Parlapatões em cena
Hugo Possolo faz curta temporada de
Prego na Testa

Curtíssima temporada!
Apenas 6 (seis) semanas (de 12 de maio a 16 de junho).
Ingressos apenas
R$ 10,00 (meia para todos)
Somente aos sábados às 24h
Depois de participar de diversos Festivais (como Curitiba 2006) e de apresentações em diversos estados brasileiros (através da Caravana Funarte Petrobras), volta a São Paulo o espetáculo Prego na Testa. A montagem dos Parlapatões, dirigida por Aimar Labaki, com atuação solo de Hugo Possolo, rendeu indicação de melhor ator ao Prêmio Shell daquele ano.
Após completar uma centena de apresentações, Prego na Testa volta em horário especial, aos sábados às 24h, com preços reduzidos, apenas R$ 10,00 (meia para todos), iniciando a segunda etapa de patrocínio da Petrobras ao grupo Parlapatões, apoio da Energias do Brasil, através da Lei Rouanet, que se soma ao Programa de Fomento ao Teatro para viabilizar a programação do Espaço Parlapatões.
O parlapatão Hugo Possolo vive nove personagens urbanos cujo humor nasce de seu próprio desespero.
O texto do americano Eric Bogosian, cujo título original é Pounding Nails in the Floor with My Forehead, aguardou mais de onze anos para ganhar sua versão brasileira. Em português, o título sugere o duplo sentido de ameaçar o crânio por um prego ou de que ele já esteja fincado em uma mente perturbada.
A peça foi grande sucesso nos EUA com a interpretação do próprio autor. Duas de suas peças foram transformadas em filmes: Talk Radio e Suburbia (que já teve montagem teatral paulista). Mestre em expor o ridículo da neurose urbana, Bogosian desenha, em Prego na Testa, vários tipos que vão do esquisito ao hilariante, sempre instigando a platéia a reações que vão da gargalhada à angústia.
A tradução e adaptação de Aimar Labaki, além de situar aspectos da realidade brasileira, reordena condições de ritmo e síntese a serviço da força poética de cada cena. Insere os personagens em contextos mais determinados, o que consolida o elo entre eles, deixando espaço para a interpretação fluir.
Para Labaki, que também dirige o espetáculo, o autor americano “trata de questões políticas atacando o seu cerne: o ser humano”. Para ele “os Parlapatões sempre apontaram para a mesma direção, quer seja em espetáculos de puro divertimento, quer seja em propostas mais arrojadas, o riso é sempre garantido, e a reflexão também”.
Mais de um tema cerca a vida destes personagens multifacetados, vistos sobre o olhar cáustico de um autor inquieto e provocador. Bogosian aponta em seu texto para a sensação de impotência dos seres humanos diante da realidade das grandes cidades.
E são tantas as vezes que nos sentimos impotentes que parecemos ameaçados por um terrorista imaginário. Esta é a sensação que se busca para cada espectador em Prego na Testa. Para que ele oscile entre o medo e dúvida sobre uma vida ameaçada que não é bem a sua, mas que bem poderia ser.
Possolo, que se define palhaço, afirma que estes “personagens estão ligados pelas mesmas preocupações e são vítimas de um mesmo descaso, sem ignorar que também são responsáveis pelas situações que enfrentam”.
O parlapatão vive em Prego na Testa seu primeiro solo, mostrando que não quer estar preso a um estigma ou rótulo que muitas vezes o artista recebe ou se impõe. Quebrando o preconceito, se arrisca numa empreitada que explora outras faces do ator, sem negar tudo que já fez. Ao contrário, é apoiado no seu espírito claunesco que joga com a comicidade da tragédia de cada um de seus personagens.
“... sua grande consciência corporal e um timing afiado de comédia tornam antológica a sucessão de tipos...”
(Sérgio Sálvia Coelho, Folha de São Paulo)
“Poucos hoje dominam tão bem o tempo da comédia.”
(Erika Sallum, Revista Bravo)
“Ator Inteligente e com muitos recursos, Hugo enfrenta
a tarefa com bastante êxito.”
(Beth Néspoli, Estado de São Paulo)
“Prego na Testa enxuga a graça pela graça, o exibicionismo do palhaço. A comicidade serve ao desenho e ao impacto dos personagens, para sublinhar como procedem, criticar a visão de mundo que manifestam.”
