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Estréia nova peça dos Parlapatões
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A nova empreitada dos Parlapatões é uma adaptação da obra do romancista mineiro Campos de Carvalho. Seus romances, pouco difundidos, representam algo único na literatura brasileira, pelo seu caráter inovador e sua temática contundente. Recentemente, a montagem de Aderbal Freire-Filho da obra O Púcaro Búlgaro trouxe uma visão teatral sobre a obra de Carvalho. Agora, os Parlapatões montam a novela que trata da vida de um herói de guerra esquizofrênico. A peça marca os dezessete anos na trajetória artística do grupo com um novo desafio de linguagem. Vaca de Nariz Sutil traz um ex-combatente, personagem sempre anônimo, aposentado por invalidez (representado por Henrique Stroeter), que divide o seu quarto de pensão com um surdo-mudo, Aristides (Hugo Possolo). Divide sua loucura, copos e madrugadas com um amigo de bar, que é zelador de um cemitério (Claudinei Brandão). Divide seu coração com a filha deste zelador, Valquíria (Carolina Tilkian), uma adolescente com problemas mentais. E é com ela que o veterano de guerra, obcecado por sexo como qualquer louco ou como qualquer normal, mantém relações sexuais. A obra foi adaptada por Hugo Possolo há mais de vinte anos. O dramaturgo, que também dirige a montagem, traz ao palco uma encenação que passa pelo humor, mas tem forte acento no universo poético. Ao longo dos dezessete anos dos Parlapatões a adaptação sempre esteve presente entre as possibilidades de montagem e, agora, numa fase em que o grupo se crê mais maduro, encontra o fértil momento de sua realização. Colocar a obra de Campos de Carvalho aliada ao humor que caracteriza o grupo pode ser aparentemente contraditório, mas os estilos de Carvalho e do grupo de comediantes têm muito em comum. A encenação tem sua raiz no sarcasmo, no humor ácido, no limite do trágico, que a obra literária traz. Encontra um ponto comum quando não se pretende uma peça cômica e, sim, uma junção clara de humor e tragédia por meio da poesia. Uma busca constante do grupo que, por meio da diversão que seu humor e comunicação direta transitam, quer provocar a reflexão no espectador. A narrativa da novela de Carvalho é fragmentária, cuja linguagem remete ao olhar esquizofrênico da personagem anônima de um herói que não vê mais sentido na vida. A adaptação de Possolo opta por uma ordem aparentemente cronológica de acontecimentos para deixar livre os delírios do protagonista em um contexto mais conflituoso e teatral. Com ritmo frenético e intenso, comunicação direta com a platéia, a encenação pode subverter a própria trajetória de seus atores. Espaço fértil para uma nova investigação artística, onde uma base sólida se confronta com a instabilidade de tempos, na reconstrução de um humor mais abstrato em sua forma e poético em seu resultado. A pesquisa dos Parlapatões, pautada na síntese do risível de todas essas personagens, é essencial para desvendar o risco e o poder da subversão de valores moralistas e reacionários. Imputa uma angústia ao público quando o riso se transforma em desconforto. E, então, pode se chegar a uma forte ligação entre lirismo e humor.
Texto e Direção: Hugo Possolo
Espaço Parlapatões
Ingresso Rápido: 4003 1212
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Nos dias 26 e 27 de abril espetáculos, saraus e shows animarão o Espaço Parlapatões dentro da programação da Virada Cultural. Todas as atividades são gratuitas e os ingressos devem ser retirados 1h antes das sessões. Veja a programação.
Banda Paralela
Atrás da Banda Paralela só não vai
quem já morreu. Ficha técnica Serviço:
Vaca de Nariz Sutil
Vaca de Nariz Sutil traz um ex-combatente, personagem sempre anônimo, aposentado por invalidez (representado por Henrique Stroeter), que divide o seu quarto de pensão com um surdo-mudo, Aristides (Hugo Possolo). Divide sua loucura, copos e madrugadas com um amigo de bar, que é zelador de um cemitério (Claudinei Brandão). Divide seu coração com a filha deste zelador, Valquíria (Carolina Tilkian), uma adolescente com problemas mentais. E é com ela que o veterano de guerra, obcecado por sexo como qualquer louco ou como qualquer normal, mantém relações sexuais. Ficha Técnica Texto e Direção: Hugo Possolo
Prego na testa
Depois de participar de diversos Festivais (como Curitiba
2006) e de apresentações em diversos estados brasileiros
(através da Caravana Funarte Petrobras), o espetáculo Prego
na Testa participa da mostra de repertório Parlapatões Sortidos
e Variados. Ficha Técnica Serviço:
Coçando o Sacro
Depois do sucesso no projeto Nunca Se Sábado,
os quadros cômicos do OGB, A Olaria Grandes Bosta, ganham um roteiro
único que satiriza temas históricos. Estréia no dia
15 de junho, no Espaço Parlapatões, o espetáculo
Coçando O Saccro, uma comédia paródico-iconoclasta,
que desvenda a vida e a história de Cristo envolvendo-o em falcatruas
e corrupção.
O quadro que dá sentido geral ao espetáculo foi um dos finalistas do I Festival de Cenas Cômicas do Espaço Parlapatões. O grupo composto por jovens publicitários e redatores oriundos da ESPM que, por força de seu humor, se tornaram comediantes profissionais. Eles escrevem e encenam cenas cheias de críticas humoradas e provocativas. Texto: Olaria Grandes Bosta Serviço:
Concurso de Poesia Falada No próximo dia
27 de abril às 15h, acontece a terceira edição, com
prêmios para o primeiro, segundo e terceiro colocados e, ainda,
para o melhor intérprete e especial do juri. O formato é
simples e torna-se um pretexto para reunir poetas da cidade: cada autor,
ou um interprete que ele convide, fala seu poema e, ao final, os jurados
indicam os vencedores do dia. As poesias serão apresentadas na
entrada do Espaço Parlapatões, no palco
do Café, promovendo uma interação ainda maior com
o público. As inscrições já estão abertas
e vão até o dia do festival. Veja o link abaixo e participe. Serviço:
O Bricabraque
As aventuras do leiloeiro maluco Bricabraque que narra sua paixão pela pulga Gala. Com texto e direção de Hugo Possolo o espetáculo traz o parlapatão Raul Barretto em um solo cômico recheado de jogos de improviso. A tônica da montagem de O Bricabraque é o envolvimento da personagem central com as crianças. Logo na entrada do teatro, sala do leiloeiro de um mercadão das pulgas, o público recebe um dinheiro de brinquedo, o Cabraquês, que permite um dos jogos entre o ator e as crianças. A partir daí, ele oferece a tal história que promete juntar aventura, mistério, romance e tudo mais o que a platéia pedir. Ficha Técnica Serviço: Espaço
Parlapatões
Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro Informações: 3258 4449 Ingresso Rápido: 4003 1212
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Chupeta de baleia, quatro olhos, esqueleto, dentuça;
são com os apelidos que as crianças provocam umas as outras
num misto de brincadeira e crueldade. Neste jogo algumas delas acabam
virando alvos da turma toda e ficam de fora do time de futebol e das festinhas.
Bolinha e Bolão são os personagens desta
peça que, como muitas outras crianças, recebem muitos apelidos
dos coleguinhas de classe e da turma da rua. Porém, como não
gostam da posição de vítimas bolam mil planos incríveis
para virar o jogo. Ficha Técnica SERVIÇO
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Confira aqui as edições anteriores: