podem desistir no meio do percurso. A saída de um dos dois resulta em desclassificação da equipe.
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www.parisdakar.com.br
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