(Miguel Anunciação, Hoje em Dia, Belo Horizonte)
Muito do que fizeram os Parlapatões em seus dezesseis anos de estrada se assemelha ao conteúdo deste espetáculo na mesma medida em que ela aponta outras questões. Mais um passo da busca permanente de um consolidado grupo que não quer se acomodar.
Os Parlapatões optaram, em Prego na Testa, por um texto sem piedade ou compaixão, com um humor nervoso, sobre a incapacidade humana de superar seus conflitos mais banais.
Ficha Técnica
Texto: Eric Bogosian
Direção: Aimar Labaki
Elenco: Hugo Possolo
Assistente de direção: Carlos Baldin
Cenário: Ulisses Cohn
Figurino: Kleber Montanheiro
Iluminação: Wagner Freire
Sonoplastia: Aimar Labaki
Edição de trilha sonora: Aline Meyer
Operadores de luz e som: Alexandre Zullu e Reynaldo Thomaz
Fotos: Luiz Doroneto
Direção de Produção: Raul Barretto
Produção Executiva: Cristiani Zonzini
Administração do Espaço Parlapatões: Vivian Dozono
Comunicação: João Roncatto
Produção:
Parlapatões, Patifes e Paspalhões, da Cooperativa Paulista de Teatro.
Serviço
Sábados 24h (de 12 de maio a 16 de junho)
Ingressos R$ 10,00 (meia para todos)
Espaço Parlapatões
Praça Franklin Roosevelt, 158
Tel.: 3258 4449
Ingresso Rápido: 2163 2000
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Edmond
Marco Antônio Pâmio apresenta o espetáculo que lhe rendeu o Prêmio APCA de Melhor Ator de 2006.

Em Edmond, texto de David Mamet, apresentado nos Estados Unidos pela primeira vez em 1982, Marco Antônio Pâmio encabeça elenco de nove atores. O espetáculo, dirigido por Ariela Goldmann, conta a história de um homem que, após uma visita a uma cartomante, resolve mudar radicalmente sua vida. O texto mostra um realismo pungente, levado às últimas conseqüências, conduzindo a platéia a uma reflexão inquietante sobre a vida nas grandes metrópoles.
Em 2005, Mamet roteirizou a peça para o cinema, com o ator William W. Macy no papel-título e direção de Stuart Gordon.
Num ano de grandes atuações masculinas em vários palcos da cidade, Marco Antônio Pâmio ganhou o prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte – como melhor ator de 2006.
Edmond, texto de David Mamet – vencedor do prêmio Pulitzer e da Associação dos Críticos de Nova York com O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross) e indicado inúmeras vezes ao prêmio Tony –, estreou dia 14 de Abril, sábado, às 21 horas, no Espaço Parlapatões. Com direção de Ariela Goldmann e tradução de Marco Aurélio Nunes, o espetáculo traz no elenco os atores Marco Antônio Pâmio, André Persant, Cácia Goulart, Eliana César, Ithamar Lembo, Jairo Pereira, Luti Angelelli, Martha Meola e Tatiana Thomé.
Edmond conta a história de um homem que, após visita a uma cartomante, resolve sair de uma vida segura e monótona para realizar seus desejos mais profundos. Essa decisão o leva à “selva” das ruas, onde tenta satisfazer desejos antes escondidos numa vida aparentemente bem resolvida. Desprotegido num mundo onde as negociações para a sobrevivência são viscerais, Edmond começa a colocar para fora não só seus desejos como também seus medos, seus preconceitos e sua violência.
Em 23 cenas de seqüência vertiginosa, o espetáculo faz o público acompanhar a queda de Edmond: cheia de som, fúria e silêncio. Com uma economia de linguagem e uma musicalidade na melhor tradição de Pinter, os personagens de David Mamet circulam por um mundo onde a crueza e o sentido de humanidade, rechaçam qualquer possibilidade de sentimentalismo ou julgamento.
Ficha Técnica
Texto: David Mamet
Direção e Espaço Cênico: Ariela Goldmann
Elenco: Marco Antonio Pâmio, André Persant, Cácia Goulart, Eliana César, Ithamar Lembo, Jairo Pereira, Luti Angelelli, Martha Meola e Tatiana Thomé.
Tradução / Direção de Produção: Marco Aurélio Nunes
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Figurinos: Ariela Goldmann e Leandro Oliva
Trilha Sonora: Raul Teixeira
Pinturas das Telas: Jaqcues Jesion
Montagem Fotográfica: Elisa de Almeida
Assistente de Direção: Alfredo Tmabeiro
Assistente de Produção: Florência Gil
Assistente de Iluminação: Aline Santini
Cenotécnico: Léo Bezerra
Fotos: Jéferson Pancieri
Pesquisa: Dinah Feldman
Temporada: De 14 de abril a 17 de junho
Sábados às 21h00 e Domingos às 20h00
Ingressos: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
As Olívias Palitam
Um quarteto de mulheres altas e magrelas que resolveram transformar sua inadequação no mundo em puro humor e diversão.

No espetáculo As Olívias Palitam, as atrizes Cristiane Wersom, Marianna Armellini, Renata Augusto e Sheila Friedhofer apresentam os mais inusitados esquetes cômicos, utilizando um humor rápido e inteligente e abusando da improvisação. As cenas vão desde um grupo de amigas que estudam as regras do futebol até um workshop que ensina os homens a se comportarem no fatídico “dia seguinte”. Além, é claro, das hilárias paródias de hits da década de 80 que se tornaram uma marca do grupo, como a música “Longilíneas Demais”. Entre os pontos altos do espetáculo, estão os divertidíssimos momentos de bate-papo entre as atrizes, com temas sugeridos pela platéia, no quadro que dá nome ao show As Olívias Palitam.
O roteiro é renovado constantemente, e o espetáculo ganha cenas de “época”, concebidas para períodos específicos, e cenas de oportunidade, enfocando acontecimentos atuais em destaque na mídia.
As Olívias Soluções em Comédia surgiram nos corredores da Escola de Arte Dramática EAD/ECA/USP, em 2004. O espetáculo As Olívias Palitam estreou em 2005 e, desde então, tem sido um grande sucesso no circuito do humor paulistano. Entre outros projetos, As Olívias já participaram do Midnight Clowns, com os Doutores da Alegria, e do Nunca se Sábado, do Teatro Folha, em São Paulo.
Ficha Técnica
Texto: Andréa Martins
Direção: Victor Bittow
Elenco: Cristiane Wersom, Marianna Armellini, Renata Augusto e Sheila Friedhofer
Temporada: 10 de abril a 30 de maio.
Terças e Quartas 21h00
Ingressos: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
sobe
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Abre as Asas Sobre Nós
Texto de Sérgio Roveri, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Autor, é uma das marcas da Praça Roosevelt.

Depois de temporadas no Espaço dos Satyros e no Teatro Sérgio Cardoso, a peça Abre as Asas Sobre Nós, de Sérgio Roveri, Prêmio Shell de melhor autor, é apresentada às sextas-feiras, às 23h59, no Espaço Parlapatões. Texto é inspirado no conto Bárbara, de Drauzio Varella.
A peça, que voltou ao cartaz no último dia 13 de abril, deu o Prêmio Shell de melhor autor ao dramaturgo Sérgio Roveri. Abre as Asas integrou o projeto Bárbara ao Quadrado, criado pelo ator e produtor André Fusko, cujo objetivo foi de promover uma inusitada investigação dramatúrgica: a criação de duas peças a partir de um elemento comum, no caso, o conto inédito Bárbara, do escritor e médico Drauzio Varella. Além de Abre as Asas Sobre Nós, o conto também inspirou a criação da peça O Anjo do Pavilhão Cinco, de autoria de Aimar Labaki, apresentado no primeiro semestre de 2006.
Em Bárbara, baseado em personagens reais, Varella descreve, em seu estilo sucinto, uma história de amor, traição e morte no interior do presídio do Carandiru. Bárbara, o personagem que dá título ao conto, é um travesti mineiro, condenado por homicídio e pequenos roubos, que mantém um relacionamento estável com Xalé, um mulato ladrão de caminhões de carga que responde pela faxina do Pavilhão Cinco, função que lhe confere inegável status de liderança. A relação entre os dois sofre um abalo com a chegada de Galega, travesti operado que passa a dividir com Bárbara a preferência de Xalé.
