Exílio Clubbera americana Brandy foi ao bar inglês rumba levar discos para um Dj brasileiro que tocava por lá. gamou no drum'n'bass com mpb e desembarcou por aqui em março de 2003: "A música do brasil é tão variada quanto as suas frutas e verduras."
México, Chile, República Tcheca, Alemanha, Holanda, Inglaterra. Esses são alguns dos países onde a norte-americana Brandy Hernandy, de 26 anos, morou nos últimos nove anos da sua vida. "Sempre quis conhecer mais do que San Antonio, no Texas, onde nasci", justifica a garota nômade. Ligada em natureza e música, veio parar no Brasil em março deste ano e virou local na festa Vibe, do clube Lov.e; na The Bass, do Susi in Transe; e nas feiras livres de São Paulo.
Brandy considera a cena paulistana extremamente diversificada. "Os brasileiros têm muita sorte. Aqui há DJs especializados em hip hop, house, tecno e em todas as subvariações imagináveis. A cena musical é tão variada quanto os tipos de frutas que existem nesse país", compara, inusitadamente, a americana. Ela admite que também está por aqui graças às frutas e vegetais. "Eu amo, tem tanta coisa maravilhosa. Caqui, figo roxo, tamarindo, manga, ameixa, açaí, cupuaçu e melancia. É fantástico!". O amor também teve sua cota de participação na vinda de Brandy ao Brasil. Quando morava em Londres, ela namorou um mineiro.
Brandy apóia as baladas de drum'n'bass em todos os países por onde passa. "Para mim, o drum'n'bass representa o lado mais energético e criativo da música eletrônica e não é necessário drogas para curtir", opina a clubber, que ouviu falar da cena brasileira, pela primeira vez, no final dos anos 90, quando morava em Londres. Na época, trabalhando como Relações Públicas da agência de música eletrônica Electric, foi ao bar Rumba entregar discos para um DJ brasileiro que iria tocar naquela noite. "Levei vários vinis da V Recordings, Fabio, Grooveri-der, Ed Rush & Optical, e entreguei para o DJ Marky", diz Brandy, contando como foi fisgada pela música. "Naquela noite tive realmente certeza de que o drum'n'bass não tem fronteiras."
Em menos de um ano em São Paulo sua lista de ídolos aumentou imensamente e muitos outros nomes já fazem parte dela: Ramilson Maia, Xerxes, Andy, Drumagick, Marnel, Koloral, Cleber Port e Jeff. Para ela, o estilo é "forte e sexy, com muito latin flavour". A americana diz que também adora a maneira natural como os produtores brasileiros incorporam a bossa nova e a MPB aos breakbeats. "Acho que o trabalho desses DJs influencia a cena de quebrados em todo o mundo. Eles trazem uma vibe e um frescor à cena que eu nunca encontrei em outros países."
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