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................................... ANO 12 - Nº 91 - 2003 - ISSN 0104-9178..................................

Brazilian Beef tem catálogo de cortes bovinos

A Abiec - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina - lançou o primeiro Catálogo Brasileiro de Cortes Bovinos. O livro contém fotos e explicações sobre 130 cortes de carne bovina. O lançamento faz parte do programa Brazilian Beef, criado para promover a carne brasileira no exterior. O catálogo destina-se às embaixadas dos países importadores de carne brasileira e aos frigoríficos exportadores. Como não dispunham de um catálogo nacional, muitas vezes os exportadores usavam publicações sobre cortes da Austrália. Apresentado em português, inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, árabe e russo, o catálogo tem 142 páginas e versão em CD-ROM. Para obter o catálogo basta entrar em contato com a Abiec, pelo número 51 3218 8400.

Supersafra segue de trem para porto de Paranaguá

Neste ano, o sistema ferroviário irá aumentar sua participação no transporte de soja para o porto de Paranaguá. De acordo com a América Latina Logística (ALL-Delara), operadora que administra a malha ferroviária do Sul do País, o crescimento deve ficar em torno de 42%. De março a setembro, devem ser escoados cerca de 2,5 milhões de toneladas do grão. O crescimento no transporteé resultado dos investimentos em infra-estrutura para garantir agilidade no escoamento da safra. Em 2002, foram investidos R$ 15 milhões entre recursos próprios da operadora e de empresas parceiras no terminal de Maringá e em Paranaguá. Além da soja, o volume total de granéis transportados pela ALL-Delara também deverá crescer. A previsão é de aumento entre 11% e 15% em relação a 2002, quando foram embarcados 21 milhões de toneladas.

Brasil será o maior vendedor mundial de álcool

Até 2014, o Brasil pode assumir a liderança mundial na produção e exportação de álcool. A opinião é do gerente do setor privado da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool do Conselho do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa de Carvalho. Ele acredita que, com o aumento do uso de energia renovável nos Estados Unidos, Europa e Ásia, o Brasil venha a se tornar o grande fornecedor de álcool para os três continentes. As projeções são de que os países europeus venham a consumir entre 19 e 20 bilhões de litros/ano do produto, até 2010; e os EUA, cerca de 20 bilhões de litros/ano, até 2014. Para chegar à posição de líder, segundo Carvalho, o Brasil deverá contar com a participação de representantes de todos os segmentos do setor sucroalcooleiro de forma a melhorar a competitividade do produto no exterior. A intenção é aprimorar as técnicas de plantio e a adequação das usinas às novas tecnologias.

Cachaça ganha mais um round no exterior

No embate entre cachaça e o uísque nas vendas ao exterior, a famosa bebida brasileira ganhou mais um round. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) comprovaram que a concentração de aldeídos (substância obtida pela oxidação do etanol) na aguardente é, em média, inferior à de uísques. Tais substâncias são responsáveis pela sensação de ressaca. A cachaça enfrenta resistência no mercado norteamericano, mesmo contando com preços mais convidativos em relação à outra bebida. O estudo, realizado no Laboratório de Desenvolvimento da Química da Aguardente, começou há dez anos com o intuito de compreender a química da aguardente, visando a proteger a saúde do consumidor, agregar valor ao produto e melhorar a formação dos fabricantes. A pesquisa será utilizada para a promoção do produto e para facilitar a entrada da bebida nos Estados Unidos.

Couro de avestruz faz sucesso em Israel

Os produtores de avestruz encontraram novo mercado para atuar, o da venda de couro. Somente a Fazenda Pé Forte, de Uberaba, Minas Gerais, exportou US$ 250 mil em peças de couro para Israel. O produto é usado na confecção de bolsas, sapatos, carteiras e roupas. Para obter o couro, foram abatidas 1,5 mil aves, que renderam cerca de 45 toneladas de carne, que foram vendidas no mercado brasileiro. A fazenda, que realizou assim a primeira venda ao exterior, importou as 620 matrizes que possui da Espanha e pretende produzir 12 mil filhotes de avestruz neste ano. A propriedade ocupa área de 74 alqueires e dispõe de incubadora para até 3,5 mil ovos.

