Preta Gil

Chacrete

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Eu queria ser chacrete e todo sábado tinha gravação no teatro Fenix, no Jardim Botânico. Meu pai, nessa época estava estourado nas paradas, meu tio Caetano, minha madrinha Gal, alguém da família sempre ia no Chacrinha! E eu falava: “Mãe, fala pro tio para eu ir, pai, deixa eu ir.” Eu vivia no Chacrinha. Lembro que entrava no camarim dele, aquele camarim cheio de coisas e balagandans, e achava que ele era a Carmem Miranda homem. Eu sentava no colo dele, beijava ele, ele me amava.
Começava aquele programa, as luzes, a platéia, eu ficava num cantinho e aí entravam todas as bandas que naquela época eu amava, tanta coisa boa. Amava Elke Maravilha, que era jurada Fui criada nesse ambiente dos anos 80, muito efervescente, muita cor cítrica, muita calça semi-bag. (risos)