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Álcool
terá parceria de empresários suíços
Empresários
suíços vão investir na produção brasileira
de álcool, através de projeto-piloto que prevê a participação
de uma companhia suíça na fase da mistura do álcool anidro
à gasolina, para cumprir as orientações do Protocolo
de Quioto. A adição reduz a emissão de gás carbônico
(CO2) na atmosfera é exigência do protocolo.
A
demanda inicial para o projetopiloto da empresa suíça, que controla
20% do mercado de combustíveis do país, é de 100 milhões
de litros/ano. A Suíça sempre foi um mercado experimental para
esse tipo
de ação. A idéia é que depois a tecnologia seja
disseminada para toda a Europa. Não está descartada a possibilidade
de os suíços investirem também na produção
de cana-de-açúcar no Brasil.
Para o diretor do Departamento do Açúcar e do Álcool
do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, vários países
têm interesse na mistura de álcool na gasolina, como China, EUA,
Austrália, Canadá e Japão. O Brasil, por apresentar preços
mais competitivos, tem a possibilidade de transformar-se no maior exportador
mundial, visto que o custo do álcool extraído da cana-de-açúcar
é menor do que o do produzido através de milho ou trigo, utilizados
nos Estados Unidos e na Europa.
Conselho
Agropecuário do Sul será base para o Mercosul
O Brasil
e a Argentina passam a trabalhar juntos para a criação de política
agrícola comum, que servirá de base para o Mercosul. Representantes
dos dois países anunciaram a criação do Conselho Agropecuário
do Sul (CAS), entidade que terá como objetivo estimular
a fundação de uma trading (empresa de comercialização)
para negociar a venda dos produtos agrícolas do Brasil, Argentina,
Uruguai e Paraguai. Um dos objetivos do CAS é diminuir a concorrência
entre os produtores do bloco e fomentar trabalho em conjunto para aumentar
as exportações dos países da região para o exterior.
De acordo com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o primeiro produto
cuja comercialização será testada pelo CAS será
a soja. Argentina e Brasil produzem 40% do volume mundial. Juntos, eles superam
a produção norteamericana, que está em 74,29 milhões
de toneladas contra 80 milhões de toneladas.
O CAS vai estudar estratégia de negociação para conseguir que tanto o Brasil quanto a Argentina tenham preços e condições melhores para vender o produto. Além de estipular normas sanitárias conjuntas para evitar o aparecimento de focos de conflito no momento da venda, como aconteceu quando a febre aftosa voltou a aparecer nos bovinos dos dois países.
Em um encontro em Buenos Aires, onde foi anunciada a criação do CAS, o ministro Rodrigues e o secretário da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, informaram que programa brasileiro Fome Zero deverá comprar dos argentinos arroz, milho e trigo.
Frango
do Brasil na Argentina
Apesar
da retirada da sobretaxa imposta pela Argentina ao frango brasileiro, os avicultores
do Brasil não conseguiram atingir o mesmo patamar de exportação
obtido quando o produto era comercializado livremente.
O fim da sobretaxa é resultado de uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que alegou a violação das regras internacionais pela Argentina, ao aplicar uma medida antidumping contra a carne de frango brasileira. Os argentinos ainda podem recorrer da decisão.
A
barreira, imposta em 2001, fez com que os produtores da Argentina se fortalecessem,
garantindo o abastecimento do frango para o consumo interno. Antes da medida,
o Brasil exportava o equivalente a US$ 60 milhões por ano. Segundo
previsão do presidente da Associação Brasileira dos Produtores
e Exportadores de Frango (Abef), Claudio Martins, a expectativa é que,
sem a barreira, o Brasil
venda entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões, num período
de três anos.
Outro fator atribuído à lenta retomada é a descapitalização do país vizinho, devido às sucessivas crises, o que levou à diminuição do poder de compra da população.
Preço
mínimo favorece exportação
O governo
federal deu injeção de ânimo nos produtores de leite no
Brasil: determinou que o produto terá preços mínimos
de referência. A medida, criada através de um decreto, favorece
o produtor, pois servirá de estimulo para o aumento da oferta e conseqüente
exportação.