Café para estrangeiro tem bom resultado no cerrado

A região de cerrado, em Minas Gerais, destacou-se neste ano pela produção de grãos especiais de café. Os pequenos produtores correspondem a 25% dos cafeicultores da região e garantiram a exportação de mais da metade da safra. As vendas ao exterior do café do cerrado atingem, em média, até 70% da produção de cerca de 1,5 milhão de sacas. De acordo com o diretor de marketing do Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer), Ensei Uejo Neto, a maior participação da região nas vendas externasé resultado da alta produtividade alcançada por hectare. Para que esse nível de rendimento fosse alcançado, foram feitos investimentos em pesquisas para a adaptação das plantações, visto que cerrado não era considerado uma tradicional área produtora de café. Atualmente, cerca de 3,6 mil produtores atuam no cerrado, destes, aproximadamente 25% são cafeicultores que se dedicam à cultura em áreas que não ultrapassam 50 hectares.

Banana, abacaxi, tangerina e caqui são as frutas da vez

O Brasil encaminhou lista de frutas a diversos países para promoção comercial. O trabalho é parceria do Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF) e a Apex-Brasil, que estão executando o programa Brazilian Fruit, que atinge diretamente o consumidor final no exterior com pontos de vendas, degustação e folhetos informativos. A expectativaé aumentar as vendas de frutas tropicais para Europa, EUA, Canadá e Ásia. O orçamento para 2003/2004 da Brazilian Fruit é de R$ 8,5 milhões, sendo que R$ 4 milhões são provenientes da APEX e o restante da iniciativa privada. O IBRAF foi criado em 1990 por empresários de frutas, como representação nacional da classe produtora/ exportadora. A função do instituto é promover a informação técnica e mercadológica sobre o segmento, representar a categoria junto ao governo e promover o produto nacional no exterior. Em 1998, em conjunto com a APEXBrasil, a entidade desenvolveu o Brazilian Fruit, que no primeiro ano exportou manga, papaia, melão e uva para os mercados americano e europeu. Depois, foram maçã e limão, também para os mesmos mercados. Inf.: www.ibraf.org.br.

Coco de Quissamã conquista europeus

A Cooperativa Mista de Produtores Rurais de Quissamã, no norte do Estado do Rio de Janeiro, embarcou coco para a Itália, comprovando que os pequenos produtores da região alcançaram padrão internacional de qualidade. Esses padrões exigem cocos com no mínimo 400 mililitros de água, com alto teor de doçura, arredondados, com cascas verdes, lisas e sem manchas. Os frutos devem proceder de áreas sem pragas e com pouco uso de agrotóxicos. A meta da cooperativa é exportar cerca de 500 mil frutos por ano, para Itália e Inglaterra. Será a maior conquista de uma atividade que tem apenas 13 anos na região de Quissamã, município inserido numa das mais tradicionais á reas de produção de cana-de-açúcar do País.

Maçã Royal Gala sucesso total

A variedade de maçã Royal Gala representa mais 80% das exportações da fruta pelo Brasil. Das quase 60 mil toneladas previstas no calendário de exportação, a variedade corresponde a cerca de 50 mil toneladas. A boa aceitação no mercado, em virtude da qualidade e da melhor coloração, é crescente e abre novos mercados mensalmente, não só para a Royal Gala, mas para outras variedades mais comuns. Segundo Mário Adolfo Corrêa Filho, diretor de exportação da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã, ABPM, a
venda do produto ao exterior, este ano, renderá 34 milhões de euros. Entre os países que mais recebem a maçã estão Escandinávia, Holanda, Alemanha, Itália, Cingapura e Hong Kong. Com relação às dificuldades da maçã brasileira no exterior, os Estados Unidos e a Colúmbia Britânica (província canadense) são os que mais apresentam protecionismos. São barreiras fitossanitárias que prejudicam o fluxo comercial. Os EUA exigem que a fruta fique em quarentena nos depósitos. Por isso, muitas vezes, os negócios com os americanos não compensam, pois, com essa imposição, diminui a qualidade da fruta. Já o mercado canadense só aceita maçã que tenha passado por expurgo em brometo de metila, o que não garante que o produto fique isento de resíduos químicos. Mais informações: www.abpm.org.br.

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