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México
e Brasilquerem ampliar acordo tarifário
Acerto na
área automotiva é o pontapé inicial para o livre comércio
entre os dois países
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Embaixadores do Brasil e do México trabalham para ampliar a lista de produtos que recebem preferência tarifária. Em julho do ano passado, os dois países já tinham dado início a essa aproximação com um acordo de complementação econômica envolvendo 792 produtos, sendo 641 industriais e 151 agrícolas. No entanto, o acordo ainda não entrou em vigor. Segundo a embaixadora do México no Brasil, Cecília Soto, que esteve com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o atraso para a implantação deve-se a questões burocráticas e no máximo em 30 dias já estará valendo.
O
acordo estabelece preferências recíprocas, com reduções
tarifárias de
20% a 100%. A embaixadora contou que foram formados grupos de trabalho com
a participação de empresários dos dois países
para a identificação de oportunidades, como a ampliação
das relações nos setores têxtil e químico.
A aproximação entre os dois países ganha força no setor automotivo, o qual já está em funcionamento o pacto de livre comércio em 2007. Cecília destaca que essa será a primeira vez na história que acontece um acordo de livre comércio setorial entre um país e um bloco de países como o Mercosul.
No pacto ficou estabelecido que, nos primeiros 12 meses, vigorará uma alíquota de 1,1% para exportação de até 140 mil veículos. No penúltimo ano, a cota fica em 185 mil carros com zero de alíquota, no quarto e último, em 210 mil e, posteriormente, passa a existir livre comércio. O setor de máquinas agrícolas e rodoviárias terá cota livre para embarques, mas a alíquota será zerada em quatro anos. Atualmente, a alíquota para este setor flutua entre 18% e 23%.
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