Em Abre as Asas Sobre Nós, o dramaturgo Sérgio Roveri subverteu o principal elemento do conto – o próprio presídio do Carandiru. Em sua peça, os personagens estão soltos, apesar de carregarem um currículo de delitos e contravenções. O travesti Bárbara, por exemplo, responde por um homicídio em seu passado. O crime, cometido em uma das marginais de São Paulo, foi acobertado com a ajuda de Galega, travesti com quem divide um apartamento precário no centro de São Paulo, e de Xalé, um cafetão que, entre uma noitada e outra de cocaína, tenta administrar os serviços de prostituição praticados pelas duas.
A direção de Luiz Valcazaras conferiu uma linguagem cinematográfica à encenação, graças à utilização de recursos de flash-back e de uma iluminação que consegue colocar os personagens em close. O cenário, também de sua autoria, representa um dos grandes achados do espetáculo: a ação se passa dentro de um imenso viveiro de passarinhos. “Ao aprisionar os personagens em uma espécie de gaiola gigante, eu quis demonstrar que, mesmo estando fora do Carandiru, todos estão irremediavelmente presos de alguma maneira”, diz o diretor. A gaiola de passarinhos faz referência aos estranhos hábitos de um dos personagens da trama, Paulo Preto, homem solitário que vive em um apartamento ao lado do Carandiru. Uma vez por semana, ele solta no apartamento os canarinhos que cria em uma gaiola. O público assiste ao espetáculo a poucos centímetros da gaiola, praticamente em contato físico com os atores. “É uma maneira de os espectadores compartilharem desta sensação de prisão”, diz o diretor.
Ficha Técnica
Texto: Sérgio Roveri
Direção, Cenografia e Iluminação: Luiz Valcazaras
Elenco: André Fusko, Emerson Rossini, Walmir Pinto e Walter Baltazer
Produção: André Fusko
Produção Executiva: Elza Costa
Trilha Original: Kalau
Figurino: Bruno Oliveira
Preparação Corporal: Mariana Dios-Tan
Fotos: Denis Rodriguez
Projeto Gráfico: Eduardo Reyes
Apoio Técnico: Vivian Guilhem (Dança Cigana)
Temporada: 13 de abril a 01 de junho
Sextas às 24h00
Ingressos: R$ 26,00 inteira e R$ 13,00 meia
Cleide, Eló e as Peras
Cleide Eló e As Peras abre trilhas nos caminhos vagabundos do coração e derrama insanidades decorrentes de qualquer paixão.

O amigo já sentiu febre de amor?
Dessas que todo homem fica demente quando sente?
É pra falar da carne e da alma, que um vigia conta a sua história de embriaguez. Ali do lado, ou em um lugar qualquer, uma mulher rasga o peito de seu amado porque precisa tê-lo, porque precisa... Este espetáculo fala de gente da gente e das aventuras libertárias e perigosas que os encontros nos proporcionam.
Gero Camilo é um novo expoente da dramaturgia contemporânea. Com peças de sucesso de crítica e público tais como: Aldeotas (04 indicações ao Shell, melhor direção para Cristiane Paoli Quito e o Prêmio Qualidade Brasil, de Melhor Autor, para Gero Camilo). Entreatos, A Procissão (02 indicações ao Shell) e Bastianas. No cinema participou de filmes como Bicho de Sete Cabeças, Cidade de Deus, Carandiru e Man on Fire, com Denzel Washington.
Os textos de Gero resgatam definitivamente o ator como centro da ação, em que age a dramaturgia. Isso tem gerado no público certo arrebatamento, relacionado ao frescor de voltar a estar se vendo teatro essencial.
Ficha Técnica
Texto : Gero Camilo
Direção: Gustavo Machado
Elenco: Gero Camilo e Paula Cohen
Iluminação: Alessandra Domingues
Fotos: Zeca Caldeira
Direção de Produção: Helena Weyne
Produção: Macaúba Produções Artísticas
Temporada: 12 de abril a 01 de junho.
Quintas e sextas 21h00
Ingressos: R$ 30,00 inteir e R$ 15,00 meia
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