Publicidade
.................................
DA REVISTA
.................................
.................................
.................................
.................................
.................................

.................................
.................................

 

 

 

 

 

 

 

.................................
DA EDITORA
.................................
.................................
.................................
.................................
.................................

Fale Conosco

.................................
.................................

................................... ANO 10 - Nº 78 - 2001 - ISSN 0104-9178..................................

Brasil no mercado exterior
Comércio mundial: A guerra do século XXI

Para Sérgio Amaral, é preciso acabar com as barreiras no mercado internacional, reduzir custos de produção e divulgar as ferramentas exportadoras

 

Na era da globalização, a batalha está no campo do mercado. Pelo menos, é o que acha o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral. Para ele, o comércio é a guerra do século XXI, embora não seja o único tipo de conflito que vivemos atualmente. "O comércio é uma guerra diferente e tem por objeto dois bens igualmente valiosos no mundo moderno: o emprego e o salário", afirma o ministro.

Mas, para que o Brasil possa sair vitorioso desta batalha, segundo Amaral, é preciso superar quatro desafios: a remoção de barreiras aos produtos brasileiros no mercado externo, a redução dos custos de produção, a consolidação de uma política industrial mais moderna e a promoção agressiva da política de exportação.
O ministro acrescenta que, neste momento em que as economias mundiais estão em fase de desaquecimento, é

preciso valorizar o produto brasileiro no mercado internacional: "Mostrar, através de campanhas, que a mercadoria "made in Brazil" tem diferencial de qualidade e preços competitivos. É vital buscar novos mercados e outros parceiros, para evitar o desvio da rota de comércio desses países para outros locais em função do Mercosul e da formação da Alca. Nesse sentido, o Brasil já negocia com a China, cuja entrada na Organização Mundial do Comércio abre ao livre comércio um mercado de 1,3 bilhão de habitantes. A Rússia, o México e a Índia também estão na mira do governo brasileiro".

Reconquistar parceiros antigos é outra ordem do dia. Sérgio Amaral acertou com o Japão, grande parceiro comercial do Brasil na década de 70, que empresários brasileiros farão "estágio" no país oriental para identificar lá oportunidades de negócios e que missões japonesas serão incentivadas a vir ao Brasil.

No âmbito da América Latina, o ministro reativou o Convênio de Crédito Recíproco-CCR, sistema de compensação de valores entre os países da Aladi, que facilita o comércio na região. Amaral explica que o novo formato do CCR atende particularmente os setores de bens de capital e serviços e é instrumento importante para aumentar as exportações brasileiras para países latino-americanos.

Ações do ministro

• Incentivo à exportação de couros e calçados com o apoio de embaixadas brasileiras

• Concessão de crédito do Banco do Brasil para financiar o aumento de exportações

• Eliminação de controles burocráticos no envio de remessas ao exterior

• Agilização do sistema de drawback com a introdução do drawback eletrônico

• Negociação com os EUA para evitar adoção de medidas protecionistas pelo governo americano contra as exportações do aço brasileiro

• Exploração de novos mercados e reconquista de antigos. O objetivo é diversificar as parcerias comerciais brasileiras, evitando a concentração das exportações em determinados mercados.

• Criação da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Japão, sediada em Tóquio, para retomar os negócios com o país oriental, que era um grande parceiro comercial do Brasil na década de 70

• Lançamento do Portal do Exportador, que traz o passo a passo do setor de exportação e através do qual o empresário pode apresentar sugestões e críticas, ampliando o diálogo com as autoridades.

A Gecex

A Câmara de Gestão do Comércio Exterior (Gecex) foi criada por determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso e tem como meta reduzir os custos da exportação, simplificar seus procedimentos e agilizar o processo exportador. A Gecex, que é dotada de poderes executivos, já realizou alguns avanços, como a elevação da cobertura do seguro de crédito e a retirada de todos os tributos federais sobre a exportação. O restabelecimento do Convênio de Crédito Recíproco, com novo formato, também foi ação do órgão. A Câmara está se empenhando na tentativa de eximir os exportadores de bens processados da cobrança de ICMS sem a compensação de créditos, que onera excessivamente os setores de maior valor agregado.

Assinaturas
Aproveite nossa promoção especial para assinaturas on-line
Pesquisa
Procure aqui, qualquer artigo publicado em nossas edições anteriores
Perfil
Metas e objetivos da revista, informações gerais e expediente
Entrando em contato
Saiba todas as formas de entrar em contato conosco.

Se quiser adquirir edições anteriores, entre em contato conosco: assinaturas@etm.com.br

Copyright Editora Terceiro Milênio©. Todos os direitos reservados.