O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, acredita que será possível atingir a auto-suficiência e ainda abrir novos mercados. O Brasil faz parte, junto com Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Austrália, da Aliança Láctea Global, que negocia a abertura de mercados junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). Na visão de Alvim, a medida, associada ao plano Empréstimo do Governo Federal (EGF), que financia indústrias e cooperativas interessadas em adquirir os excedentes de produção, favorecerá a formação de estoques, garantindo presença mais contínua no mercado externo.
Produtores
do Piauí exportam mel para Itália
A Associação
dos Apicultores de Simplício Mendes, no Piauí, pode comemorar
a entrada do seu produto no mercado internacional. A associação
enviou para a Itália um contêiner com 19.600 quilos de mel, despachado
no porto de Mucuripe (CE). O grupo negocia com o apoio da entidade Comércio
Justo, Ético e Solidário, iniciatvia não-governamental
e sem fins lucrativos, que apóia pequenos produtores. Graças
ao grupo, outras empresas também receberam encomendas do exterior.
Uma delas é a Prodotti Naturale, que enviou mil peças em fibra
de caroa e imbira, vendidas pela Comunidade Quilombola Conceição
das Creoulas, de Pernambuco. Outra é a Cooperativa Bambuzeria e Papelaria
Capricho, em Cajueiro, Alagoas.
Fabricante
de cachaça quer conquistar mercado asiático
A fabricante
de bebidas Tatuzinho amplia sua participação no mercado asiático.
A empresa, que já exporta para o Japão e Macau, China, pretende
colocar seus produtos à venda na Indonésia, Tailândia
e Coréia. Para realizar esse objetivo, dois produtos foram lançados:
a Caipirinha em Lata Velho Barreiro e a Velho Barreiro Caipirinha Ice (soda
alcóolica sabor caipirinha). A expectativa, segundo o presidente da
empresa, César Rosa, é que 10 mil caixas de caipirinha e seis
mil de ice sejam embarcadas até o fim do ano somente para o Japão,
que é o mercado que mais vem crescendo.
O
grande desafio, na visão de Rosa, é atingir o consumidor chinês.
O problema está no baixo poder aquisitivo da população,
no entanto, ao
conquistar uma fatia do mercado, é possível atingir 100 milhões
de pessoas.
A Tatuzinho espera exportar, este ano, 70 mil caixas de caipirinha pronta, 120 mil caixas de cachaça e 25 mil caixas de ice para todos os continentes. A empresa mantém boas relações com os vizinhos, latino-americanos, como Caribe e Porto Rico, e também com países europeus, como Portugal e Alemanha, que já conhecem o produto. Os norte-americanos serão apresentados à bebida este ano. Até o final do primeiro semestre, deverá seguir o primeiro carregamento para os EUA.
Cajueiro
exporta produtos típicos para Holanda
ACooperativa
Bambuzeria e Papelaria Capricho, em Cajueiro, Alagoas, conseguiu o que muitos
exportadores sonham: colocar seus produtos no mercado norte-americano e europeu.
A façanha tem uma explicação: a originalidade das mercadorias
produzidas, que utilizam, em sua maioria, o bambu como matériaprima.
Nos primeiros meses deste ano, a coorperativa embarcou trezentas peças
entre cabides, cadeiras, bolsas, caixas, pastas, para Amsterdã, na
Holanda.
A comercialização do artesanato é feita pela Rede Européia de Comércio Justo da Europa, um conjunto de organizações nãogovernamentais que fazem contato entre fornecedores e consumidores. A política do grupo é gerar mecanismos para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores. Logo, elas não têm fins lucrativos e a verba obtida com a venda é reinvestida no programa. As peças contêm informações sobre a origem e o tipo de contribuição social e ambiental que promovem e ficam expostas em pontos de venda na Holanda, Luxemburgo e Bélgica.
A
rede de Comércio Justo contou com o apoio do Sebrae do estado, que
criou uma central de vendas – Armazém Sebrae – alinhada
com a filosofia da organização.
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